Os 10 jogos da PlayStation que tens mesmo de jogar

Os títulos obrigatórios para a 32-bits da Sony que revolucionou os videojogos.
Uma máquina lendária.
Uma máquina lendária. © Wikiwand
Por Damien McFerran

A PlayStation é, provavelmente, o maior nome associado a videojogos em todo o mundo, mas existe toda uma geração de jogadores que talvez não seja velha o suficiente para ter experienciado a máquina que deu origem a tudo. A PlayStation de 32-bits (também conhecida por PSOne ou PSX) aterrou na cena dos videojogos no ano de 1994 e alterou-o radicalmente.

Se ainda não sucumbiste ao seu charme, fica com os 10 títulos que servem de introdução perfeita a uma das máquinas mais icónicas de sempre da indústria dos videojogos.

Final Fantasy VII

Esta é uma escolha bastante óbvia, mas é do mais essencial que existe se fores novo no mundo da PlayStation. O RPG épico da Squaresoft apresentava-se em 3 CD-ROMs carregados com mais emoções e drama do que a maioria dos filmes de Hollywood e firmou-se como um dos melhores exemplos de sempre do seu género. De facto, Final Fantasy VII é o principal responsável pela popularização do género JRPG no ocidente - antes do seu lançamento, tais jogos eram vistos como complicados, obtusos e reservados à malta geek. A série Final Fantasy continua a vender milhões em todo o mundo e os RPGs chegado do Japão estão entre os títulos mais jogados no ocidente (mal podemos esperar por Persona 5!). Como seria de esperar, existem mil e uma formas de jogar Final Fantasy hoje em dia (incluindo na PSN e em smartphones ) e a Square Enix encontra-se a trabalhar num remake deste clássico.

PaRappa The Rapper

Quando os jogos de ritmo ainda se encontravam na sua infância, a Sony lançou este título único baseado no trabalho do artista norte-americano Rodney Greenblat. A estrela do jogo era um cão rapper chamado PaRappa, mas as suas canções não eram sobre encontros com a polícia, mas sobre tirar a carta de condução ou aprender a cozinhar. Os visuais simplistas a lembrar recortes de papel e a jogabilidade desafiante fizeram dele um título de culto quando saiu. Seguiu-se um spin-off chamado UnJammer Lammy e uma sequela directa na PlayStation 2 em 2001. Em 2006 saiu uma versão para a PlayStation Potable e um remaster para a PlayStation 4 está agendada para Abril. Independente da plataforma em que o jogues, vale muito a pena e é garantido que vais passar um bom bocado.

Final Fantasy Tactics

Apesar de ter Final Fantasy no título, este jogo de estratégia por turnos tem mais em comum com Tactics Ogre, Fire Emblem e Shining Force. Lançado no período de hype de Final Fantasy VII, os seus bonitos visuais, banda sonora e surpreendentemente profunda e complicada narrativa com mais twists que um filme de M. Night Shyamalan valeram-lhe uma legião de fãs. Embora tenha sido um exclusivo dos mercados japonês e norte-americano na PlayStation, Final Fantasy Tactics foi remasterizado para a PlayStation Portable e relançado em todo o mundo. Entretanto, chegou também aos smartphones.

Ridge Racer Type 4

Ridge Racer é praticamente sinónimo de PlayStation e a recriação do original arcade é, muitas vezes, referido como o jogo que “vendeu” a consola às massas. O sistema da Sony recebeu as sequelas Ridge Racer Revolution e Rage Racer, mas o apogeu da série na 32-bits da Sony foi Ridge Racer Type 4. Apesar de lhe faltar a profundidade e complexidade de Gran Turismo (que foi lançado, mais ou menos, pela mesma altura) Ridge Racer Type 4 ofereceu aos jogadores um estilo de jogo arcade viciante bem como alguns dos melhores visuais na consola. Até trazia uma versão melhorada do primeiro Ridge Racer noutro disco que corria numa resolução superior à original.

