As canetas, os passes na medida e os belos gols do Claudinho, meia do Red Bull Bragantino, poderiam ter ficado só na hipótese se ele tivesse levado a sério a ideia de jogar em uma posição bem distante da sua. Apesar do 1,72 metro, o cara queria mesmo era ser goleiro.
Assim como acontece com a maioria dos jogadores de futebol no Brasil, Claudinho deu os seus primeiros chutes ainda pequeno. Aos 4 anos, entrou em uma escolinha de futsal em Santos, onde morava com a família.
Destaque nos torneios regionais, acabou sendo chamado para jogar no futsal do Santos. Em uma partida pela categoria infantil, o goleiro titular se machucou e Claudinho resolveu tentar a sorte debaixo das traves. Não durou muito tempo. A mãe entrou na parada e fez o moleque voltar pra linha. "O tamanho não ajuda, mas eu seria um bom goleiro. Pegava muito no futsal" lembra.
A migração pro futebol de campo rolou aos 11 anos. Embora o futsal seguisse fazendo parte da rotina, o gramado ganhava cada vez mais espaço. Foram mais de dez anos brilhando como meia-atacante no sub-17 e sub-20 do Santos até que, em 2015, aceitou uma proposta para jogar no Corinthians.
No Timão, Claudinho foi vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016 e, no mesmo ano, fez sua única partida pelo time profissional, contra a Linense, pelo Paulista. Sem espaço, rodou por Bragantino (sim, essa é uma história de amor antiga), Santo André, Ponte Preta e Oeste antes de chegar ao Red Bull Brasil, em 2018. Uma temporada depois, Claudinho voltava a usar novamente a camisa do Massa Bruta.
A Série B de 2019 foi o primeiro grande cartaz de Claudinho, que jogou muita bola e deixou de vez o rótulo de promessa. Com a camisa 10 às costas, marcou nove gols e distribuiu 11 assistências na campanha que fez do Braga campeão com duas rodadas de antecedência.
E se faltava se testar entre os grandes, Claudinho o fez com maestria em 2020. Terminou a Série A com 18 gols e a liderança na artilharia, sendo peça-chave para levar o Braga à 10ª posição na tabela e a uma vaga na Copa Sul-Americana. Se consagrou como melhor jogador do Brasil, levando pra casa oito prêmios pelo desempenho no torneio: melhor jogador, meia, artilheiro e revelação do Bola de Prata, da ESPN, e também no Prêmio Brasileirão, da CBF 🏆.
"Hoje me sinto muito mais preparado, maduro pra encara qualquer situação de jogo. Minha técnica também está mais apurada. Trabalho para evoluir sempre. A cada temporada que passa, aprendo mais alguma coisa", conta Claudinho.
No ápice da carreira, Claudinho recebeu outro prêmio: a convocação para a disputa dos Jogos de Tóquio. Ele foi titular em todos os jogos da campanha do título e deu uma assistência, para o gol de Matheus Cunha, na vitória por 3 a 1 sobre a Arábia Saudita, na fase de grupos.
Time de Ouro
🏅 Claudinho faz parte do Time de Ouro, uma seleção de atletas que brilharam no Japão. Conheça estes homens e mulheres.
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