Surfe

Manual do proprietário: 1, 2, 3 ou 4 quilhas?

A diferença entre singles, twins, thusters e quads.
Escrito por Derek Rielly
3 min de leituraPublished on
Jordy

Jordy

© Kolesky/Nikon/Red Bull Content Pool

Desde que Simon Anderson, surfista e shaper australiano, venceu três etapas seguidas do mundial em 1981, o mundo se rendeu as triquilhas. Décadas de hegemonia se passaram até que um tal de Kelly Slater resolveu quebrar esse paradigma. E ele foi além, levou seus pares de quilha para ondas de consequência, como Pipe, Fiji e Teahupoo. Graças ao 11 vezes campeão mundial, as quadriquilhas se firmaram como um opção indispensável no quiver de qualquer profissional, inclusive os do Big Wave World Tour.

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Mas e você, meu caro amigo, saberia dizer para que servem, exatamente, cada uma dessas opções? Abaixo, seguem algumas dicas para ajuda-lo.
Singles: A maioria das monoquilhas são usadas em pranchas relacionadas a década de 70, o que significa uma generosa rabeta pin com um bico volumoso para facilitar a remada. Vale a pena experimentar a entrada na onda que elas proporcionam e usa-las para aprimorar sua linha na cavada. Mas fique sabendo que perderá significativa velocidade e agilidade na troca de borda.
Twins: Assim como as mono, as biquilhas também estão relacionadas com pranchas mais antigas. Elas nasceram com rabetas largas e outlines praticamente retos. O que isso resulta? Você provavelmente irá tão rápido como nunca, mas perderá aderência nas curvas. Em ondas pequenas e buraco, se sentirá como o mais veloz surfista da sua rua. Porém, em ondas que precisam de mais habilidade da prancha para retomar velocidade, você perderá projeção entre uma sessão e outra.
Three fins: As thrusters (triquilhas) oferecem quase a mesma precisão nas cavadas das mono, com a velocidade das biquilhas. Na realidade, elas são mais soltas que as mono, e mais lentas que as biquilhas, mesmo assim, podem ser consideradas um meio termo entre ambas. Uma vantagem das thrusters é que a grande maioria dos shapers tem nelas a sua especialidade. Caso você queira surfar a parte mais critica da onda da forma mais vertical possível, use uma triquilha.
Quads: As quadriquilhas são a configuração preferida de Kelly Slater (e minhas também, preciso admitir). Se as thrusters são o meio termo entre as mono e biquilhas, as quadri preenchem o espaço entre as thrusters e qualquer outra coisa que se possa imaginar. Elas tem ótima aderência, não tanto como as triquilhas, porém muita aceleração. Nas ondas grandes, a ausência de uma quilha central proporciona menos cavitação, ou seja, diminui a desestabilização gerada pela enorme quantidade de energia que flui entre as quilhas.
E você, o que acha de monos, twins, thruster e quads? Quer saber o que Jordy Smith pensa a respeito e quais opções ele adota em diferentes situações? Clique aqui e descubra.