Para quem se divertiu jogando games de futebol nos anos 90, os nomes de Romário, Ronaldo, Zidane e Batistuta têm quase a mesma envergadura que os de Allejo e Janco Tianno, por exemplo.
Em um tempo em que conseguir a licença para reprodução dos nomes oficias de jogadores de futebol era tarefa das mais engenhosas, empresas como Konami e EA Sports tinham de usar a criatividade para elaborar seus games. E foi nesse processo que alguns mitos surgiram.
A tática era dar vida a jogadores famosos da época, com habilidades equivalentes, mas com batismos pitorescos, que nada lembrassem os originais. Craque da Copa de 1994, Romário virou “Gomez” no International Superstar Soccer e “Janco Tianno” no Fifa.
Nas próximas linhas, lembramos de cinco mitos do futebol que só existiram para os apaixonados pelos campos virtuais.
Allejo
Allejo é uma espécie de Pelé virtual. O mito em torno desse jogador surgiu em 1996, quando a Konami lançou o International Superstar Soccer, embrião do que hoje conhecemos como Pro Evolution Soccer. Com a camisa 7 da seleção brasileira, driblava e chutava a gol como nenhum outro personagem. No Youtube, ele aparece em “Allejo Eterno”, um compilado com os grandes lances desse gênio abstrato.
Gomez
Parceiro de Allejo no ataque da seleção brasileira, Gomez era um coadjuvante de luxo. Se Allejo não estava em uma jornada tão inspirada, era o camisa 11 quem resolvia.
Janco Tianno
Não julgue pelo nome. Janco era muito brasileiro. Tão brasileiro que seu modelo foi Romário. No Fifa 94, Janco era disparado o melhor jogador do game. O mais rápido, o mais ágil e o mais goleador. Romário na essência.
Azizi
Muito graças a Azizi, a seleção do Irã era uma das potências no Winning Eleven entre 1999 e 2001. No game, Azizi tinha velocidade nível 19, a mais alta do game. Com isso, era quase impossível parar esse intrépido atacante na corrida. Na vida real, Azizi rodou o continente asiático e ganhou notoriedade ao fazer o gol que classificou o Irã para a Copa de 1998.
Babangida
Assim como Azizi, Babangida jogou bola na vida real, mas eternizou seu nome graças à franquia de futebol da Konami. O atacante nigeriano era um dos melhores do game porque, além da velocidade 19, ele também reunia boas qualidades no chute e no drible. Juntamente com Kanu, Finidi e Oliseh, fazia da Nigéria uma seleção imparável do Winning Eleven. Medalha de ouro nas Olimpíadas de 1996, Babangida – o de carne e osso - encerrou a carreira em 2003, pelo Changchun Yatai, da China.
*Bônus
Calcio
Em 1998, Ronaldo “comia” a bola na Inter de Milão e justificava a cada jogo o título de melhor do mundo. Mas parece que isso não foi o bastante para o craque aparecer no Fifa Soccer em sua plenitude. No game daquele ano, o brasileiro recebeu o batismo de “Calcio” (futebol, em italiano), um camisa 9 careca e com faro artilheiro incomum. Na versão seguinte, em 1999, Ronaldo apareceu como Ronaldo mesmo.
