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Nada é melhor para um gamer do que poder colocar as mãos na continuação de uma franquia querida, e após três anos do lançamento do título original, The Division 2 está disponível. O multiplayer online da Ubisoft é um game shooter táctico com elementos de RPG em mundo aberto, e desta vez o game sai de Nova Iorque e narra os acontecimentos de uma guerra civil na capital norte-americana.
Com a vasta quantidade de conteúdo que a segunda obra da franquia traz, conversamos e jogamos uma prévia da versão final do jogo com Nicholas “Nick” Scurr, produtor de The Division 2 na Ubisoft, sobre as novidades que farão com que novos jogadores e veteranos passem inúmeras horas desbravando as ruas da Washington sitiada.
Qual a primeira coisa que alguém que jogou o The Division original perceberá de diferente no The Division 2?
A primeira coisa será a ambientação. O jogo agora se passa sete meses depois do primeiro The Division, onde você saiu de um rigoroso inverno para um verão bem quente, e esse ambiente é bem diferente do que você viu em Nova Iorque. Por isso que escolhemos Washington. Afinal, existe muito mais verde e espaços abertos por lá, parques e mais natureza, além dos cartões-postais que você vê nas notícias e na tv, como a Casa Branca e o Monumento de Washington ou coisas do tipo.
O que dizer das habilidades? Percebemos que temos uma série de novidades, como a Colmeia.
Sim, contamos com várias habilidades novas, como o Lançador Químico que foi mostrado durante a E3 2018, capaz de prender adversários e travá-los em algum lugar. Ao todo, teremos oito habilidades, inclusive com o retorno de algumas favoritas dos fãs, como o drone, e cada uma dessas habilidades tem modificadores. O drone pode atacar ou focar em defletir balas para aumentar suas defesas. Cada uma delas terá várias funções, como ataque, defesa ou até cura, ajustando-se para a necessidade dos jogadores.
Uma das curiosidades mais interessantes que percebemos ao jogar com você foi que as pessoas agora lutam de volta. Pequenos detalhes no design acabam por revelar coisas muito interessantes. Isso tem a ver com a história do jogo?
Sim! Quando os jogadores começam o game, eles já são agentes, eles já foram ativados. Porém, também já existem uma série de problemas em andamento: o vírus se espalhou pela cidade, a rede da The Division caiu e a Casa Branca está sob ataque das Hienas. Após resolver essa última questão, ela vira sua Base de Operações e o coordenador da Divisão solicita que você entre em contato com um dos acampamentos espalhados pela cidade, onde os civis se reuniram para resistir e tentar sobreviver juntos. Daí, um agente que foi para lá antes acaba por ficar lá e começa a ajudá-los, e meio que traz um pouco de esperança para eles, ajudando-os a conseguir armas e alimentos.
Aos poucos, eles começam a tomar seus próprios passos, inclusive saindo para o mundo aberto, em busca de seus próprios recursos e acabam por lutar de volta, ao ponto de quanto você sair para uma missão será bem capaz de vê-los batalhando contra facções, onde é possível até entrar na luta e ajudá-los ou deixá-los lá. Isso pois há um potencial deles conseguirem vencer na medida em que quando mais missões você faz para o acampamentos, melhores são os itens que conseguem para ficarem melhor equipados. Há também outras coisas que você pode fazer por eles, como atacar os Pontos de Controle. Esses são bons posicionamentos espalhados pelo mundo de jogo, onde uma facção inimiga cria um bunker de controle e você pode chamar os civis aliados para ajudar a tomar essas instalações. Isso é um ponto legal, que ajuda a criar um mundo mais dinâmico e que não depende mais exclusivamente de você.
É possível até interagir com esses Pontos de Controle, correto?
Exato! Na medida em que você explora a cidade, encontrará água, comida e outros itens, e isso pode ser compartilhado com aqueles que defendem os bunkers. Até equipamentos que você não queira mais podem ser doados, e eles podem lhe dar modificadores para suas armas em retorno. Você terá apenas que ver o que vale a pena ser vendido ou o que prefere doar para os acampamentos e pontos como esse. Tanto que quando você ajuda os acampamentos, ele passa por mudanças visíveis. Alguns começam até a cultivar plantações, uma alteração visual que você terá no local.
Outra novidade, talvez a que mais nos chamou atenção, são as Especializações do endgame. Como elas alteram o jogo?
Depois que os jogadores terminarem a campanha, eles certamente estarão em felizes e confiantes. Afinal, a cidade aparenta ter sido salva. Todavia, existem outras facções agindo pelas sombras. Tivemos a impressão de termos nos livrado delas em Nova Iorque, e quando menos esperávamos elas estavam se espalhando pelo mundo. Não é à toa que Washington foi afetada. E são essas que você terá que enfrentar no endgame. Elas têm habilidades semelhantes aos Agentes, acesso a tecnologia que os permite isso.
