6 jogadores (e técnicos) que marcaram a história do Bragantino

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Escrito por Ricardo Gomes
Lista inclui campeões mundiais pela seleção e até herói de título da Libertadores
A cada rodada da Série B, o Bragantino fica mais próximo do retorno à primeira divisão do futebol nacional, de onde saiu em 1998. Neste momento de espera pela confirmação do acesso, trocamos uma ideia na redação do RedBull.com e lembramos de figuras icônicas que já passaram por Bragança Paulista.

Vanderlei Luxemburgo (1989-1990)

Ex-lateral esquerdo, o pofexô já era um técnico rodado quando assumiu o Bragantino, com menos de 40 anos. Mas foi no clube que ele conseguiu seu maior êxito até então. Vindo do Al-Shabab, dos Emirados Árabes Unidos, Luxa faturou de cara a Série B do Brasileiro de 89. No ano seguinte, com um time marcado pela ofensividade e variações táticas, fez história levando o Massa Bruta ao inédito título paulista. Saiu em 1991 para treinar o Flamengo, time do coração.

Carlos Alberto Parreira (1991)

Quem sucedeu Luxemburgo foi Parreira, que também vinha de trabalho nos Emirados Árabes. Com o título brasileiro de 1984 na bagagem, pelo Fluminense, tentava reerguer a carreira no Brasil após cinco anos no exterior. Aproveitando a boa base deixada por Luxa, Parreira fez retoques, ajustou a defesa e levou a equipe ao vice brasileiro de 91. Em destaque, Parreira recebeu ainda naquele ano o convite da CBF para dirigir uma reformulada seleção brasileira.
Parreira foi do Bragantino direto para a seleção brasileira
Parreira foi do Bragantino direto para a seleção brasileira

Mauro Silva (1990-1992)

Poucos clubes podem se gabar de ter contado com o futebol elegante de Mauro Silva. No Brasil, apenas Guarani e Bragantino. Mauro chegou ao Braga em 90, por indicação de Luxemburgo. Volante sério, sem firula e preciso nos passes, comandou o campeão paulista em 90 e vice brasileiro em 91. Já convocado para a seleção e com duas Bolas de Prata, Mauro fechou com o La Coruña em 1992. Lá, virou ídolo e jogou até 2005, quando se aposentou.

Gil Baiano (1988-1992)

Lateral direito veloz e de chutes potentes, Gil Baiano era a válvula de escape do grande Bragantino do início da década de 1990. Chegou ao clube sem alarde, mas não demorou a se firmar. No Paulistão de 89, fez um belo gol na vitória por 3 a 0 do Braga sobre o Palmeiras, resultado que eliminou o Verdão. Foi peça-fundamental no Paulista de 90 e, por conta do seu ótimo desempenho, recebeu uma chance de Falcão, então técnico da seleção brasileira, para um amistoso em homenagem aos 50 anos de Pelé, contra a Itália, em Milão.

Paulinho (2009-2010)

Se Mauro Silva era o volante tradicional, que pouco se arriscava ao ataque, Paulinho era o inverso. Pelo Bragantino, despontou na Série B do Brasileiro em 2009. Em 2010, marcou um golaço contra a Ponte Preta (a obra-prima abaixo) e praticamente selou sua ida para o Corinthians, onde levantou como protagonista a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2012. Esteve ainda em dois Mundiais com a seleção brasileira.

Romarinho (2011-2012)

Romarinho é sempre lembrado pelo gol de empate do Corinthians contra o Boca Juniors, no primeiro jogo da final da Libertadores de 2012, minutos após ter entrado em campo. Mas, antes dessa proeza, teve seus momentos de brilho no Bragantino. Atacante veloz e de drible fácil, foi eleito jogador-revelação do Paulistão de 2012. Efeito imediato do prêmio foi a contratação pelo Corinthians, onde atuou até 2014 e deixou uma legião de fãs saudosos por suas atuações contra o rival Palmeiras.
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