Os games indie que mal podemos esperar para jogar em 2018

© Odd Tales
Escrito por Adam Cook e Jeancarlos Mota
Nunca subestime os 'azarões' do mundo dos games: esses títulos indie, de pequenos times, podem ser as melhores surpresas de 2018.
Enquanto todo mundo está empolgado pela chegada de títulos blockbuster triple-A em 2018, como Far Cry 5, Last of Us part IIRed Dead Redemption 2, e (assim esperamos) Crackdown 3, nós também pensamos nos pequenos notáveis do mundo dos games. Equipes menores podem levar a visões mais diretas e culminar em verdadeiras experiências criativas: pense no trabalho seminal de Jonathan Blow, Braid, ou o brilho que foi Undertale, e não vamos esquecer de outros incríveis títulos indie como Spelunky, Ruiner ou Cuphead.
De Fez a Papers, Please, ou Bastion a Don’t Starve, estamos empolgados com o ano que vem, pois há uma série de jogos indie incríveis em nossa lista digital. Alguns são sequências, outros veem de times que saíram de outras empresas e também temos estreantes, mas tudo isso não importa, pois esses são os maiores e melhores títulos indie para você já começar a colocar em seu radar.

1. Super Meat Boy Forever

Dizer que uma sequência do jogo de 2010, Super Meat Boy, é algo há muito aguardado é um entendimento massivo. Esse novo título será um jogo bem diferente, uma vez que o designer Edmund McMillen (originalmente parte do Team Meat) não estará de volta. Pelo visto, teremos Super Meat Boy Forever em 2018 sem McMillen, já que ele saiu para produzir seus próprios jogos (The End is Nigh, The Binding of Isaac), com um novo time do co-fundador Tommy Refenes e Kyle Pulver no controle do Meat Boy.
Enquanto mantém o encanto do original (e seu estilo rápido), Super Meat Boy Forever será jogado de uma forma diferente. Ao invés de das total liberdade de movimentos para o jogador, Forever é um jogo do estilo de corrida, que pede para que você controle os pulos do Meat Boy se seus poderes de ataque. Ao inclinar-se em elementos que são normalmente vistos em plataformas móveis (de fato, virá para plataformas móveis, juntamente com o PS4, Xbox One, Windows PC, e Nintendo Switch), você pode saltar e atacar na medida em que corre pelos estágios, escorrega por baixo de obstáculos e novamente tenta derrotar seu nemesis, Dr Fetus, que agora sequestrou seu filho, Nugget. Não parece que ele será menos bizarro, ao julgar pelos trailers, e, com sorte, será tão incrível quanto o anterior. Mal podemos esperar.

2. Indivisible

Dado os trabalhos anteriores da Lab Zero Games em ótimos jogos, como o excelente game de luta Skullgirls, é seguro dizer que estamos especialmente empolgados pelo estilo de arte de Indivisible. O que mais parece uma pintura de aquarela que toma vida, e financiado via IndieGoGo, em dezembro de 2015, esse é um jogo que está em desenvolvimento já há algum longo, longo tempo. Um RPG de ação que inclui elementos de plataforma, e mesmo quando jogamos uma demo anos atrás, ele tinha um combate apertado, e dado que ele foi escolhido pela publicadora distribuidora 505 Games, claramente não estamos sós ao ver potencial nele. Atualmente agendado para o outono de 2018 no hemisfério norte (nossa primavera), aparenta que esse definitivamente está perto de ver a luz do dia em nosso PC, Xbox One, PS4 e Switch em breve.

