Já está tudo pronto pra Final Nacional do Red Bull FrancaMente. No dia 18 de julho, 16 rappers de todo o Brasil vão disputar o título de melhor MC do País, com transmissão ao vivo pelo TikTok (@redbullbr) às 16h40 e pelo YouTube (RedBullFrancamente) às 17h. A rima vai rolar solta!
Agora que tal conhecer um pouco da história de cada finalista? Enquanto a disputa final não chega, aproveite para rever abaixo as batalhas da Seletiva Nacional, de onde saiu a galera que está na Final Nacional. Foram escolhidos pelo trio de jurados formado por Max B.O., Clara Lima e Slim.
01
WinniT
Segue aí:@oficialwinnit
Vencedor da primeira edição do Red Bull FrancaMente, WinniT é o único MC que já chegou para a disputa deste ano com vaga garantida na Final Nacional. "A vitória trouxe pra minha carreira uma multiplicidade cultural que eu não posso nem descrever", diz. Hoje, o paulista possui uma carreira promissora na música (seu álbum de estreia, "Prismático", saiu este ano) e já é reconhecido como um dos principais nomes da cena de rap freestyle nacional.
O segredo de uma rima perfeita é a verdade e a vontade: a verdade que você passa e a vontade com que você expressa.
02
Alexandre Bane
Segue aí:@alexandre_bane
O encontro de Alexandre Bane com o rap aconteceu em um momento difícil de sua vida. "Pai assassinado, morando na rua... Digamos que o rap foi a minha válvula de escape para eu não enlouquecer", conta. Aos 14 anos de idade, foi nas palavras de fortalecimento das rimas que o paulista encontrou estímulo para continuar. Hoje, com 44 anos, ele orgulha-se de seguir na carreira e servir de inspiração para jovens MCs.
Por mais que o sistema me olhe como pobre, preto, marginal, ex-morador de rua, ex-usuário de drogas, tento mostrar que o rap me resgatou e vai continuar me resgatando.
03
Bl4ck
Segue aí:@bl4ckoficial
Foi nas periferias de Salvador que Bl4ck teve seu primeiro contato com o rap. "Conheci a rima aos nove anos, através do repente e da embolada, e aos 11 anos, meu irmão me mostrou uma batalha do Emicida e eu fiquei impactado com a arte", lembra. Sete anos depois, o MC coleciona vitórias e segue com o objetivo de sempre trazer energia positiva para os lugares com sua rima, animando a galera sem esquecer de deixar ali uma reflexão.
A gente precisa sensibilizar, é todo mundo muito frio, todo mundo muito rude, então pretendo impactar dessa forma, trazendo o amor.
04
Dias
Segue aí:@gdiasmc
O mineiro Dias conheceu o rap em 2015 e a identificação foi imediata. "Sempre tive o costume de treinar muito e com isso acabei ficando viciado em rimar, de forma que rimas simplesmente vêm à minha mente", revela. Sua dedicação o levou a realizar sonhos, como quando foi à praia pela primeira vez, em 2018, graças a uma batalha da qual participou no Rio de Janeiro. Desde então, é na rima que ele encontra a base para continuar realizando novas conquistas.
Pretendo impactar mostrando que todos podem alcançar objetivos se mantiverem o foco, não medirem esforços e acreditarem em suas capacidades.
05
Fampa
Segue aí: @fampamc
"Minha arte é sempre em terceira pessoa, transmito o máximo de sentimento em cada linha, ocasionado sorrisos, lágrimas e epifanias." E tem sido assim desde que o carioca Fampa ouviu pela primeira vez as palavras de Gabriel, o Pensador. Depois disso, seu desejo de emanar boas energias para as pessoas só tem crescido, tanto que o MC está estudando espanhol para que suas rimas cheguem a cada vez mais pessoas e, quem sabe, conquistem o mundo.