Por isso, demos três Especializações aos jogadores, onde eles poderão escolher entre o Atirador de Elite – que conta com um gigante rifle sniper calibre .50 –, o Demolidor – que traz seu lança-granadas – e o Sobrevivencialista – que conta com uma besta de precisão. Porém, você não ganha acesso apenas às armas, como também a uma árvore de progressão. Assim, depois de terminar de chegar ao nível máximo, você continuará evoluindo para conseguir liberar novas habilidades, sem falar que é possível trocar entre as três Especializações sempre problemas. Você não está preso ao Atirador de Elite, por exemplo. E no decorrer do ano, vamos liberar mais três especializações gratuitamente, para que todos tenham acesso a elas.
Quando assunto é PvP, temos três novas Dark Zones e modos multiplayer. Mas no que elas diferem das do jogo original?
Como você mencionou antes, teremos três Dark Zones e isso deve-se muito ao fato que Washington D.C. conta com um ambiente bem diferente. Por isso, cada Dark Zone passa uma impressão diferente. Elas terão ambientações e jogabilidades diferentes, como também formas de se esconder ou se orientar. E para torná-las mais acessíveis para novos jogadores, ou para jogadores que veteranos que não se sentiam confortáveis nelas, cada DZ terá uma espécie de missão paralela, que faz parte da campanha, onde você terá que ir a uma Dark Zone para acessá-la pela primeira vez com o objetivo de trazer os sistemas The Division de volta ao modo online. Isso será útil para introduzir as mecânicas das Dark Zones, o que é possível fazer sem nenhum outro jogador inimigo nelas, deixando-as mais seguras de jogar. Além disso, o loot e equipamentos que você encontrar nas DZs não precisam mais necessariamente serem extraídos, pois você tinha que fazer a extração nas DZs do primeiro The Division, o que poderia ser uma experiência frustrante quando você pilhava material por uma hora e se alguém de derrubasse no momento da extração do helicóptero você perderia tudo.
Desta vez, todo mundo recebe alguma coisa do loot, e os níveis são equiparados para as batalhas. Então, se você é nível 30 com um rifle de assalto e eu sou um de nível 10 com um rifle de assalto, o nível básico de dano será o mesmo para ambos. Já àqueles que estiverem em busca de uma experiencia mais difícil, uma das Dark Zones será uma zona ocupada, e se você ousar ir lá saiba que essa será o tipo de experiência hardcore DZ que você busca. Já o Conflito terá três mapas de PvP no lançamento. Skirmish traz confrontos diretos contra outro time, disputa clássica de Deathmatch, e o Dominação requer controles de zonas. Os três mapas envolvem cenários que você não tem acesso normal enquanto explora D.C., então são áreas únicas criadas exclusivamente para o PvP.
Esses últimos soaram como cenários ideais para Esports. Algo do tipo é previsto em breve?
Ainda nosso posso comentar nada a respeito, porém certamente vamos sempre dar suporte a todos os modos do jogo. O que posso adiantar é que vocês podem sempre esperar por novos mapas de novidades ainda no primeiro ano do jogo.
Você também já mencionou que teremos novas Especializações grátis em um futuro próximo. Sabemos que DLCs e outros tipos de conteúdos serão lançados, contudo o que já podemos esperar?
Não vai demorar muito após o lançamento do jogo para que tenhamos conteúdos que lançaremos para o game. Logo de início vamos trabalhar com os Tiers de dificuldade, para que você tenha novos desafios, como a fortaleza [Tidal Basil] em que você terá que enfrentar os Black Tusks. Não muito depois, teremos a primeira Raid do jogo [Operation Dark Hours, a primeira Raid para oito pessoas na história de The Division], algo que mal podemos esperar para lançar, e depois teremos três episódios em DLC. O primeiro se chama "Expeditions", que se passará nas periferias de D.C., com um novo modo bem interessante de jogo. Já o segundo episódio se passará no Pentágono, com uma série de missões a serem resolvidas naquela área.E tudo isso será gratuito para todos que tiverem o jogo.
É oficial? Teremos clãs?
Sim! Os Clãs são incríveis! Eles foram criados em parceria com outros estúdio londrino, a Reflections, e o designer em questão é apaixonado pelo sistema de clãs. Ele realmente queria ver isso em ação. Em algum ponto do jogo, por volta do nível 6 ou 7, você terá completado algumas missões e assim você encontrará uma NPC onde, após conversar com ela, será possível criar ou entrar em um clã utilizando o sistema de buscas – que tem filtros como "clãs de PvE, clãs de PvP". Você pode inserir até 50 personagens em um clã, e vocês terão seu próprio espaço na Base de Operações, com rankings, a capacidade de se unir aos membros online e até um sistema de recompensas por jogar com seus amigos do clã. Depois, dá até para ter o emblema de seu clã editável ou aproveitar os sistemas de chat Voip separados no clã, onde você pode até estar jogando outro conteúdo, porém será possível continuar a conversa com sua galera.
O que é mais legal em ser um produtor de jogo?
Olha, para mim, o melhor é dar poderes à minha equipe. Quero me certificar que todos os times de desenvolvimento tenham tudo que precisam para criar ótimos conteúdos e características para o game. Quero que eles possam produzir o que tenham em mente e no final sempre fico bem orgulhoso de ver tudo isso aqui acontecer. É incrível ver todo mundo empolgado essa semana no estúdio, com o lançamento do jogo, e poder ver as pessoas jogando nosso material é algo incrível!
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