Bernie Ecclestone costuma dizer que não vale a pena conversar com qualquer pessoa que não fale inglês. Caramba, ele não poderia ser mais grosseiro!
Mas o que parece um exagero típico de Bernie, principal nome na hierarquia da Fórmula 1, é a mais pura sinceridade.
No topo do esporte a motor, quem não domina esse idioma está condenado.
É nele que os pilotos falam pelo rádio, trocam informações com os engenheiros, atendem a imprensa, se livram ou se defendem de punições, negociam contratos, triunfam ou afundam. Mesmo nas equipes italianas, caso da Ferrari e da Toro Rosso.
Só que às vezes os caras vão muito além das aulinhas de inglês. Abaixo, apresentamos cinco sujeitos que têm emprego garantido aqui fora se a vida ficar difícil na Fórmula 1.
Nico Rosberg
Nico fala cinco línguas: alemão, inglês, italiano, francês e espanhol. Ok, vamos dar um desconto porque aqui trata-se de um privilegiado. Menino rico, filho de uma estrela do esporte, Nico cresceu em Mônaco e não na sua quebrada.
Foi o que permitiu que ele tivesse contato com todos esses idiomas ainda no período escolar.
Para se ter uma ideia do quanto vale falar essas línguas, Nico seria capaz de se comunicar com quase um bilhão de pessoas na Terra, se precisasse. A curiosidade é que, apesar de arriscar algumas palavras, Nico nunca aprendeu o finlandês, língua do pai, Keke Rosberg.
Fernando Alonso
Espanhol, ele também se comunica perfeitamente em inglês, francês (vídeo acima) e italiano. O mais impressionante em Alonso é que ele consegue repetir o mesmo discurso nas quatro línguas, mudando muito pouco ou quase nada.
Daniil Kvyat
Felipe Massa
O sotaque é brabo, mas Felipe fala legal em inglês e italiano, totalizando três idiomas no currículo. Justiça seja feita: são as três línguas que seu xará, Felipe Nasr, também domina.
Max Verstappen
Apesar da pouca idade, Max Verstappen se vira muito bem quando tem de mudar do alemão para o inglês, nas entrevistas do grid de largada. Faz isso com a facilidade de quem troca de boné. Obviamente, ele também fala holandês.
E o português? Bem, tirando os brasileiros, ninguém é fluente. Mas créditos para o mexicano Sergio Pérez, que já deu entrevistas no idioma aqui no Brasil.
Porém, ele peca pela falta de prática. Sergio aprendeu a língua meio na raça com um amigo português. Mas raramente tem a chance de usar.
Na verdade, como os pilotos de Fórmula 1 viajam o mundo inteiro, lidando com pessoas de diferentes nacionalidades, quase todos eles arranham um pouquinho de tudo, suficiente para não morrer de fome.
Mas é claro que já vimos casos bizarros, inclusive piloto que não falava inglês. Era o caso do japonês Yuji Ide, talvez a maior forçação de barra da história da Honda na Fórmula 1. Por pressão da montadora, ele disputou quatro corridas na minúscula Super Aguri em 2006.
O resultado foi desastroso. Ide não conseguia se comunicar com o engenheiro pelo rádio e as mensagens dele tinham de ser traduzidas pelo chefe de equipe, Aguri Suzuki, no meio da corrida.
Mas convenhamos: esse era o menor dos problemas de Yuji Ide.
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