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Rali Dakar: guia para iniciantes

Cinco pontos que ajudam a explicar o tamanho da mais badalada competição de rali off-road
Escrito por Gabriel Curty
3 min de leituraPublished on
Stephane Peterhansel e Jean-Paul Cottret no Rali Dakar 2018
© Eric Vargiolu / DPPI / Red Bull Content Pool
O Rali Dakar é uma das maiores competições esportivas do mundo. Poucas coisas no esporte a motor têm tanto prestígio quanto esta disputa de tiro curto que transforma, anualmente, pilotos em lendas. Nas competições off-road, equivale a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis. Ou 24 Horas de Le Mans. Nas próximas linhas, mergulhe em um guia que explica o que faz desta prova tão especial.
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A história

O Dakar é a grande competição mundial de rali off-road. São décadas de história, passando por diversas sedes, países e tipos de piso. É também o campeonato que tradicionalmente abre o ano do esporte a motor mundial. Mesclando desafios no terreno com perícia para a navegação, velocidade e estratégia, o Dakar raramente premia só o mais rápido, mas quem é mais regular nas duas semanas de disputa.
O Dakar nasceu em 1979, quando o francês Thierry Sabine achou uma boa ideia cruzar a Europa rumo a Dacar, a capital de Senegal. De fato, a ideia era brilhante. O trajeto tinha de tudo, cruzava continentes. Em 2009, porém, mudou-se para a América do Sul, por falta de segurança na Mauritânia, trecho do trajeto original. Argentina, Bolívia, Chile e Peru foram palcos de aventuras pela Cordilheira dos Andes e o Deserto do Atacama. Em 2020, o Dakar mudou de deserto, migrando para a Arábia Saudita.
Trecho do Rali Dakar de 2015 entre Iquique, no Chile, e Uyuni, na Bolívia

Trecho do Rali Dakar de 2015 entre Iquique, no Chile, e Uyuni, na Bolívia

© Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool

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Categorias

São seis categorias em disputa. As três mais clássicas e de maior prestígio são carros, motos e caminhões. Os quadriciclos é a que mais cresce, aumentando cada vez mais o número de competidores. Há ainda os SSVs e a categoria clássicos, que é um rali de regularidade com sistema próprio de pontuação, trajeto diferente e veículos todos pré-2000, um tipo bem diferente de competição.
Quadriciclos têm ganhado destaque nos últimos anos

Quadriciclos têm ganhado destaque nos últimos anos

© Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool

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Lendas

Stéphane Peterhansel é sinônimo de lenda no Dakar. O francês é recordista de vitórias nas motos, com seis, e também o que mais venceu nos carros, oito vezes. Os também franceses Cyril Neveu e Cyril Despres, além do espanhol Marc Coma, venceram cinco vezes o Dakar nas motos.
Nos carros, além de Peterhansel, outros que se destacam são o finlandês Ari Vatanen e o catari Nasser Al-Attiyah, que levaram quatro edições cada. Entre os quadriciclos, os recordistas são o argentino Marcos Patronelli e o chileno Ignacio Casale, com três títulos. Nos caminhões, destaque absoluto para o russo Vladimir Chagin (sete) e o tcheco Karel Loprais (seis).
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O trajeto atual

Com o caminho todo feito na Arábia Saudita, o terreno não varia muito nos 14 dias – ou 15, contando o prólogo – de competição. A ação começa em Al-'Ula, dia 2 de janeiro, após estágios no acampamento inicial, e vai até Dammam, dia 15 do mesmo mês. Asfalto, poeira, areia e pedras marcam o percurso dos pilotos em terreno saudita.
É corrida no meio do deserto que você quer? 🏍🏜️

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© Eric Vargiolu / DPPI / Red Bull Content Pool

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Os brasileiros na história

O Brasil tem participações nos carros e nas motos, mas ainda busca o primeiro pódio nas duas categorias. Nos caminhões, André Azevedo foi vice-campeão em 2003 e terceiro em 1999, em tripulação que também tinha a jornalista Leilane Neubarth. O país brilha intensamente nos SSVs, com três vitórias: Leandro Torres e Lourival Roldan, em 2017, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin, em 2018, e Gugelmin também em 2022, ao lado do americano Austin Jones.
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