Frank e Ronald de Boer
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Futebol

10 irmãos de talento com a bola nos pés

Para celebrar o Dia do Irmão, relembramos algumas duplas consanguíneas que fizeram sucesso no mundo do futebol
Escrito por Ricardo Gomes
4 min de leituraPublished on
A irmandade está em alta no futebol. Não é de hoje que irmãos de sangue ocupam o mesmo ofício nos gramados. Muitos tiveram a sorte de atuar pelo mesmo clube ou seleções. E há até quem tenha se enfrentado em Copa do Mundo.
Em homenagem ao Dia do Irmão, relembramos dez casos famosos de fraternidade em campo.

Sócrates e Raí

Sócrates e Raí

Sócrates e Raí

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Sócrates é um dos maiores ídolos da torcida do Corinthians. Raí é mito no São Paulo. Poucos são os casos de irmãos igualmente craques. Sócrates era um meia refinado, de poucos toques na bola. Raí era mais vertical, voltado para o ataque. Sócrates jogou demais na Copa de 1982. O caçula teve participação discreta no Mundial de 1994, mas ergueu o caneco.

Michael e Brian Laudrup

Michael e Brian Laudrup

Michael e Brian Laudrup

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Se você perguntar a dez pessoas na Dinamarca sobre quem é o melhor jogador de futebol da história do país, oito dirão Michael Laudrup. Com uma leitura de jogo fora do comum, Michael comandou a seleção do seu país na surpreendente conquista da Euro de 1992. Fez sucesso também por Barcelona e Real Madrid. Na Copa de 1998, jogou ao lado de seu irmão Brian, um atacante com menos recursos técnicos que o irmão mais velho.

Kolo e Yaya Touré

Kolo e Yaya Touré

Kolo e Yaya Touré

© Associeted Press

Os irmãos Touré dividiram vestiário no Manchester City e na seleção da Costa do Marfim por mais de uma década. Mais velho, Kolo ganhou notoriedade no Arsenal. Yaya está desde 2009 no Manchester City, onde é referência e, por vezes, capitão da equipe. Além de Kolo e Yaya, o caçula Ibrahim também atuava profissionalmente, mas faleceu em 2014, aos 28 anos.

Thiago e Rafinha

Thiago e Rafinha

Thiago e Rafinha

© ESPN Brasil

Filhos de Mazinho, campeão mundial com o Brasil em 1994, Thiago e Rafinha surgiram na base do Barcelona. Thiago, hoje no Bayern de Munique, preferiu defender a seleção espanhola, enquanto Rafinha escolheu a brasileira.

Luisão e Alex Silva

Luisão e Alex Silva

Luisão e Alex Silva

© GE

De longe, os zagueiros Luisão e Alex Silva são bem parecidos. Luisão joga desde 2004 no Benfica, onde é ídolo. Ele esteve também nas Copas de 2006 e 2010, sempre como reserva. Alex surgiu muito bem no São Paulo na metade dos anos 2000 e hoje defende o Jorge Wilsterman.

Frank e Ronald de Boer

Frank e Ronald de Boer

Frank e Ronald de Boer

© Mantos do Futebol

As carreiras dos De Boer se entrelaçam. Em 1988, apareceram simultaneamente no Ajax. Na sequência, seguiram juntos para o Barça. Na seleção holandesa, atuaram juntos por quase 15 anos, incluindo as Copas de 1994 e 1998.

Rafael e Fábio da Silva

Rafael e Fábio da Silva

Rafael e Fábio da Silva

© Daily Express

Recém-saídos da adolescência, os gêmeos Rafael e Fábio foram excursionar com a base do Fluminense pela Europa e por lá ficaram, tamanha a admiração do técnico do Manchester United, Alex Ferguson, que pediu a contratação da dupla. Lateral direito, Rafael somou mais minutos com a camisa dos “Red Devils”, mas acabou indo para o Lyon em 2015. Lateral esquerdo, Fábio jogou pouco em Manchester e acabou sendo emprestado para o Middlesbrough.

Jerome e Kevin Prince Boateng

Jerome e Kevin Prince Boateng

Jerome e Kevin Prince Boateng

© DFB

Aqui um caso quase exclusivo. Filhos do mesmo pai, Jerome e Kevin escolheram jogar por diferentes seleções. Jerome elegeu a alemã, pátria de sua mãe; Kevin, por sua vez, seguiu a origem do pai, nascido em Gana. A dupla se enfrentou na primeira fase da Copa de 2010.

Ángel e Óscar Romero

Ángel e Óscar Romero

Ángel e Óscar Romero

© Conmebol

Fisicamente idênticos, os irmãos Romero se diferenciam em campo pela perna em que conduzem a bola: Óscar é canhoto e Ángel, destro. Curioso é que a dupla disputa uma única vaga na seleção paraguaia. Por enquanto, Óscar leva vantagem.

Assis e Ronaldinho

Assis e Ronaldinho

Assis e Ronaldinho

© Fernando Gomes

Veloz e driblador, Assis era uma das principais promessas do futebol brasileiro no fim dos anos 80. Em entrevista à Placar, disse que o craque da família era, na verdade, o irmão mais novo, um tal Ronaldo. O caçula cresceu, virou Ronaldinho, marcou época no Barcelona, faturou o título mundial com a seleção em 2002 e venceu por duas vezes o prêmio de melhor do mundo. Assis estava certo.