Em um esporte onde o dinheiro e a ambição correm juntas e em grande velocidade, é quase impossível ver um jogador defendendo o mesmo clube por 10, 15 anos. Sempre foi assim, embora até os anos 80 a movimentação no mercado de transferência fosse bem mais timida.
Mas toda regra tem sua exceção. Ou várias exceções. A história registra grandes casos de amor entre clubes e atletas.
A seguir, você confere 11 estrelas do futebol que jogaram toda a carreira profissional sob um único emblema. Ah, e antes que a polêmica comece, não computamos Rogério Ceni e Marcos, goleiros longevos de São Paulo e Palmeiras, por ambos terem feito suas estreias profissionais em outros clubes, neste caso, Sinop-MT e Lençoense-SP.
Paolo Maldini (Milan-ITA)
A história dos Maldini no Milan é especial. Césare, o pai, jogou no clube nas décadas de 50 e 60. Seu filho, Paolo, iniciou sua trajetória vestindo vermelho e preto em 1984, com apenas 16 anos. Até 2009, quando se aposentou, foram quase mil jogos oficiais e 26 taças.
Carles Puyol (Barcelona-ESP)
Como lateral direito ou zagueiro, sua posição de origem, Puyol sempre deu conta do recado com a camisa do Barcelona. Passou três anos no Barça B antes de subir para o time profissional, em 2000. De cara, agradou aos torcedores pelo seu estilo de jogo aguerrido, sem firulas. Em 2014 antecipou a aposentadoria por conta das sucessivas lesões.
Ryan Giggs (Manchester United-ING)
Giggs conseguiu algo raro: construir uma carreira longeva e fiel em um clube fora do seu país natal. Galês de Cardiff, foi cedo para a Inglaterra e jogou dois anos na base do Manchester City. Em 1987, ingressou no Manchester United, onde ficaria por mais de duas décadas. Giggs deixou os "Red Devils" como atleta em 2014, aos 39 anos. Na sequência, chegou a trabalhar como auxiliar de Louis Van Gaal e como técnico titular da equipe, mas não foi muito adiante. Hoje comanda a seleção galesa.
Francesco Totti (Roma-ITA)
Quando o assunto é futebol, Roma teve dois "reis" em sua história. O primeiro foi o brasileiro Falcão, que lá nos anos 80 jogou muito pelo clube e ganhou a idolatria da torcida e da imprensa local. O segundo era de casa mesmo, nascido na capital. Totti e Roma conviveram muito bem por 25 anos. No auge da carreira, Totti abriu mão de uma proposta do Real Madrid, à época com Zidane, Ronaldo e Figo, para seguir no clube de coração.
Paul Scholes (Manchester United-ING)
Dono de um dos melhores chutes do futebol europeu nos anos 90 e 2000, Scholes encabeçou a safra de jovens talentos lançada pelo Manchester United em 1992, que contava também com Beckham e os irmãos Gary e Phil Neville. Scholes entrou em campo pelo United em 718 oportunidades.
Leandro (Flamengo)
Leandro era um lateral direito com a classe de um meia. Sorte do torcedor flamenguista, que pôde contar com o talento desse jogador por 11 anos ininterruptos, de 1979 a 1990.
Jamie Carragher (Liverpool-ING)
Dizem as más línguas que Carragher cresceu torcedor do Everton, eterno rival do Liverpool, mas esse fato ficou pequeno perto do que o zagueiro conquistou pelos "Reds" entre 1996 e 2013.
Sepp Maier (Bayern de Munique-ALE)
Goleiro, capitão e líder de um dos períodos mais gloriosos da história do Bayern de Munique. Maier acumula o recorde de partidas consecutivas de Bundesliga por um mesmo clube, 422.
Pepe (Santos)
O Santos que abraçou o mundo nas décadas de 50 e 60 não era só de Pelé. Era também de Pepe, que em seus 15 anos de "Peixe" conseguiu ser o segundo maior artilheiro do clube, com 405 gols.
Manolo Sanchís (Real Madrid-ESP)
O ponto alto da carreira de Sanchís em 18 anos de Real Madrid foi erguer como capitão a Liga dos Campeões 1997/1998, encerrando um jejum que durava mais de 30 anos sem título merengue nesta competição.
Lev Yashin (Dínamo Moscou-RUS)
Considerado o maior goleiro de todos os tempos, Yashin atuou no Dínamo de Moscou entre 1950 e 1970. Em 1963, sofreu apenas seis gols em 27 jogos da liga russa e conseguiu ser o primeiro, e até hoje, único goleiro a levar pra casa a Bola de Ouro, prêmio concedido pela revista France Football.