Número de camisa não altera o placar, mas com certeza rende boas histórias. Em alguns casos a questão é levada tão a sério por clubes e jogadores que a escolha das "dorsais" passam por aspectos extra-campo, como superstição e até provocação a rivais.
A seguir você confere dez numerações inusitadas e fora de ordem, mas que de alguma maneira foram consagradas pelos seus donos.
Zidane #5
Maior craque francês dos anos 90 e 2000, Zidane sempre foi camisa 10 na seleção de seu país e na Juventus. Mas foi chegar ao Real Madrid, em 2001, que as coisas mudaram. Com Figo já vestindo a 10, restou a Zidane a improvável 5. E "Zizou" não fez bico com a nova numeração. Ganhou tudo o que podia e jogou o fino pelo Real até a sua aposentadoria, em 2006.
Mihajlovic #11
Para muitos Mihajlovic foi um dos maiores cobradores de falta da história. Canhoto, tinha uma técnica acima da média para um jogador de defesa. Muitas vezes era escalado como meia, tamanha a sua precisão no passe. A primeira aparição de Mihajlovic com a 11 se deu na Euro de 1992, quando defendeu a extinta Iugoslávia. Depois disso ele adotou a numeração por onde passou.
Jongbloed #8
Goleiro da Holanda na década de 70, Jongbloed é muito provavelmente o precursor dessa onda de números diferentões. Em 1974, ele escolheu a camisa de número 8 para disputar o Mundial da Alemanha.
Ardiles #1
Nos Mundiais de 1978 e 1982, a Argentina distribuiu os números de camisa de acordo com a ordem alfabética do plantel de atletas. Por conta disso, Ardiles, meia de estilo refinado, ficou com a 1 no Mundial do México. Quatro anos antes, no Mundial da Argentina, o "Magro" foi campeão vestindo a 2.
Gallas #10
A camisa 10 que já vestiu Pelé, Maradona, Ronaldinho Gaúcho e Messi também já vestiu Gallas. Sim, o ex-zagueiro francês aproveitou que o número estava vaga em seu tempo de Arsenal e chamou a responsabilidade.
Kolarov #11
Tudo leva a crer que Kolarov inspirou-se no compatriota Mihajlovic para escolher o seu número de camisa. O lateral esquerdo, famoso pelo chute forte e pela habilidade na bola parada, assumiu a 11 há alguns anos.
Zerouali #0
Aqui temos uma escolha bem sugestiva. Em referência ao seu próprio nome, Zerouali optou por usar a camisa... ZERO. Assim foi em grande parte da sua carreira, exceção feita à seleção marroquina, já que a FIFA não permite o número zero em amistosos e competições oficiais.
Dempsey #2
Dempsey nunca atuou de lateral-direito, mas o número 2 é emblemático na sua carreira, pois foi com ele que o meia norte-americano deu seus primeiros passos no futebol ainda na faculdade.
Diego Souza #87
Principal contratação do Sport em 2016, Diego Souza surpreendeu a todos ao pedir o número 87. Mas a escolha não teve nada de involuntária. O número é alusivo ao Brasileirão de 1987, vencido pelo Sport - chancela dada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) - mas que o Flamengo também pleiteia.
Zamorano #1+8
Zamorano fazia seus golzinhos com a camisa 9 da Inter de Milão quando Ronaldo chegou ao Giuseppe Meazza em 1997. Num primeiro momento, o chileno negou a cessão do número ao "Fenômeno", que ficou com a 10. Mas isso durou pouco tempo. Em 1998, Ronaldo assumiu a 9 e Zamorano, insatisfeito com a mudança, inovou, estampando a camisa 18 com um sinal de "+" entre os dois algarismos.