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10 coadjuvantes que merecem seu próprio game

Listamos os personagens que deveriam ter um jogo pra chamar de seu.
Escrito por Pete Dreyer
6 min de leituraPublished on
10 coadjuvantes que merecem ser protagonistas

10 coadjuvantes que merecem ser protagonistas

© Microsoft Game Studios

De Metal Gear a Mario, Gears of War a Grim Fandango, vários jogos bons tornam-se excelentes graças a profundidade e variedade de seus personagens, seja por seus designs icônicos, histórias incríveis ou puramente por suas personalidades e carisma. Esse artigo presta homenagem aos personagens que nem sempre estão sob a luz dos holofotes, mas que fizeram mais do que o suficiente para merecerem um jogo só deles.

Cole Train (Gears of War)

Augustus "Cole Train" Cole

Augustus "Cole Train" Cole

© Microsoft Game Studios

A partir do momento em que Augustus Cole faz sua entrada triunfal no meio de Gears of War, seu objetivo fica bem claro: ser uma força implacável contra os locust. Cole é um herói de ação dos anos 80 em todos os sentidos.
Seu humor ríspido e energia contagiante fazem com que ele seja um dos favoritos dos fãs, mas no final da trilogia você percebe que ele é muito mais do que uma máquina de trocadilhos ambulante - ele é leal, destemido e inteligente. Ele é o cara que você quer ter ao seu lado nas trincheiras. Esperamos vê-lo em Gears 4.

Meryl Silverburgh (Metal Gear Solid)

Meryl Silverburgh, de Metal Gear

Meryl Silverburgh, de Metal Gear

© Kojima Productions

Ela é o interesse romântico constante de (Solid) Snake, mas também é uma badass por si só. Estamos torcendo para que a Meryl ganhe um papel principal em algum momento. De acordo com o poderoso chefão da série Metal Gear, Hideo Kojima, The Phantom Pain é o último jogo. Isso significa que é o fim da linha para Meryl? Não exatamente.
Apesar da história que conhecemos ter acabado, Metal Gear é muito grande para a Konami ignorar, e se o Snake não voltar, esperamos que a Meryl seja a próxima da fila, já que o Raiden ganhou um spin off para chamar de seu em Metal Gear Rising: Revengeance.

Zelda/Sheik (The Legend of Zelda)

Princesa Zelda

Princesa Zelda

© Nintendo

Ao contrário da outra princesa famosa dos games da Nintendo, Zelda não é apenas um rostinho bonito. Apesar do Ocarina of Time e outros jogos da série colocarem o protagonista para “salvar a princesa”, nós sabemos que ela é bem capaz de cuidar de si mesma.
E já que estamos falando disso, o Link fica com os méritos, mas não vamos esquecer que a série é sobre ela. Zelda é a líder dos sábios. Zelda é quem separa as diferentes linhas do tempo depois do Ocarina of Time, criando as dimensões de Link to the Past e Wind Waker. E Sheik, seu alter-ego, dá diversos conselhos a Link para que ele possa completar sua jornada em Ocarina. Nós adoraríamos ver mais jogos com a Zelda/Sheik como protagonista, para enriquecer ainda mais a história de Hyrule.

Elizabeth (BioShock Infinite)

Elizabeth, de BioShock Infinite

Elizabeth, de BioShock Infinite

© 2K Games

Tivemos que esperar até o quarto DLC do game - Burial at Sea Episode 2 - para jogar com a Elizabeth, e não podemos deixar de sentir que a oportunidade deveria ter vindo muito antes, e que isso era algo que fazia falta. Elizabeth nos é apresentada como uma donzela em perigo; ela é relativamente fraca e precisa ser protegida pelo Booker durante o game. Mas na verdade ela é uma mulher poderosíssima, com habilidades que literalmente podem mudar o rumo do jogo. Ao invés de jogar com o Booker e correr e atirar, por que não jogar como Elizabeth e controlar os campos de batalha alterando o tempo e espaço? Faz mais sentido para nós.

