Neymar Jr. e Zé Love pelo Santos em 2011
© Ricardo Saibun / Santos FC

De Zé Love a Mbappé: os grandes parceiros de ataque do Neymar Jr.

Você se lembra dos momentos do craque com estes caras?
Escrito por Ricardo Gomes
5 min de leituraPublicado em
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Neymar Jr.

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Em 12 anos de carreira profissional, Neymar Jr. já teve muita gente ao seu lado para dividir a missão de marcar gols. E esta lista é bem eclética: vai desde atacantes mais fixos, centroavantes na essência, até jogadores que não são tão conhecidos assim pelo faro artilheiro. Estes são alguns dos parceiros com quem o craque fez duplas por mais tempo, seja em clubes, seja na seleção.
01

Santos (2009-2013)

Zé Love
O primeiro parceiro de ataque do Neymar foi Kléber Pereira, em 2009, mas os primeiros títulos do craque pelo Santos tiveram Zé Love como parceiro na linha de frente. Ele chegou vindo do ABC-RN sem badalação. Brigaria com André e outros jogadores pra ser titular. Zé não era um artilheiro, mas era voluntarioso. Com ele não tinha bola perdida. Sua disposição em ajudar na marcação deixava Ney mais livre para brilhar. Dos quatro títulos que ganhou pelo Santos, Zé teve destaque em dois: na Copa do Brasil em 2010 e na Libertadores de 2011. A saída para o Genoa, logo após o título sul-americano, cedeu espaço para o próximo nome dessa relação.
Neymar Jr. e Zé Love
Neymar Jr. e Zé Love
Borges
Ao contrário do Zé Love, Borges era um especialista na pequena área. O atacante já estava no Santos na Libertadores de 2011, mas por ter iniciado a competição com a camisa do Grêmio, não pôde defender o Peixe no torneio. O entendimento entre Ney e Borges foi imediato. Os dois se procuravam em campo e tramavam tabelas. Borges terminou o Brasileiro de 2011 como artilheiro, com 23 gols. Neymar fez dez a menos. Em 2012, Borges faturou o Paulista, mas o rendimento já não era o mesmo do ano anterior. Saiu para o Cruzeiro no meio da temporada. E Neymar ganhou um novo parça.
Neymar Jr. e Borges
Neymar Jr. e Borges
Alan Kardec
Kardec era reserva do Benfica e buscava se recolocar no mercado. Aceitou a proposta do Santos em 2011 para revezar com Borges no comando de ataque. Se a primeira temporada foi apagada, com apenas dois gols, a segunda, em 2012, teve traços de protagonismo.
Neymar Jr. e Alan Kardec
Neymar Jr. e Alan Kardec
A saída de Borges deixou o caminho aberto para Kardec, que agarrou a chance. Ele foi campeão paulista como titular, marcando dois gols no segundo jogo da final do Paulistão contra o Guarani, que acabou 4 a 2 para o Santos - Ney fez os outros dois. Na Libertadores daquele ano, Kardec foi o vice-artilheiro do time, com quatro gols. Após a Liberta, Kardec voltou ao Benfica, onde ficaria mais um ano antes de regressar ao Brasil para jogar pelo Palmeiras.
02

Seleção brasileira (desde 2010)

Fred e Hulk
Os primeiros dois anos de Neymar na seleção brasileira principal tiveram Alexandre Pato como parceiro mais frequente. Mas a saída de Mano Menezes e a chegada de Felipão, em 2013, mexeu com o sistema ofensivo da equipe. Felipão deu a camisa 9 para Fred e encaixou Hulk como ponta direita, com funções mais defensivas. Neymar ocupava a ponta esquerda e flutuava para o meio, se aproximando de Fred.
Neymar Jr., Fred e Hulk
Neymar Jr., Fred e Hulk
Com esse esquema, Ney ganhou o seu único título pela seleção, a Copa das Confederações em 2013. O trio se repetiu no Mundial de 2014, mas, lesionado, Neymar não pôde entrar em campo nas semifinais. Fred deixou de ser lembrado nas listas de convocados após o Mundial, e Hulk, em 2015.
Gabriel Jesus
A parceria de ataque entre Neymar e Gabriel Jesus começou na seleção olímpica. Juntos, ajudaram o Brasil a conquistar o inédito ouro em 2016. A estreia na seleção principal aconteceu no mesmo ano, em jogo contra o Equador, pelas Eliminatórias para o Mundial. Precisando vencer o rival em Quito pra subir na tabela, o Brasil fez 3 a 0 com dois gols de Jesus e um de Neymar. Nos primeiros cinco anos de parceria, já fizeram 27 jogos juntos, com 20 vitórias e 22 gols combinados (13 para Neymar e 9 para Jesus).
Neymar Jr. e Gabriel Jesus
Neymar Jr. e Gabriel Jesus
03

Barcelona (2013-2017)

Lionel Messi e Luis Suárez
Neymar, Messi e Suárez soava como música. O MSN, como era chamado, não só foi o melhor trio de ataque que o Barcelona já teve, como um dos melhores da história do futebol mundial. Juntos, jogaram 110 partidas em três temporadas e venceram 84. Marcaram 364 gols e distribuíram 173 assistências entre eles. Mas falando de Neymar, ele marcou 90 gols e deu 48 assistências ao lado de Messi e Suárez. Números que só podiam ser revertidos em títulos. E o trio ganhou tudo o que disputou, incluindo uma Liga dos Campeões. Impossível não sentir saudade.
04

PSG (desde 2017)

Edinson Cavani e Kylian Mbappé
Desde que chegou ao PSG, em 2017, Neymar passou a atuar menos pela esquerda, como fazia no Barcelona, e passou a ser organizador, jogando muitas vezes atrás de Cavani e Mbappé. Com Cavani, que em 2020 foi pro Manchester United, a relação teve lá seus conflitos, mas quase sempre eles se entendiam em campo. Em 2017-2018, a primeira temporada de Ney em Paris, Cavani fez 40 gols, muitos deles com participação direta do brasileiro.
Neymar Jr. e Mbappé
Neymar Jr. e Mbappé
Já o diálogo com Mbappé é bem mais direto e efetivo. Para se ter ideia do entrosamento entre os dois, nenhuma dupla combinou mais gols que Ney e Mbappé na Champions desde 2017: 10 no total. Na temporada passada, Mbappé fortaleceu sua versão mais goleadora, enquanto Neymar fixou-se como um jogador de criação do PSG, responsável pelo último passe antes da finalização.
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