Alejjo
© Konami
Games

Os cinco maiores mitos dos games de futebol

Se você nasceu a partir dos anos 2000, muito provavelmente não teve a sorte de controlar alguns dos maiores craques dos campos virtuais. E não, não estamos falando de Ronaldo, Romário ou Zidane
Escrito por Ricardo Gomes
3 min de leituraPublished on
Para quem se divertiu jogando games de futebol nos anos 90, os nomes de Romário, Ronaldo, Zidane e Batistuta têm quase a mesma envergadura que os de Allejo e Janco Tianno, por exemplo.
Em um tempo em que conseguir a licença para reprodução dos nomes oficias de jogadores de futebol era tarefa das mais engenhosas, empresas como Konami e EA Sports tinham de usar a criatividade para elaborar seus games. E foi nesse processo que alguns mitos surgiram.
A tática era dar vida a jogadores famosos da época, com habilidades equivalentes, mas com batismos pitorescos, que nada lembrassem os originais. Craque da Copa de 1994, Romário virou “Gomez” no International Superstar Soccer e “Janco Tianno” no Fifa.
Nas próximas linhas, lembramos de cinco mitos do futebol que só existiram para os apaixonados pelos campos virtuais.

Allejo

Allejo é uma espécie de Pelé virtual. O mito em torno desse jogador surgiu em 1996, quando a Konami lançou o International Superstar Soccer, embrião do que hoje conhecemos como Pro Evolution Soccer. Com a camisa 7 da seleção brasileira, driblava e chutava a gol como nenhum outro personagem. No Youtube, ele aparece em “Allejo Eterno”, um compilado com os grandes lances desse gênio abstrato.

Gomez

Gomez

Gomez

© Konami

Parceiro de Allejo no ataque da seleção brasileira, Gomez era um coadjuvante de luxo. Se Allejo não estava em uma jornada tão inspirada, era o camisa 11 quem resolvia.

Janco Tianno

Janco Tianno

Janco Tianno

© EA

Não julgue pelo nome. Janco era muito brasileiro. Tão brasileiro que seu modelo foi Romário. No Fifa 94, Janco era disparado o melhor jogador do game. O mais rápido, o mais ágil e o mais goleador. Romário na essência.

Azizi

Azizi

Azizi

© FIFA

Muito graças a Azizi, a seleção do Irã era uma das potências no Winning Eleven entre 1999 e 2001. No game, Azizi tinha velocidade nível 19, a mais alta do game. Com isso, era quase impossível parar esse intrépido atacante na corrida. Na vida real, Azizi rodou o continente asiático e ganhou notoriedade ao fazer o gol que classificou o Irã para a Copa de 1998.

Babangida

Babangida

Babangida

© Proshots

Assim como Azizi, Babangida jogou bola na vida real, mas eternizou seu nome graças à franquia de futebol da Konami. O atacante nigeriano era um dos melhores do game porque, além da velocidade 19, ele também reunia boas qualidades no chute e no drible. Juntamente com Kanu, Finidi e Oliseh, fazia da Nigéria uma seleção imparável do Winning Eleven. Medalha de ouro nas Olimpíadas de 1996, Babangida – o de carne e osso - encerrou a carreira em 2003, pelo Changchun Yatai, da China.

*Bônus

Calcio

Calcio

Calcio

© EA

Em 1998, Ronaldo “comia” a bola na Inter de Milão e justificava a cada jogo o título de melhor do mundo. Mas parece que isso não foi o bastante para o craque aparecer no Fifa Soccer em sua plenitude. No game daquele ano, o brasileiro recebeu o batismo de “Calcio” (futebol, em italiano), um camisa 9 careca e com faro artilheiro incomum. Na versão seguinte, em 1999, Ronaldo apareceu como Ronaldo mesmo.