3. The Last Night

Título genérico de lado, o jogo de estréia da Odd Tales pegou nossa atenção graças a sua exibição durante a apresentação na conferência de imprensa da Microsoft na E3 2017. Com um visual que chamaria a atenção de qualquer um, The Last Night tem um assunto que certamente soa atual: o protagonista, Charlie, é um cidadão de classe média em um mundo onde os computadores assumiram o trabalho servil e deixaram as pessoas redundantes.
Claro, talvez a narrativa não está em busca de algo totalmente inovador, porém é certamente impactante. Os impressionantes visuais fazem o papel de apresentador de um mundo steampunk, que claramente funde arte pixelada com efeitos de luz e uma direção de arte de tirar o fôlego. É um jogo de plataforma cinemático que chegará para o Xbox One e PC em 2018, e esse é um jogo que tem o prêmio de “melhor estilo” impresso nele. Melhor ainda, se quiser experimentar sua extravagante versão Game Jam, onde tudo começou - desenvolvida em apenas seis horas -, teste-a em itch.io agora mesmo.

4. Wytchwood

Se nada mais, o sucesso de Stardew Valley pavimentou o caminho para outros desenvolvedores colocarem seus pés na água do gênero de criação. Os desenvoledordes da AlienTrap esquematizaram os estilos retrô que tantos indie devs se inclinam hoje em dia, e estão criando uma aventura que lembra um livro de histórias com aparência mágica, em Wytchwood. Teremos quebra-cabeças, magias, muitos personagens e, aparentemente, mais de uma história que muitos colegas de gênero apenas tentam alcançar. Mais lembra um mundo glorioso onde podemos nos perder, que chega em algum momento do ano que vem para PC.

5. Ooblets

O que aconteceria se alguém fizesse um jogo que tem partes iguais de Stardew Valley e Pokémon? Você venderia um parente próximo para poder jogar isso, certo? Bem, diga adeus à pessoa amada, pois esse é o espírito por trás de Ooblets, um game desenvolvido por Rebecca Cordingley e Ben Wasser. Sim, apenas duas pessoas. Não é o suficiente para você ficar na hype? Bem, os desenvolvedores também se inspiraram em Animal Crossing e Harvest Moon. Já está soando o simulador de vida adorável e perfeito? Os Ooblets são criaturas que você captura e usa para batalhar, enquanto você também pode decorar sua casa e fazer amigos. Ele também é bastante charmoso e, ao menos dessa vez, não é um jogo indie que está vindo “apenas para PC”, já que esse aqui também está a caminho do Xbox One.

6. Skelattack

Nós somos loucos por um bom jogo de plataforma com pulo duplo, especialmente quando eles mais lembram um desenho animado de domingo. Desenvolvido por David Stanley, esse será um dos primeiros jogos a sair ano que vem, quando ele chegar ao PC dia 19 de janeiro.
Por que esse se destaca, você pergunta? Bem, ao invés de ser um simples hack & slasher, Skelattack tem combate variável para apimentar as coisas. Onde um inimigo pode cair após três pancadas, da próxima vez será necessário mais ou menos delas para se livrar dele. Parece que Stanley utilizou jogadas de dados aleatórias para que você nunca fique entediado, e isso soou bem empolgante para nós. Adicione uma história em um estilo de jogo que frequentemente ignora a narrativa e mal podemos esperar para descobrir onde as aventuras de Skelly e seu morcego amigo Imper vão nos levar. Além disso, aparenta ser bem bonito.

7. No Heroes Here

O brasileiríssimo No Heroes Here, da Mad Mimic, já está disponível para PC na Steam, é bem verdade, mas só sairá para consoles em 2018. Nesse co-op local para quatro pessoas, que chama atenção em todos os eventos por onde passa - premiado em eventos como Tokyo Game Show, BGS 2017 e a caminho da PlayStation Experience -, coordenação será tudo.
O jogo remete a um frenético simulador de defesa de castelo onde todos, ao mesmo tempo, precisam se coordenar, gerir recursos e realizar bastante trabalho de equipe para sobreviver. Em um mundo onde os heróis foram extintos, cabem a vocês, não-heróis, enfrentar as mais de 50 fases e seus diferentes desafios.
Será necessário manipular matéria-prima, para assim conseguir munição e itens e finalmente defender seu castelo dos diferentes tipos de inimigos. Além da saudosista arte em 8-bits, você certamente dará atenção aos disparos de bolas de canhão, potes de mel, galinhas enlouquecidas, entre outras surpresas.