Nunca sei como vou terminar [uma rima], porém, a partir do momento que começo, as palavras vão vindo, fluindo e dançando em minha cabeça.
06
Gomes
Segue aí:@gomessmc
A primeira vez que ouviu rap, tocando nos carros e nas caixas de som espalhadas por Brasilia, Gomes nem sabia do que se tratava. "Mas sabia que em cada canto tocava um pouco", lembra. Em 2013 o MC teve contato com as batalhas de rima, começou a tentar aprender a fazer freestyle e, em 2015, batalhou pela primeira vez. Foi graças a esses eventos que ele viajou de avião pela primeira vez e hoje consegue até complementar sua renda com ajuda das rimas.
A melhor parte de entender o tempo de cada artista, e não se comparar, é ficar feliz pelo progresso das pessoas da sua esquina.
07
Kaemynem
Segue aí:@kaemynem
Kaemynem é fã de funk e rap desde sempre. "Quando fui crescendo, o rap me encantou e eu comecei a tentar escrever e soltar uma rimas do nada", conta. O processo foi todo muito natural e hoje as rimas da MC de Brasília são sempre muito elogiadas na cena local. Com a retomada das batalhas após o complicado ano de 2020, ela espera se dedicar ainda mais para elevar ainda mais o nível da cena do freestyle nacional.
Meu plano pro futuro é lançar minhas músicas e projetos e continuar batalhando.
08
Lauro MC
Segue aí: @lauromc41
Único representante curitibano na Final Nacional do Red Bull FrancaMente, Lauro MC faz rimas carregadas de emoção. "A correria impacta pelo exemplo, incentivando pessoas a não desistirem dos seus sonhos e serem produtivos mesmo tendo pouco nas mãos", avalia. Seu primeiro contato com o rap foi na adolescência, com um amigo já falecido, que não teve a chance de ver Lauro se destacar na cena freestyle, mas que serve de incentivo para ele nunca desistir.
Nos próximos anos, espero ter ajudado o freestyle a se tornar uma profissão.
09
Martzinnn
Segue aí:@martzinnn
Foi na casa dos avós que o mineiro Martzinnn conheceu o rap, graças a um tio apaixonado pelo estilo. Não demorou para ele ter contato com as batalhas, e foi amor à primeira vista. "O principal impacto disso foi a obtenção de um propósito de vida e a determinação pra realizar sonhos", diz. Para o MC, o freestyle estende a mão a todos, sem distinções, e por isso, mostrar que o hip-hop pode ser uma alternativa de vida é seu principal objetivo.
Tudo se baseia em sentimentos, ruins ou bons, que estimulam o processo criativo e me abrem um leque de possibilidades.
10
MCharles
Segue aí:@mcharlesoficial
Todos os sábados, MCharles ía a um shopping de Fortaleza ver os MCs que apareciam por lá para cantar funk, rap e, claro, batalhar. Logo ele começou a praticar, para em seguida começar a participar de suas primeiras batalhas. O esforço compensou e, em 2019, MCharles foi o vencedor do Duelo de MCs Nacional, um dos mais importantes torneios do Brasil. "Espero salvar muitas pessoas, assim como Deus, primeiramente, o freestyle o rap me salvaram", diz.
O MC representa seu próprio sonho por meio desta cultura, pois ela vive a cada esquina e praça, a cada rima e batalha.
11
MC FTZ
Segue aí:@daniel_ftz085
Fã de Racionais MC's e Facção Central, MC FTZ começou a batalhar ainda adolescente. "Foi importante pra mim porque depois das batalhas as pessoas começaram a me olhar com outros olhos, e hoje o maior impacto é saber que algo que me salvou agora está salvando outras pessoas", conta. Em 2018, ele foi campeão da Liga Cearense de MC's, o que o fez acreditar ainda mais em seu potencial e perceber que pode realizar todos os seus sonhos.
