5 motivos para acompanhar o mundial de surf 2017

O surf de alto nível já é um bom motivo, mas aqui listamos as grandes novidades do ano
O surfista Leonardo Fioravanti mandando um aéreo no North Shore de Oahu Hawaii
Estreando na elite mundial, Leo Fioravanti © Trevor Moran
Por Maíra Pabst

 Está oficialmente aberta mais uma temporada do mundial de surf profissional. A janela da primeira etapa, que acontece na Gold Coast, Austrália, já está rolando. Agora é só esperar as ondas começarem a quebrar para ver os melhores do mundo entrarem em ação. E como sempre, o circuito traz bons motivos para a gente seguir acompanhando cada etapa, independente da diferença de fuso horário e dos calls infinitos. Aqui listamos alguns desses motivos para a temporada 2017.

Nova arma brasileira

Ian Gouveia é a nova aposta do Brasil no circuito mundial. Filho do lendário surfista Fabinho Gouveia, Ian vem com tudo para sua primeira temporada na elite. O surf veio na mamadeira, mas o garoto correspondeu com todo o talento que lhe é peculiar. Com o surf completo e estiloso, o goofy irá dar trabalho em qualquer condição. Assim como fez durante a etapa de Sunset Beach, quando o mar subiu, e ele botou o backside para funcionar, garantindo a vaga.

Trilogia Européia

Não é comum ter muitos surfistas europeus nas temporadas da elite. O português Tiago Pires já fez muito barulho no WCT nos anos que participou, assim como o francês Jeremy Flores que ainda é um dos integrantes. Neste ano, em compensação, 3 das 7 carinhas novas no circuito são de atletas do velho continente. Eles entram para reforçar o time. São eles, o português Frederico Morais, o francês Joan Duru e o italiano Leonardo Fioravanti. Essa é a primeira vez que a Itália terá um representante na elite máxima do esporte. E Leo, com certeza, irá animar o país, já que tem um surf extremamente agressivo e promete dar o que falar.

Adriano de SOuza treinando em Pipe © Trevor Moran / Red Bull Content Pool

 Corrida pelo Bi

Adriano de Souza já declarou: “Quero ser o primeiro brasileiro a ser bicampeão mundial”. Já que ser o primeiro brasileiro a ser campeão mundial lhe escapou entre os dedos, quando Medina levou o campeonato em 2014, Adriano está focado no bicampeonato depois de levantar o caneco em 2015. E quando ele traça uma meta, é difícil tirá-lo do foco. Depois de um ano um pouco conturbado em 2016, Adriano vem com tudo. Começou o ano sendo vice campeão do Volcom Pipe Pro, e fez uma excelente pré temporada de treinamentos. Mal podemos esperar para ver Adriano brilhar na Austrália, onde gosta de alavancar seu ano.

Saquarema é a nova aposta

No ano passado a Barra pesou para a elite. Isso porque, muitas reclamações por parte dos surfistas ecoaram sobre a qualidade da água do Postinho, na Barra da Tijuca, onde acontecia a etapa brasileira do circuito. Então, a WSL decidiu mudar o evento para a praia de Itaúna, em Saquarema, na Região dos Lagos. A consistência das ondas por lá também é uma das grandes apostas. Preocupante apenas será o meio de locomoção e a estrutura da cidade. Mas o show dentro d’água estará garantido.

Velhos conhecidos de volta 

Depois de um ano incrivelmente sabático, de viajar para os lugares mais inóspitos do globo terrestre, Mick Fanning está de volta às competições. Estamos ansiosos para ver o que um ano de relaxamento é capaz de fazer com a vontade de vencer de um atleta como Mick. E assim como ele fez falta, a brasileira Silvana Lima também fez como a única representante do país na elite feminina. A cearense vice campeã do mundo por duas vezes (2008 e 2009) está de volta. Em 2016, Silvana Lima ficou de fora do WWT e correu as etapas do WQS, liderando o circuito de acesso com um surf extremamente agressivo. Venceu uma etapa 6000 na Austrália, diante de uma surfista local e praia lotada para garantir sua vaga. Aos 32 anos, Silvana chega com bastante experiência para voltar a subir aos lugares mais altos do pódio. Vamos nessa Silvana, a torcida estará do seu lado!

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