Lugar de mulher é onde ela quiser. Inclusive no futebol. Separamos cinco figuras femininas que ajudaram a enriquecer ainda mais a história desse esporte, seja atuando no campo ou fora dele.
Vale lembrar que neste exato instante, em todo o globo, quase 23 milhões de mulheres vivem do futebol ou simplesmente o praticam por diversão.
Helena Costa (Portugal)
Com bagagem nas categorias de base do Benfica, Helena foi convidada em 2010 para ser a primeira técnica da seleção feminina do Catar. Ela não só treinou a equipe adulta como também planejou toda a estrutura do futebol feminino no país, desde as camadas inferiores. Em 2014, Helena tornou-se a primeira mulher a dirigir um time masculino profissional na França, o Clermont Foot 63.
Flora Viola (Itália)
Flora é o primeiro caso de uma mulher ocupando o cargo de presidente de um grande clube europeu. Em 1991, assumiu o posto na Roma após o falecimento de seu marido e ex-mandatário, Dino Viola. Flora ficou apenas três meses nesta condição, tempo suficiente para ver o time vencer a Copa da Itália. Quase 20 anos depois, em 2008, Rosella Sensi converteu-se na segunda mulher a presidir a Roma, permanecendo na cadeira até 2011.
Marta (Brasil)
Sem dúvida a melhor jogadora de futebol de todos os tempos. Marta tem um recorde que dificilmente será quebrado: ela é a única mulher a arrebatar cinco prêmios de melhor do mundo. Com uma canhota privilegiada, Marta é a maior artilheira de Copas do Mundo, com 15 gols, e a goleadora máxima da seleção, com 117 gols, número bem superior, por exemplo, ao de Pelé, o líder neste quesito entre os homens, com 95.
Bibiana Steinhaus (Alemanha)
Dizem por aí que o ofício mais inglório dentro do futebol é o de árbitro. A alemã Bibiana Steinhaus deu de ombros pra isso. Em 2017, no jogo entre Hertha Berlim e Werder Bremen, pelo Campeonato Alemão, ela entrou para a história como a primeira árbitra a apitar um jogo de elite das cinco principais ligas da Europa.
Confira a estreia de Bibiana na Bundesliga:
Mia Hamm (Estados Unidos)
Bem antes de Marta ganhar holofotes, quem brilhava era uma norte-americana de nome fácil. Mia Hamm jogou profissionalmente de 1988 a 2004 e abocanhou os principais títulos da modalidade. Além dos dois ouros olímpicos, em 1996 e 2004, da Copa do Mundo de 1999 e dos prêmios de melhor do mundo em 2001 e 2002, Hamm é uma das jogadoras com mais gols marcados em toda a história, cerca de 230. Só pela seleção norte-americana foram 158.