B-girl Kate
Dança

A moda também faz o breaking: como se vestir?

© Little Shao / Red Bull Content Pool
Destaque-se na multidão sem comprometer a dança
Escrito por Evandro PimentelPublicado em
Os anos 70 foram marcados pela ascensão de um dos maiores movimentos culturais de todos os tempos: a cultura hip-hop. Seus quatro elementos – breaking, escrita (grafite), MCing (rap) e DJing – invadiram as ruas e trouxeram uma nova visão de mundo que influenciou toda a sociedade. E isso inclui também a moda.
Desde sempre, breakers escolhem roupas pra treinar e competir buscando originalidade, funcionalidade e conforto. E o que mais você pode querer de uma roupa, né? Por isso, elementos do hip-hop podem ser encontrados praticamente em qualquer guarda-roupa. "Com certeza uma das fortes características da cultura é o vestuário, ele personaliza ainda mais a pessoa e se torna uma marca própria", diz B-Girl Miwa, um dos maiores nomes do breaking nacional.
B-Girl Miwa
B-Girl Miwa
Membro da Tsunami All-Stars, uma das principais crews do País, o B-Boy Endrigo, acredita que o visual de um breaker influencia na sua performance. "Se sentir bem bonito ajuda a autoconfiança de muitos B-Boys, e a maioria tem o estilo como principal artifício de identificação de caráter na dança", diz. "Isso é uma visão bem pessoal, tem gente que não usa nada porque se sente bem assim."
Ou seja, o segredo é se sentir bem, mas é preciso ter alguns cuidados se você quiser deixar sua marca em uma competição por meio da moda. "Costumo treinar com roupas que possivelmente vou usar para competir, até para testá-las e não ter surpresas durante a competição", afirma Miwa. Usar roupas leves também é sempre uma boa. "Pra treinar normalmente uso roupas de práticas de esportes tipo corrida", conta B-Boy Endrigo. "E no caso do tênis, sempre treino com o que vou usar na competição."
B-Boy Endrigo
B-Boy Endrigo
Mas quem vive a cultura hip-hop, sabe que nem só de competições é feito esse mundo. "O breaking não é algo que eu visto, mas algo que eu vivo, então a forma como me visto é sempre B-Girl", revela Miwa. Dessa maneira, é como se ela estivesse preparada para uma batalha a qualquer momento, em qualquer lugar. Endrigo completa: "Sempre saio vestido pronto para dançar, tudo que consumo de roupa tem a ver com se dá para se mexer bem ou se trava os movimentos."
Isso não quer dizer que você não possa caprichar nos acessórios quando quiser. Miwa conta que sempre foi apaixonada por acessórios de cabeça como bonés, boinas, toucas e chapéus, o que ajudou a B-Girl a se destacar em um cenário ainda bastante dominado pelos homens. "Quando comecei a dançar em 1999, éramos pouquíssimas mulheres e uma forma de conquistarmos respeito na época era nos vestindo com roupas largas, engrossando a voz e nos masculinizando", lembra. "Hoje, com a evolução dos tempos, crescemos e podemos ser e nos vestir como quisermos."
+ História de B-Girls que fazem a revolução feminina no breaking estão contadas na série Rise of the B-Girls. Veja o episódio sobre Ami, primeira campeã mundial do Red Bull BC One.
Dança · 7 min
B-Girl Ami
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