8. Bloodstained: Ritual of the Night

A Konami aparenta estar menos interessada em Castlevania, a não ser que o Netflix já esteja pagando as contas esses dias, então faz sentido que Koji Igarashi, um dos homens que fizeram a série tão popular, retorne com um jogo próprio do gênero. Como um dos últimos jogos milionariamente financiados no Kickstarter, espera-se que ele seja um dos grandes para um Kickstarted, apesar dos fãs terem sido abandonados por outros como Mighty No. 9, e parte disso devido ao egocentrismo da persona excêntrica de Igarashi. De fato, era uma vez um tempo onde ele era conhecido por surgir em convenções com um chapéu de cowboy ao sacar um chicote, como se fosse um Simon Belmont de Castlevania da vida real. Para evidências futuras, apenas assista o vídeo acima, onde Igarashi lança a ideai desse jogo em maio de 2015. Esse homem está falando sério: ele quer que esse jogo domine.
E não esperamos um nível NieR: Automata de loucura nesse aqui, porém mesmo um bom jogo Castlevania com outro nome já valeria a espera. A 505 Games pegou esse aqui, assim como eles fizeram com Indivisible, e ele chega para os principais consoles em março de 2018. Fica nossa esperança que o mestre ainda tenha o que é necessário e que ele e seu time entreguem um sucessor espiritual que todos nós possamos amar, como o que crescemos jogando.

9. Frostpunk

Desenvolvido e distribuido pela 11 bit studios, o novo trabalho dos mesmos criadores do belíssimo This War of Mine colocará a esperança da humanidade em suas mãos. Inicialmente previsto apenas para PC, Frostpunk é um ode à sobrevivência, onde o gelo chegou e, como não podemos mais contar com a eletricidade - que é totalmente falha agora -, será necessário sobreviver através da tecnologia movida a vapor.
Nessa desconstrução de 'jogo de gerenciamento de cidades', você precisará tomar decisões para que seu povo possa sobreviver e manter a esperança. Aqui, o peso de suas escolhas ecoará por gerações, uma vez que até as leis serão ditadas por você.
Tela de Frostpunk
Você aceitaria trabalhar por 24 horas?
De questões simples, como qual material colher primeiro, até se crianças poderão (ou deverão) trabalhar por 'uma causa maior' mostrarão o peso de suas escolhas e colocarão na balança seu senso estratégico versus sua moralidade. Já falamos que o trabalho da 11 bit studios está novamente lindo? Frostpunk, anteriormente previsto para o final de 2017, foi adiado para algum momento em 2018.

10. Distortions

Distortions é mais um exemplo da bela escola brasileira de desenvolvedores, que chama cada vez mais atenção do mundo inteiro. O título da Among Giants é uma jornada conduzida pela música, magia e memórias em busca de um novo significado. No título, uma jovem mulher precisará utilizar seus dons musicais para encontrar seu caminho para casa, enquanto está perdida em um mundo onde memórias vagam livremente, como ecos fantasmagóricos. Tanto que será necessário fazer as pazes com seu passado e lidar com manifestações físicas de dias esquecidos.
"Desde o início, queríamos fazer um jogo que usasse a música como o tecido conectivo entre a narrativa, o ambiente e a linguagem", disse Thiago Girello, CEO da Among Giants. "Antes mesmo do desenvolvimento começar, nós pesquisamos todos os tipos de música que teríamos em Distortions, que tipo de ‘vibe’ elas trariam e que histórias irão contar. Após isso, tudo seguiu naturalmente!"
Não é à toa que a obra foi eleita como melhor game indie em todos os festivais nacionais que participou, como o BIG Festival e BGS de 2017. Distortions chega no início de 2018 para PC.
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