Ari Ferreira, fotógrafo do Red Bull Bragantino

Vida de fotógrafo: ele registra o dia a dia do Red Bull Bragantino

© Divulgação
Ari Ferreira já tomou laranja na cara e foi 'amigo' do Maradona
Escrito por Ricardo GomesPublicado em
Todo fotógrafo corre atrás da foto perfeita, a imagem única, com DNA do autor. Não é mais o caso de Ari Ferreira, fotógrafo oficial do Red Bull Bragantino, que já tem a sua eleita.
Com passagens pelas redações do "Lance!" e "O Estado de S.Paulo", Ari fotografa esportes há mais de duas décadas - a carreira começou no início dos anos 90. E ele fala com orgulho do melhor registro: o maior medalhista olímpico de todos os tempos.
"Tirar a foto perfeita é questão de estar no momento e no lugar certos. Tenho uma do Michael Phelps, em Pequim-2008, do exato instante em que parte do corpo dele se projeta pra fora da água, formando uma bolha em torno dele. Foi coisa de fração de segundo", conta Ari, que tem no currículo dois Mundiais e duas Olimpíadas, entre outros grandes eventos esportivos.
Michal Phelps e a membrana d'água: resultado do talento e agilidade de Ari
Michal Phelps e a membrana d'água: resultado do talento e agilidade de Ari
A história de Ari com o futebol da Red Bull começou há bastante tempo, em 2007. "Fui chamado para fazer umas fotos do treino do Red Bull Brasil, que estava apenas no início das atividades. Depois daquilo, acabei escalado pra cobrir os jogos do clube. E não sai mais", conta. E, se você está se perguntando, sim, ele torce pro Braga. E carrega um sonho: "Espero um dia fotografar o Red Bull Bragantino levantando um Brasileiro da Série A", diz.

Dias bons, dias ruins

Todo mundo vê as vitórias do Ari, mas pouca gente sabe dos tombos que ele levou. Nem só de momentos gloriosos vive o cara por trás das lentes que registram todos os gols do Claudinho. Perrengues fazem parte da rotina de quem se dispõe a trabalhar com uma câmera na mão.
"Teve uma vez que eu estava no Parque Antártica e de repente fui atingido no rosto por um pedaço de laranja. Sorte que ela estava cortada pela metade. Em 2006, no Pacaembu, em um Corinthians e River Plate pela Libertadores, fiquei muito próximo da confusão entre a polícia e a torcida do Corinthians, que queria invadir o gramado. Na hora nem medi os riscos, só queria fotografar", diz.
Ari viu de muito perto o confronto entre torcedores e policiais no Pacaembu
Ari viu de muito perto o confronto entre torcedores e policiais no Pacaembu
Acostumado com o dia a dia de treinos e jogos, Ari já teve que ouvir jogador chiando por causa das suas fotos. Mas não por uma questão técnica, e sim estética. "Jogador de futebol é vaidoso. Eles querem sair bonitos na foto. Já teve até jogador reclamando da pose com que saiu na foto. É curioso, mas faz parte."
Uma das poucas frustrações de Ari na profissão foi a de não ter fotografado Maradona, um dos seus ídolos no futebol, em ação. Mas ele conseguiu alguns minutos com o craque argentino no fim dos anos 90. "O Maradona foi a Campinas inaugurar um centro de treinamentos com o Careca e o Edmar, ex-Corinthians. Eu estava trabalhando e me deitei para fotografá-los, quando o Maradona começou a pisar na minha barriga, de leve, na brincadeira. Ele tinha uma energia diferente. Virei mais fã dele depois desse episódio", recorda.
Veja abaixo algumas das melhores fotos tiradas por Ari Ferreira:
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