Castlevania: Symphony of the Night

É surreal pensar que um dos mais importantes momentos da história da série Castlevania tenha sido tão friamente recebido quando foi lançado. Symphony of the Night foi atacado pela imprensa especialista por causa dos seus visuais 2D, mas por trás do estilo 16-bits encontrava-se um jogo épico, um RPG de plataformas não-linear que juntava o melhor dos Castlevania anteriores e à inspiração que foi buscar a Super Metroid, para a Super Nintendo. Embora Symphony of the Night tenha vendido bem no Japão e nos EUA, a versão europeia foi um autêntico flop e, como tal, vale umas massas valentes nos dias que correm. Felizmente, podes jogá-lo na tua PS Vita descarregando-o da PSN e, desta forma, poupar bastante dinheiro.

WipEout 2097

WipEout foi uma das estrelas do catálogo de lançamento da PlayStation, mas foi a sequela quem redefiniu o conceito de jogos de corrida anti-gravidade. Tudo subiu ao próximo nível: melhores visuais, acção mais rápida e um banda sonora que incluía Orbital, The Chemical Brothers, Leftfield e The Prodigy. WipEout teve mais sequelas, mas 2097 é normalmente referido como o favorito dos fãs mais acérrimos, graças à sua mistura de jogabilidade sólida, soberbo design das pistas, excelente banda sonora e um arsenal de power ups inventivo.

MediEvil

Desenvolvido pelo Cambridge Studio da Sony, MediEvil foi uma espécie de sequela espiritual de Ghosts n' Goblins, da Capcom. Foi abençoado com uma estética similar, com personagens cartoonescos e um mundo que parecia saído de um filme de Tim Burton. Apesar das inspirações óbvias, MediEvil era uma aventura polida que se tornou num best-seller global. Seguiu-se uma sequela passada na época vitoriana e um reboot para a PlayStation Portable, mas o original nunca deixou de ser o pico da série.

Jumping Flash

Muitos citam Crash Bandicoot como a resposta da Sony a Mario, mas a verdade é que a PlayStation teve uma resposta ao canalizador italiano logo no lançamento e o mais interessante é que foi um jogo de plataformas em 3D muito antes de Mario 64 aparecer. Jumping Flash caiu no esquecimento nos dias de hoje, apesar do seu significado histórico: foi um dos primeiros jogos de plataformas a dar aos jogadores 3 dimensões onde se moverem. A perspectiva única na primeira pessoa é inicialmente desafiante, mas com cada salto a câmera vira-se automaticamente para baixo, oferecendo ao jogador hipóteses de planear as aterragens. Convém assinalar que Jumping Flash não causou grande furor quando foi lançado; é inegável que é uma experiência curta e até repetitiva, mas nem por isso deixa de valer a pena.

Metal Gear Solid

Metal Gear Solid não é a primeira aventura de Hideo Kojima na série de stealth – essa honra cabe a Metal Gear para o MSX, em 1987 – mas é, sem dúvida, aquela que fez da série um fenómeno global. Kojima e a sua equipa aproveitaram o poder 3D da consola da Sony para criar um título que parecia um filme e contava com acção, stealth, puzzles e personagens memoráveis, estabelecendo uma história que culminou apenas em 2015 com Metal Gear Solid V: The Phantom Pain.

Gran Turismo 2

O primeiro Gran Turismo foi, praticamente, um milagre técnico, oferecendo visuais que ninguém pensava que a PlayStation fosse capaz de produzir. Uma sequela seria inevitável, mas este segundo acelerou bem mais do que se pensava: 27 pistas diferentes (algumas das quais de rally) e quase 650 carros fielmente recriados. Além da quantidade impressionante de conteúdo, o jogo também ofereceu um dos motores mais realistas algum dia vistos. Gran Turismo 2 continua a ser um jogo de corridas sólido, apesar dos avanços técnicos vistos no género desde então.

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