Heitor e sua mãe, Renata Azeredo.
© Divulgação
Corrida

Cadeirante de 6 anos vira celebridade na Wings for Life World Run

Portador de malformação congênita da coluna, Heitor Azeredo espalha carisma por onde corre com sua veloz cadeira de rodas amarela
Escrito por Alessandro Lucchetti
3 min de leituraPublished on
Antes da largada, um pouco distante da linha de frente, onde o embaixador da Wings for Life World Run, Fernando Fernandes, se concentrava para correr, uma pequena cadeira de rodas amarela e seu animado piloto eram o alvo mais requisitado para selfies pelos corredores inscritos na prova. Todos queriam colocar imagens com o carismático cadeirante Heitor Lopes da Silva Azeredo, 6 anos. O garoto entrou em campo com o time do Vasco em algumas partidas do Campeonato Carioca e virou celebridade depois de aparecer em reportagens na TV.
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“Ele carrega luz e energia. Sua alegria demonstra que o cadeirante não é um ser do qual se deva ter pena”, diz o orgulhoso pai do pequeno atleta, o professor de história Cristiano Campos Azeredo. “A cadeira de rodas para ele é sinônimo de liberdade. Antes de ganhá-la, a mobilidade era muito reduzida e ele rastejava. Agora pode tocar as coisas que quer, ir aonde quer”.
E Heitor, portador de mielomeringocele, malformação congênita da coluna, quer ir a muitos lugares. Faz curso de teatro, pratica natação e joga rúgbi adaptado. “O rúgbi contribui muito para a formação da sua personalidade. É muito amigo do Julio Braz, da seleção brasileira, e foi pajem do casamento dele. Vê o Julio caindo por causa dos choques e levantando, e assimila que isso é normal”, explica Cristiano. “Tenta imitá-lo em várias coisas”.
Heitor só desmancha o sorriso do rosto quando alguém empurra sua cadeira durante as provas. “Não gosto que empurrem. Quero eu fazer a minha prova”, explica o garoto, que pretende correr 5km antes de o catcher car da Wings for Life World Run chegar nele.
🇧🇷 Wings for Life World Run 2019: Rio de Janeiro

🇧🇷 Wings for Life World Run 2019: Rio de Janeiro

© Marcelo Maragni / Wings for Life World Run

Cristiano já enxerga no amor pelo Vasco outra fonte importante para a formação do caráter de Heitor. “Aos 6 anos, ele já está entendendo que o time está numa situação difícil. Quando o time perde, vira pra mim e fala: ‘Pai, perdemos, mas a gente é Vasco, a gente é Vasco!”.
Heitor é uma das estrelas do grupo “Correndo por Eles”, formado por voluntários que ajudam cadeirantes, tanto comprando cadeiras de roda de competição por meio de doações e venda de camisetas como também dando uma força para empurrar os que necessitam durante as provas.
Esta é a sexta-edição da Wings for Life World Run no mundo e a quarta no Brasil, pelo segundo ano consecutivo, o Rio de Janeiro foi escolhido para receber a prova junto com outras 11 cidades do mundo. Além de dezenas de outras cidades em que há grupos de corrida que percorrem um trajeto acompanhados virtualmente pelo carro (o catcher car) por meio do app que simula perfeitamente a corrida.
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