Gosto de passar para as pessoas tudo aquilo que já aprendi e que me fez uma pessoa melhor, pra ajudar quem está em situações que um dia eu já estive.
12
MC Tonhão
Segue aí:@tonhaomc
MC Tonhão sempre ouvia rap pelas ruas de Fortaleza, mas a primeira vez que ele soube o que era aquilo foi quando o pai, que vendia DVDs na cidade, trouxe um do Gabriel, o Pensador pra casa. "Meu pai era muito fã, tanto que meu nome é Anthony Gabriel", conta. Daí para as batalhas foi um passo, e foi nelas que o MC se sentiu pertencente a um lugar pela primeira vez. O sentimento foi tão bom que ele nunca mais parou de rimar – e vencer batalhas.
Busco trazer o que há de melhor nas pessoas, seja falando de algo que gosto ou só com sorriso: a pessoa voltar pra casa mais feliz já muda tudo.
13
MC Yoga
Segue aí:@yogamc_
O gosto de MC Yoga pelo rap vem desde muito cedo. Ele tinha apenas 4 anos e já pedia toda hora para o tio colocar "Soldado do Morro", do MV Bill, pra tocar. "Em 2015, quando eu tinha 14 anos, conheci as batalhas de rima por meio de um colega e foi uma mudança muito maneira na minha vida", lembra. Desde então, já são seis anos batalhando e o MC baiano espera que, com o passar dos anos, sua arte chega a cada vez mais pessoas.
Já recebi mensagens de pessoas com depressão falando que viam minhas batalhas e se sentiam bem melhor, espero que nos próximos anos eu consiga ajudar mais e mais e inspirar mais pessoas por aí.
14
Motta MC
Segue aí:@mottamc_
Bem que Motta MC tentou conquistar as paixões do primário com suas composições, mas na hora da cantoria era sempre um desastre. Então ele conheceu o rap e viu que poderia produzir sem necessariamente cantar. "Conheci Kamau, Projota e Emicida, vi que conseguia rimar como eles e então ficava os imitando na escola". recorda. Nas batalhas, o paulista faz questão de não falar palavrão, sempre lutando para quebrar estereótipos.
Nos duelos, mostro que vocë pode até usar erros como vantagens, como o fato de eu ser gordo e enfrentar o preconceito nas batalhas.
15
PHL MC
Segue aí: @phl_mc
Aos 12 anos, o que PHL MC curtia de verdade era pagode e funk, mas por insistência dos amigos, deu o braço a torcer e acabou se rendendo ao rap. "Me apaixonei pela arte do improviso e por todas as lições de vida que pode se tirar desse debate ideológico que são as batalhas de freestyle", diz. Sua rotina de trabalho o impede de se dedicar 100% ao rap, mas com dedicação máxima a tudo que faz, o carioca está se fazendo notar dentro da cena.
O rap salvou a minha vida: me ensinou a ter disciplina e que é necessário ajudar sua família e ser presente dentro de casa.
16
Ruto MC
Segue aí:@narutx.mc
Ruto MC teve a sorte de ter um irmão que curtia rap e desde criança sempre teve contato com o gênero. No ensino médio, começou a participar das primeiras batalhas de rima e não parou mais. "Hoje em dia o rap é presente na minha vida como escovar os dentes, andar de bicicleta...", diz. Agora, o baiano busca continuar evoluindo, sempre atrás de novos conhecimentos e experiências para poder realizar o sonho ser conhecido por sua arte.
Eu não tinha tanta confiança no meu processo de criatividade, mas minha evolução como MC de batalha me mostrou que posso chegar em algum lugar fazendo o que amo.
Red Bull FrancaMente
O Red Bull FrancaMente é uma competição que promove grandes batalhas entre talentos do hip-hop do Brasil todo. 🎤 As inscrições estão encerradas, mas você pode testar suas habilidades com outros MCs no app do evento, disponível para Android e iOS e saber tudo sobre o torneio no canal oficial no YouTube.
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