Breno, lutador brasileiro no EVO 2013, a direita
© Jefferson Kayo
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Qual é o melhor controle para jogos de luta? O seu

No EVO 2014, Louffy e seu gamepad de PlayStation provaram que habilidade conta mais que o controle.
Escrito por Jefferson Kayo
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Os jogos de luta estão na moda. Pelo menos nessa semana. E um assunto quase inerente ao gênero diz respeito ao uso dos tais arcade sticks, aqueles controles de fliperama inspirados em artefatos barrocos que um dia infestavam locadoras, bares e casas especializadas, mas que não fazem parte da infância da maioria dos novos fãs da boa e velha lutinha.

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É sempre a mesma ladainha, e piora em época de Evolution: "Lá vem o apelão com aquele controle gigante dele!", "Só é bom por causa desse controle aí, aff". Controles arcades tem mesmo essa habilidade secreta para despertar o Sétimo Sentido no jogador que o utilizar? Preciso dele para ficar bom de verdade?
Não, não precisa.
EVO 2013

EVO 2013

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Por alguma razão, existe essa lenda urbana que prega o uso do arcade stick para se tornar um bom jogador da pancadaria virtual. Isto, caros, é uma grande falácia. Facilita a vida do cara utilizar aquele controle retrógrado, sem vibração, sem botões sensíveis à pressão e com apenas uma alavanca no lugar das três (ou mais) de um gamepad convencional? Depende de você.
A questão do controle arcade, se devemos usá-lo ou não, é uma escolha pessoal do jogador e de mais ninguém. É muito mais um lance de conforto do que de facilidade. Não é como se estivéssemos falando de simuladores de corridas, em que o volante é um item imprescindível para alcançar o realismo proposto pelo software. O arcade stick serve apenas como uma ferramenta nostálgica.
EVO 2013

EVO 2013

© Jefferson Kayo

Claro que é maneiro querer aprender a utilizar o controlão de arcade. É muito louco sim, mas não deveria ser preciso parecer um sacrifício esse aprendizado. Provavelmente o cara que usa esse tipo de controle cresceu nos fliperamas, e por isso, não soube se adaptar ao gamepad padrão dos consoles.
Ao mesmo tempo, é muito bom ver essa onda fresquinha de jogadores mais novos que não pegaram o fliperama para aperfeiçoarem suas técnicas, mas ficaram em casa e experimentaram a empolgação dos jogos de luta diretamente nos consoles, que a cada ano entregavam experiências mais próximas dos sonhados (pra época) arcades. Hoje os jogos não têm praticamente nenhuma diferença entre si, e a tendência é encontrarmos jogadores de controles de console nos torneios pelo mundo.
EVO 2013

EVO 2013

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Mas ei, se quer mesmo assim entrar nesse mundo oldschool dos fliperamas, aqui vão algumas dicas para escolher o melhor controle arcade do mercado.

Peças japonesas

Curto e grosso: os japoneses fazem melhor. As peças da montadora de arcades Sanwa Denshi são as mais conceituadas no mercado dos fliperamas do mundo. São precisas, sensíveis e fazem aquele barulhinho delicioso (existe uma linha silenciosa também, caso prefira), tanto nos botões quanto na alavanca. A questão é, se você nunca brincou com um Eletromatic ou qualquer alavanca de fabricação nacional, nunca vai saber como essas peças são boas. Mas acredite, elas são boas, e são as principais culpadas pelo alto preço desses sticks, que variam entre US$ 80 a US$ 300 em determinados casos.
Existem outras fabricantes de peças, é claro. Mas no geral, tanto Razer, Madcatz, Hori e outras marcas menores utilizam peças da Sanwa Denshi. Mas o que muda então? Questões estéticas, facilidade para modificações (transformação, tuning) e preço.
EVO 2013

EVO 2013

© Jefferson Kayo

Tamanho e peso

No geral, os arcade sticks são enormes porque precisam de uma base de sustentação. Não é legal quando o controle começa a sambar no seu colo durante um Shoryuken, por exemplo. Por isso que os sticks têm aquele tamanho absurdo, para que seu braço possa ficar apoiado confortavelmente na capa de acrílico. O peso também influencia em todo esse lance de estabilidade, por isso alguns chegavam a pesar até 5 kg (como os primeiros T.E. da Madcatz). Hoje tem como encontrar sticks bem mais leves e com a mesma ergonomia dos antigos.

Peças sobressalentes

É raro, mas pode acontecer de algum botão ou direção da alavanca deixar de funcionar dentro do seu arcade stick. Não precisa jogar tudo fora, basta correr atrás da peça em questão e, em poucos minutos, substituí-la sem maiores problemas. Não é preciso ser um gênio da eletrônica ou ter ferro de solda em casa. A maioria das peças são encaixadas com conectores próprios, que podem ser adquiridos em muitas lojas via internet.
Controle customizado do jogador Chris G

Controle customizado do jogador Chris G

© Jefferson Kayo

Compatibilidade entre consoles

Infelizmente, os arcade sticks não são multiplataformas. Existem formas de conversão que exigem um pouco mais de habilidade de instalação para a troca de placas dentro do controle (com inúmeros tutoriais na internet), que no geral são seguras e 100% funcionais. Os sticks costumam funcionar para uma plataforma específica e nos PCs. Um problema relacionado ao USB utilizado no primeiro modelo Tournament Edition inspirado em Street Fighter IV da Madcatz, que exige compatibilidade com um único (e meio raro) tipo de entrada USB. No entanto, esse controle já está fora de linha há um tempo, e os atuais não sofrem desse mal.
Conectar um controle arcade no PC é super simples: geralmente é só conectar e sair jogando.