Drible é talento e improviso, muitas vezes aparece ali, na hora, sem querer. Mas tem caras que vão além, que resolvem criar ou simplesmente transformar determinado movimento em parte crucial do seu jogo.
Confira a seguir 9 dribles que praticamente ganharam "patente" dos seus autores.
O elástico de Rivellino
Rivellino consagrou o elástico em um jogo entre Fluminense e Vasco, no Maracanã. Mas o próprio Riva admite que o movimento não é invenção dele, e sim de Sérgio Echigo, com quem jogou nos aspirantes do Corinthians. Echigo distribuía elásticos nos treinos do Timão e, um belo dia, Rivellino resolveu se arriscar. Deu certo.
A "Cuahtemiña" de Blanco
Blanco surpreendeu o mundo ao aplicar esse drible, que consiste em "agarrar" a bola com os dois pés e levantá-la, no Mundial de 1998, na França. O nome do drible nada mais é do que uma variação de Cuauhtémoc, que é o primeiro nome de Blanco.
O corte de letra de Cristiano Ronaldo
Esse drible não é lá uma novidade. É, aliás, um recurso bastante utilizado por atacantes mundo afora. Acontece que Cristiano Ronaldo levou o corte de letra para um outro nível. A velocidade e a perfeição com que executa o movimento é fundamental para abrir espaços e já rendeu belos gols.
A pedalada de Robinho
Não, Robinho não inventou essa jogada. Mas é que o drible é tão ligado ao seu estilo de jogo que acabou pegando pra sempre. Como esquecer da sequência de oito pedaladas pra cima de Rogério na final do Brasileirão de 2002 entre Santos x Corinthians? A facilidade com que Robinho constrói jogadas e tira adversários pra dançar com a pedalada lhe justificam essa patente.
O roulette de Zidane
Zidane só precisava de um marcador mais afobado para aplicar esse lindo giro. Foram tantos na carreira que hoje em dia não tem como dissociar o roulette do mestre Zizou.
"La Boba" de D'Alessandro
O drible que consagrou D'Alessandro vem de longe, de quando o argentino ainda jogava futebol society. Quem batizou o movimento foi Coudet, ex-companheiro de D'Ale no River Plate.
A finta de corpo de Messi
Parece simples, mas não é. Com apenas um rápido movimento de corpo, Messi consegue desestabilizar a marcação. O craque argentino quase sempre usa esse recurso na linha lateral, quando o espaço para criar diminui.
O chapéu de cavadinha de Neymar Jr
Neymar Jr é um poço sem fim de dribles. Um dos mais improváveis sem dúvida é o chapéu de cavadinha. Com sutileza, a estrela do PSG tira a bola do chão e encobre o seu marcador.
A falsa corrida de Garrincha
Se tem um cara que revolucionou a arte de driblar foi Mané Garrincha. Lá nos anos 50 e 60, o "Anjo das Pernas Tortas" descompassou muita gente com suas fintas. A mais famosa delas talvez seja a corrida falsa com a bola parada.