Ciri (The Witcher)

Retrato de Ciri, do game The Witcher, desenvolvido pela CD Projekt Red

Ciri, de The Witcher

© CD Projekt Red

Como uma das personagens principais tanto dos jogos quanto dos livros, Cirilla Fiona Elen Riannon merece um game só pra ela. Apesar de Geralt ser a cara da série, a Projekt Red confirmou que o Wild Hunt é o final da história dele. Mas e a Ciri? Dependendo das suas escolhas, a história dela está apenas começando, e ela é interessante o suficiente para assumir o posto de protagonista.

Sargento Major Avery Johnson (Halo)

Sargento Major Avery Johnson de Halo

Sargento Major Avery Johnson de Halo

© Bungie

Sargentos durões tem um lugar especial nos nossos corações, mas nenhum deles é tão amado quanto o sargento Avery Johnson da série Halo. Ele tem todas as caracteríscas de um grande sargento - boina quadrada, voz imponente, tiradas hostis e até mesmo um charuto. Como não amar?
A gente até gostou do Halo ODST, mas sabe o que seria ainda melhor? Mostrar a história do Johnson antes da série principal, desde quando ele começou a destruir colônias rebeldes nos cantos distantes da UNSC, até seu primeiro encontro com o Master Chief. Vai dizer que isso não parece incrível.

Falco Lombardi (Star Fox)

Falco, de Star Fox

Falco, de Star Fox

© Nintendo

Falco é o companheiro menos irritante do Fox McCloud, e só isso já é um bom motivo para ele ganhar um jogo próprio. Falando sério agora, a série Star Fox meio que perdeu sua essência depois de sua versão para o Nintendo 64, então por que não tentar algo diferente? Falco é o melhor piloto do grupo, então vamos colocá-lo num Arwing e dar aos fãs o jogo que eles pedem há tempos - Star Falco! Só que, por favor, maneirando nos barrel rolls.

Alyx Vance (Half-Life)

Alyx Vance do game Half-Life 2 desenvolvido pela Valve

Alyx Vance de Half-Life 2

© Valve

Desde Half-Life 2, não vimos muitas mulheres tão bem construídas quanto Alyx Vance. Ela se destaca em um oceano de personagens iguais e hiper-sexualizadas como uma pessoa inspiradora com a qual conseguimos nos identificar, alguém com emoções reais.
Não há dúvidas de que ela influenciou, e muito, a personagem Ellie de The Last of Us. Como a aliada habilidosa, inteligente e corajosa de Gordon Freeman, ela é uma escolha óbvia para a nossa lista.

Glottis (Grim Fandango)

Glottis, de Grim Fandango

Glottis, de Grim Fandango

© Double Fine Productions

O mix de comédia e noir de Grim Fandango fez com que ele fosse um dos maiores games da história, mas também contribuiu para o declínio do gênero de jogos de aventura. É um game que vale a pena ser jogado ainda que só para conhecer o Glottis - um mecânico demônio do Departamento da Morte que ama dirigir, mas não cabe em seus próprios carros. Sua veia cômica complementa as sutilezas de Manny Calavera perfeitamente, mas ao fim do jogo, sua história fica meio aberta. Parece um ótimo ponto de partida para Tim Schafer e o Double Fine Studios. Por favor, Tim, nunca te pedi nada.

Vaas Montenegro (Far Cry 3)

Vaas, do game Far Cry 3, feito pela Ubisoft

Vaas, de Far Cry 3

© Ubisoft

Vilões insanos estão por toda parte, então o que faz com que o Vaas seja especial? Bom, ele é um lunático, drogado e tem muitas armas, adora atirar e torturar pessoas. Só isso. Durante o Far Cry 3, tudo o que é realmente sério para você é apenas um joguinho para o Vaas. Isso faz com que ele seja completamente imprevisível desde o começo - o que automaticamente faz com que ele seja um vilão bem único - mas com a atuação e voz de Michael Mando, Vaas ganha vida como nenhum outro personagem mau dos últimos anos. A Ubisoft diz que ele morreu, mas não podemos descartar a possibilidade de que ele esteja vivo, já que seria a cara dele voltar num Far Cry 5, não acham?