Tempo de calmaria: Red Bull Storm Chase só em 2018

Um inverno seco e pouco tempestuoso postergou o campeonato Red Bull Storm Chase para o ano que vem
Por Josh Sampiero

Se você é um(a) windsurfer, você sabe como as coisas da Natureza funcionam: às vezes o vento aparece, noutras vezes ele resolve sumir.

O inverno de 2017 no Hemisfério Norte falhou em oferecer as condições mínimas necessárias para que a competição Red Bull Storm Chase acontecesse. Embora tenhamos recebido quatro alertas internos entre os dias 9 de janeiro e 13 de março, nenhuma destas tempestades em potencial chegaram aos níveis mínimos exigidos para dar lugar à disputa mundial.

Estávamos esperando por isso:

O windsurfer profissional Klaas Voget, um dos organizadores-chave do evento, dá a sua avaliação ao ocorrido: "O Red Bull Storm Chase é conhecido como 'o' evento mais radical que se tem por aí. Para esta competição, não estamos buscando tempestades medianas ou apenas dias de ventania, estamos atrás de um grande sistema tempestuoso, capaz de gerar condições realmente radicais, com ondas enormes e ventos ferozes".

A gente poderia ter se divertido...

A tempestade precisa ser grande - e extensa

Segundo o windsurfer Klaas: "Previsões de tempestades, vento, tamanho, duração e temperatura estáveis, que ocorressem durante o dia - tudo isso são condições que buscamos para que um Red Bull Storm Chase ocorra. Houve diversas tempestades neste inverno e nós estivemos na cola de todas elas - nenhuma pôde nos proporcionar aquilo que precisávamos".

Infraestrutura, logística e segurança

O que acontece dentro d'água não é a nossa única preocupação. A equipe tem que se certificar que a tempestade ocorra num local onde se possa navegar razoavelmente em segurança, permitindo suporte médico e emergencial.

As ondas estavam pequenas demais

Embora uma série de eventos permeados com ventos fortes ocorreu na costa da Irlanda, Inglaterra e França, nenhum deles trouxe uma ondulação significativa - o campeonato Red Bull Storm Chase buscava ondas em torno de 10 metros. As tempestades não mantiveram ondas constantes por um tempo mínimo necessário, o que impedia a organização efetiva do evento. Caso houvesse competição, isso se traduziria em saltos menores e menos quantidade de manobras épicas durante a competição.

Muito vento, poucas ondas

As tempestades foram para a direção errada...

Dr. Meeno Schrader, o meteorologista oficial, comenta: "O período de espera foi marcado por dois traços meteorológicos. O primeiro deles, uma sequência de tempestades de baixa-pressão sobre o Atlântico Norte, que geralmente oferecem algum potencial, mas nunca mantiveram a mesma potência ao chegarem na costa. Aconteceu mais de uma vez de uma dessas possíveis tempestades, com condições excelentes, desviarem-se da costa e rumarem em direção ao mar aberto".

... sistemas de alta pressão bloquearam as tempestades...

O segundo traço meteorológico diz respeito ao aquecimento estratosférico, que acabou movendo os sistemas de alta pressão, causadores de tempestades ao redor do Pólo Norte, fazendo com que os ventos rumassem ao sul. Resultado final? Ação zero.

Brinque com o nosso aplicativo de tempestades em tempo real. Só cuidado para não ficar tonto...

Mas isso faz parte do jogo!

"Não podemos forçar a Natureza criar um dia de ação quando bem entendemos - isso faz parte do nosso esporte", comenta Klaas. "Temos que ser pacientes e estarmos preparados para agir quando pudermos. Às vezes, isso pode ser frustrante, mas é o que torna os dias de ação tão especiais".

E por último: não se preocupe, estaremos de volta

Fique tranquilo(a): nem tudo é notícia ruim. Uma nova janela estará aberta no próximo inverno. Fique ligado para a nova temporada do Red Bull Storm Chase.

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