Futebol

Carlos Alberto Torres e o gol antológico de 1970

Carlos Alberto Torres e o gol antológico de 1970
Escrito por Bruno Fonseca
3 min de leituraPublished on
Passe perfeito de Pelé e um chute certeiro pro gol

Passe perfeito de Pelé e um chute certeiro pro gol

© [unknown]

Foi o gol que nos consagrou, o quarto gol marcado contra a forte seleção da Itália na Copa 1970, no México. Naquela época, não era comum como é hoje, de um lateral subir ao ataque para tentar marcar um gol. Os homens daquela posição se limitavam a marcar na defesa e se alguém ousasse subir até o tento adversário, a bronca do técnico era mais que certa.

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Mas Carlos Alberto Torres não respeitava muito essas limitações, em toda sua história, ele sempre dizia que os técnicos ficavam loucos quando ele subia ao ataque. Essa era uma de suas características, ele sempre contava isso quando falava com a imprensa sobre um dos gols mais belos da história das Copas do Mundo.
Desde as eliminatórias, a seleção canarinho fazia uma bela campanha. Pela primeira vez na história das Copas, uma seleção se classificava de forma invicta. No último jogo da eliminatória o Brasil derrotou o Paraguai por 1 a 0 e teve o maior público oficial já registrado para um jogo de futebol, com 183.341 espectadores no Maracanã. Lá no México, a campanha feita nas eliminatórias se refletia dentro de campo, com seis vitórias em seis jogos de um time galático comandado por Zagallo, tinha estrelas como: Rivellino, Jairzinho, Pelé, Tostão, Gerson e Carlos Alberto. No dia 21 de junho de 1970, no Estádio Azteca, no México, dois ex-campeões mundiais se enfrentaram pela primeira vez em uma final de Copa do Mundo.
Carlos Alberto erguento da Jules Rimet no Azteca

Carlos Alberto erguento da Jules Rimet no Azteca

© [unknown]

O Brasil abriu o placar com um gol de cabeça de Pelé, após um cruzamento de Rivellino dentro da área. Logo em seguida, a Itália empatava com Boninsegna, após uma saída errada do goleiro Félix. Na etapa complementar, o Brasil desencantou com gols de Gerson, Jairzinho, além do antológico gol do eterno Capita. Um total de 8 jogadores da melhor seleção de todos os tempos, tocaram na bola até o capitão Carlos Alberto dar uma chapuletada de primeira, bem no canto do gol de Albertosi, após um passe perfeito de Pelé. Se liga:
Minutos depois, o Brasil se tornava pela terceira vez campeão do mundo, e o capitão Carlos Alberto Torres beijava e erguia a Taça Jules Rimet diante de um estádio lotado após uma campanha histórica. Na época, o Brasil se consagrava como o único país que mais ganhou a competição, seguindo assim até hoje com cinco títulos: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.
Esse mesmo gol ganhou uma série de releituras. A primeira é uma animação feita pelas mãos do artista Richard Swarbrick. A partir do 1:23, ele faz uma homenagem ao gol do Capita. Se liga:
A segunda é uma animação feita com LEGO.
Temos também uma versão feita em 8-bits.
O canal Art of Football, também fez um tributo eternizando o gol em outra animação.
O melhor lateral direito que o Brasil já teve em uma seleção, Carlos Alberto Torres, o eterno Capita, morreu aos 72 anos nesta terça-feira (25). O ex-jogador, que passou por clubes como Fluminense, Santos, Botafogo, Flamengo e New York Cosmos e treinou equipes como Corinthians, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Paysandu (seu último trabalho como treinador). Atualmente trabalhava como comentarista da Sportv, sofreu um infarto fulminante.