Bike
Bikes assistidas por motor elétrico são mais do que aliadas na mobilidade urbana nas cidades. As e-bikes também vem conquistando seu espaço nas trilhas do mundo todo. Um novo marco no esporte será a inédita disputa do 1º Campeonato Brasileiro de E-Mountain Bike (E-MTB), ou como já está sendo chamado de e-XCO (cross country olímpico com mountain bikes elétricas).
O uso de um motor elétrico em uma bicicleta de montanha é um assunto polêmico, no entanto, é uma tendência incontrolável, tanto é que teremos neste ano a realização do 1º Campeonato Mundial de e-Mountain Bike, no Canadá, no mês de setembro.
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Para a regular o novo esporte, a UCI (União Ciclística Internacional) criou algumas regras para as novas provas de e-bike chanceladas oficialmente pela entidade, como é o caso do Brasileiro de E-MTB.
Brasileiro de e-XCO
A disputa do E-MTB foi na pista de 5,9 km e 178 m de altimetria acumulada por volta, reunindo renomados ciclistas do mountain bike nacional de diferentes gerações. O fluminense Albert Morgen, multicampeão no cross country olímpico no Brasil no final dos anos 90 e 2000 e a paulista Patrícia Loureiro - bicampeã mundial máster de downhill - levaram os títulos.
"Me senti com uma felicidade dobrada. Andar de mountain bike já é muito legal, ter uma bike com motor assistido é ainda mais bacana. Sou o primeiro campeão brasileiro de E-MTB e até agora em todas as provas que competi com a minha e-bike, desde 2017, fui campeão. Estou firme para disputar o Campeonato Mundial", contou Morgen. "A bicicleta elétrica é o futuro", disse Velardi, o vice campeão.
Para Patrícia Loureiro: "acredito que dê para pedalar de bike elétrica até uns 80 anos de idade. A maioria das pessoas ainda não conhece a bike elétrica, mas posso afirmar que não existe nada mais divertido. Iniciei no motocross com 5 anos de idade e fiquei até os 14. Em seguida fui para o downhill. E, posso falar, que bike elétrica é uma diversão maior do que o motocross e mais difícil do que o downhill, é incrível. Ela te impulsiona e na descida você desce normal, é como se você estivesse descendo também. Exige muito tecnicamente”, comentou Patrícia.
Ciclista amador e profundo conhecedor do mercado de bicicletas mundial, Erick destaca o cenário do esporte e as diferenças da E-MTB para a bike tradicional.
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"Para nós atletas, ela nos permite fazer coisas que a outra bicicleta talvez não permita. Não é uma sub categoria, mas uma super categoria. Todos terão condições iguais, com o motor assistido chegando no máximo a 25 km/h. Passando disso, aí é na força das pernas. Todos terão uma única bateria e com motor de 250 watts de potência, tudo para equalizar e deixar as habilidades prevalecerem", finaliza Erick.
"Para mim a e-bike é o brinquedo mais divertido de todos. Muitos ainda não conhecem, mas é uma nova modalidade, uma alegria e muita curtição", comenta Patrícia Loureiro, bicampeã mundial máster de downhill.
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Regras universais
- Somente são permitidas e-bike com motor elétrico que oferece assistência a pedalada, isto é, é necessário pedalar para receber o impulso do motor;
- Competições de e-bike oficiais da UCI são abertas para atletas a partir dos 19 anos de idade, homens e mulheres;
- A potência máxima permitida do motor elétrico é 250 watts;
- Velocidade máxima disponibilizado pelo motor elétrico de 25km/h;
- Quando não está pedalando sua e-bike, ou seja, empurrando, o ciclista poderá receber assistência do motor limitada a 6 km/h;
- Os ciclistas devem competir até o final da prova com a mesma e-bike e a mesma bateria;
- A e-bike não poderá receber assistência na area de apoio, como recarga da bateria ou bateria extra.
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