Não importa de qual geração você faz parte: se curte breaking ou já teve contato com a cultura em torno dele, com certeza já ouviu falar no Thaíde. Além de ser um dos responsáveis por dar início ao hip-hop no Brasil, há quase quatro décadas ele também ajuda a divulgá-lo com suas músicas e apresentando programas como o "Yo! MTV Raps" (MTV), "Manos & Minas" (TV Cultura) e "Metro Black" (Rádio Metropolitana).
"Comecei a dançar entre 1983 e 1984 e foi uma transição natural do soul para o breaking", conta Thaíde, que se encantou ao ver na TV o estilo que acabava de surgir nos Estados Unidos. "Comecei a treinar, aprendi e ajudei a fundar as crews Panteras Negras, Dragon Breakers e Back Spin, o grupo mais antigo de breaking do País e que está na ativa até hoje."
Naquela época, a estação São Bento do Metrô era ponto de encontro de B-Boys, MCs e amantes do rap em São Paulo e recebia diversas crews, entre elas a Back Spin, criada em 1985. "As dificuldades foram muitas, mas a vontade de superá-las foi mais forte", lembra Thaíde. "É como numa batalha: você sempre quer superar o seu oponente. Aprendi com os erros do passado e estou firme até hoje."
O pioneirismo de Thaíde na cena e sua força de vontade ajudaram a moldar sua carreira. O B-Boy e apresentador também se destaca como MC e sua voz está registrada na primeira coletânea brasileira de hip-hop, "Hip-Hop Cultura de Rua" (1988). Mais de 30 anos depois, ele continua fazendo música: seu último single, "Não Pague Pra Ver", foi lançado em 2019 como parte da trilha sonora da série "Carcereiros", da Rede Globo.
Um dos profissionais mais ecléticos da cena breaking, Thaíde já passou por muitos momentos emocionantes. "Fazer parte da final nacional do Red Bull BC One em 2019 foi um deles", conta. "Me apresentar num ambiente lotado de pessoas que buscam por meio do hip-hop uma salvação, ou simplesmente satisfação, é um destaque na minha história."
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ABC do... Red Bull BC One
Das origens aos dias de hoje, conheça a trajetória do evento que é um marco na história do breaking.
Para Thaíde, a dança sempre foi uma ferramenta para aproximar pessoas. "Acredito que a popularidade da dança de rua hoje vai trazer mais credibilidade e respeito a quem a exerce, só não pode perder essa essência." E para não perder a essência, é fundamental que B-Boys e B-Girls continuem inspirando novos talentos.
"Não acompanho a cena como antes, eu seria leviano em dizer nomes sem consultar meu mano, B-Boy Endrigo, que citou os B-Boys Bart, Afralef, Luan, Luka e a B-Girl Maia como algumas dessas figuras fundamentais, que inspiram outras pessoas e que fazem o Brasil continuar sendo respeitado nos festivais de breaking mundo afora", diz Thaíde. "Por aqui, gostaria de ver o breaking na rua novamente."
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