A coleção de camisas alternativas de Ubiratan Leal

© Arquivo pessoal
Jornalista começou aos 11 anos e hoje tem cerca de 300 peças
Escrito por Ricardo GomesPublicado em
Benfica, seleção francesa e a primeira eleição direta para presidente do Brasil após a ditadura militar. Parece muito aleatório, mas tudo isso tem conexão para o jornalista Ubiratan Leal, um maluco por futebol e colecionador de camisas (desafiamos você a encontrar esse cara sem que esteja "vestindo um time" ou uma seleção).
Foi em um dia de intensa movimentação política no País que Bira, como os amigos o chamam, entrou para o clube dos colecionadores de camisas de futebol. "Era 15 de novembro de 1989. Dia de eleição para presidente do Brasil. E ganhei as camisas do Benfica e da seleção francesa, que minha mãe comprou em uma viagem para a Europa", conta o comentarista da ESPN, que tinha 11 anos à época.
Benfica e França de 1989: as relíquias do Ubira
Benfica e França de 1989: as relíquias do Ubira
As duas camisas foram as primeiras de um acervo que hoje tem cerca de 300 peças. E, a considerar o gosto do Bira por esse tipo de artigo, Benfica e seleção francesa são exceções. "Não sou de comprar camisas de times badalados. Até tenho, mas são poucas. Minha coleção é formada basicamente por times alternativos. Tem muita camisa de time do interior de São Paulo, que eu comprava em viagens de férias."
Essa pegada mais 'lado B' é muito bem representada na camisa do desconhecido Young Africans, da Tanzânia, que Bira diz ser a mais exótica da coleção. "Meu pai estava na Tanzânia a trabalho e comprou essa camisa. Ele nem fazia ideia de que time era."
A camisa verde e amarela do Young Africans, da Tanzânia
A camisa verde e amarela do Young Africans, da Tanzânia
Entre os xodós, Ubira tem grande carinho pelas camisas do Madureira, da Portuguesa, do Pumas (México) e do XV de Jaú de 1995. "O XV ganhou minha simpatia em 95, quando subiu para a Série A1 do Paulista com um time que tinha França e Edmilson, que mais tarde fariam sucesso no São Paulo."
Esse é só um dos três armários de Ubira abarrotados de camisas
Esse é só um dos três armários de Ubira abarrotados de camisas
Diferentemente do que muitos colecionadores fazem, Bira não tem pressa para comprar novas camisas: "Não sou um colecionador nato, que compra a camisa da temporada. Geralmente espero o preço baixar. Minha média é de 13, 14 novas camisas por ano. Acho que o máximo que gastei foi 150 reais."
Vez ou outra, Bira exibe os seus mimos no Instagram, mas é no YouTube que ele mostra em detalhes do que é feito o seu acervo. "Camisa minha não fica no plástico. Tirando aquelas que desgastaram ou ficaram apertadas, eu uso todas. E no meu canal eu aproveito para vesti-las e decorar o cenário."
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