Offroad

As maiores lendas da história do Motocross

Apontamos os pilotos que, para nós, marcaram esse esporte ao longo dos anos
Escrito por Lluís Llurba/Equipe Red Bull
4 min de leituraPublished on
Antonio Cairoli: uma das feras do Motocross

Antonio Cairoli: uma das feras do Motocross

© Ray Archer/Red Bull Content Pool

Não é fácil aparecer com uma lista dos melhores de todos os tempos. Como todo mundo tem suas preferências, é difícil chegar a um consenso. Mas a nossa proposta é interessante, vai.
Aqui, elencamos os maiores nomes em 64 anos de história do Motocross.
Tentamos fazer isso de um jeito menos subjetivo: levando em consideração o histórico de títulos de cada um deles. E aí? Acertamos?

Joël Robert

Ele não conquistou tantos títulos mundiais quanto Stefan Everts e Antonio Cairoli, mas muita gente vai te dizer que é um dos motociclistas mais talentosos da história. O estilo de pilotagem dele era um negócio de louco, sempre se jogando pra dentro da curva e controlando qualquer derrapagem com um misto de talento e técnica. Olha, nos dias de auge, Robert era tão dominante que podia parar no meio da corrida para trocar uma ideia nas arquibancadas.
Hexacampeão mundial de Motocross 250cc (1964, 1968 e 1969 – CZ; 1970, 1971 e 1972 – Suzuki)

Roger De Coster

Piloto versátil, ele não só acelerava muito nas competições de Motocross, como também nos trials e nos enduros (conquistando inclusive uma medalha de ouro no International Six Days Enduro). O De Coster tinha um estilo suave, mantendo tudo sobre controle, coisa rara nesse esporte. Tinha um preparo físico animal, tanto que era capaz de aumentar o ritmo mesmo nas voltas finais. Não é à toa que é chamado de “O cara”.
Pentacampeão mundial de Motocross500cc (1971, 1972, 1973, 1975 e 1976 – Suzuki)

Eric Geboers

No começo, ele era chamado de “The Kid” por causa do irmão mais velho, Sylvain Geboers, piloto de ponta nas 250cc nos anos 70. Mas não demorou para Eric estabelecer a própria marca. Foi o primeiro cara a vencer o campeonato mundial nas três classes: 125cc, 250cc e 500cc. O apelido mudou para “Mister 875cc” (nada mais justo). Depois da carreira nas motos, Eric ainda se aventurou nos carros, correndo de Endurance.
Pentacampeão mundial de Motocross125cc (1982 e 1983 – Suzuki), 250cc (1987 – Honda) e 500cc (1988 e 1990 – Honda)

Georges Jobé

Aos 16 anos de idade, desistiu do sonho de ser jogador de futebol para virar um dos monstros do motocross. Decisão inteligente. Jobé ganhou cinco títulos mundiais e ficou muito famoso depois de ultrapassar André Malherbe durante um double jump no GP da Inglaterra de 1984. Sério, ele passou literalmente voando pelo adversário. É ou não é para estar na lista dos maiores de todos os tempos?
Pentacampeão mundial de Motocross250cc (1980 e 1983 – Suzuki) e 500cc (1987, 1991 e 1992 – Honda)

Joël Smets

Apelidado de “O Leão de Flandres”, foi batizado como Joël em homenagem a Joël Robert, piloto favorito dos pais dele. Começou a competir meio tarde, aos 17, mas desde o início ficou claro que era do ramo. E tinha como ser diferente? Pena ter se aposentado tão cedo, em função de uma séria lesão no joelho durante o GP da Alemanha. Com 57 vitórias, esse novo Joël só perde para Stefan Everts (101) e Antonio Cairoli (75).
Pentacampeão mundial de Motocross500cc (1995, 1997 e 1998 – Husaberg; 2000 – KTM) e 650cc (2003 – KTM)

Stefan Everts

Filho do tetracampeão mundial Harry Everts, Stefan fez história enquanto exibia um estilo perfeito. Todo mundo admirava o jeito dele pilotar, andando de pé em cima da moto com muito mais frequência do que os “pilotos normais”.
Ninguém tinha controle da moto como ele. Ao longo de toda a carreira, foi capaz de manter uma consistência impressionante. Em 2003, venceu nas três classes (125cc, MXGP e 650cc) no mesmo dia, em Erneé, na França.
Ele se aposentou no final de 2006. E sabe fazendo o quê? Ganhando 14 de 15 GPs daquele ano.
Decacampeão mundial de Motocross 125cc (1991 – Suzuki RM 125), 250cc (1995 – Kawasaki KX 250; 1996 e 1997 – Honda CR 250), 500cc (2001 e 2002 – Yamaha YZF 450); MX1 (2003, 2004, 2005 e 2006 – Yamaha YZF 450)

Antonio Cairoli

Cairoli começou a correr molequinho de tudo, aos sete anos de idade, e nunca mais teve tempo de olhar pra trás. Nenhum outro piloto conquistou mais títulos na categoria principal.
Parte do sucesso vem da parceria com Claudio de Carli e a equipe Red Bull Factory Racing Team. Mas é claro que ninguém consegue o que Cairoli conseguiu se não tiver um talento superior.
Não tem quem iguale a força de vontade dele e a paixão pelo esporte. Esse italiano é fera mesmo. Principalmente por saber desfrutar de tudo: dos fãs, do ambiente, da emoção, de cada pedaço da profissão dele.
Octacampeão mundial de MotocrossMX2 (2005 e 2007 – Yamaha YZ 250F), MX1 (2009 – Yamaha YZ 450F; 2010, 2011, 2012 e 2013 – KTM SXF 350) e MXGP (2014 – KTM SXF 350)