Social Innovation

O cão-guia robótico pode ser uma realidade nas ruas brasileiras em breve

© Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Projeto é um dos selecionados da residência hacker do Red Bull Basement
Escrito por Daniela GonçalvesPublicado em
"Ter um cão-guia no Brasil é um privilégio para poucos". De fato, o professor universitário Diego Bruno tem razão. Há apenas 160 cães-guia treinados e prontos para auxiliar seus donos no País, embora ao menos 5,5 milhões de deficientes visuais, segundo o IBGE.
Vendo a dificuldade que seus alunos com deficiência visual tinham para se locomover, surgiu a ideia de criar um cão-guia robótico, feito com um sistema de baixo custo e que seja possível guiar um deficiente com cegueira total, ou parcial, até seu ponto de destino. O protótipo inicial foi desenvolvido em parceria com um de seus alunos, Marcelo Assis, como TCC do curso de Automação Industrial da FATEC de Catanduva, interior de SP.
Com o cão-robô, queremos trazer a liberdade para a pessoa com deficiência visual andar com mais autonomia nas ruas.
O principal público são pessoas que perderam a visão ao longo da vida e por isso não desenvolveram habilidades em andarem sozinhas com a mesma confiança de quem já nasceu cego. Tudo deve ser feito via comando de voz, para que seja possível detectar o lugar de destino e planejar uma rota via GPS. Deve também ser aplicado um sistema de visão computacional inteligente para detectar e reconhecer um obstáculo na rota, informando via áudio qual o problema encontrado e dando suporte para que seja evitado algum problema (cair em um buraco, ser mordido por um cachorro, bata a cabeça em um telefone público, etc).
Cão-guia robótico | Diego Renan e Marcelo Assis
Cão-guia robótico | Diego Renan e Marcelo Assis
É de se imaginar, até pela raridade, que ter e treinar um cão-guia não é tarefa barata, além de levar tempo e exigir mão-de-obra qualificada. Por isso o grande objetivo do projeto do cão-guia robótico é a produção de baixo custo, para que de fato se torne uma realidade na sociedade brasileira.
Por isso, eles estão participando da residência hacker do Red Bull Basement, desenvolvendo o protótipo que começou a ser feito com um aspirador de pó usado e hoje está sendo construído em uma plataforma mais robusta e sensores mais robustos, para que o projeto saia do campo da pesquisa e vire uma realidade na vida de pessoas com deficiência.
O cão-guia robótico 2.0 turbo já está sendo feito:

Residência hacker

Ao lado de quatro outros projetos, com o cão-guia, Diego e Marcelo fazem parte da quinta edição da residência hacker, um programa de desenvolvimento de protótipos que usem a tecnologia para o impacto social positivo. Durante a residência, a missão é melhorar o robô/design do produto.

FESTIVAL RED BULL BASEMENT

O cão-guia robótico e os outros projetos da residência hacker estarão no Festival Red Bull Basement, que acontece dia 14 de setembro no Red Bull Station.
Programação completa em: www.redbull.com.br/festivalbasement
Residentes Red Bull Basement 2019
Residentes Red Bull Basement 2019
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