Marguerite, a matriarca, é muito assustadora
© Capcom
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Resident Evil 7 é o jogo de terror que precisamos

Encontros sinistros, mistérios e quebra-cabeças revitalizam o terror da série
Escrito por Priscila Ganiko
3 min de leituraPublished on
Resident Evil 7: biohazard é o mais novo e horripilante game na aclamada série de terror da Capcom. A proposta de trazer a tensão do primeiro jogo de volta causou as mais variadas reações entre os fãs da série, alguns incrédulos com a mudança de direcionamento - e de ponto de vista, saindo da terceira pessoa e apostando em jogabilidade first-person - e outros empolgados com as possibilidades que isso traria.
O lançamento do RE7 chega para revitalizar não apenas a franquia, mas também todo o estilo de jogos de terror atuais. Depois de ver a série enveredar para o lado da ação e tiroteios, o gênero em si sofreu algumas mudanças e os títulos aterrorizantes de maior sucesso eram mais focados em fugir do que combater as ameaças, como em Amnesia e Outlast. Até mesmo Five Nights at Freddy’s, um jogo que envolve muito mais jumpscares do que terror puro, fez um sucesso estrondoso. E aí veio o Playable Teaser, mais conhecido como P.T., e trouxe à tona toda aquela necessidade de um jogo de terror que conseguisse unir o que os novos trouxeram de bom com aquilo que já conhecíamos.
Esse jogo é Resident Evil 7.
Marguerite, a matriarca, é muito assustadora

Marguerite, a matriarca, é muito assustadora

© Capcom

A imersão proporcionada pela câmera em primeira pessoa é essencial maximizar o desespero que sentimos ao nos deparar com algumas situações apresentadas. Por mais que seja um jogo e que a gente saiba conscientemente que aquilo não é real, a ambientação e o clima nos sugam para dentro da fazenda dos Bakers, nos fazem acreditar nos personagens e em suas motivações, criam reconhecimento e vínculos emocionais com eles. Nem que esse vínculo seja de ódio e repulsa, dois sentimentos muito presentes durante a jogatina.
Por falar em ambientação, a fazenda mostrou-se um cenário muito propício para tudo o que acontece nela, com as diversas construções sendo muito bem utilizadas para desenvolver a história num ritmo muito bom. Cada casa e cada cômodo conta um pouco sobre o enredo do jogo e atiça sua imaginação, incentivando-o a continuar buscando respostas para os mistérios que envolvem a família Baker que, por si só, já é motivo suficiente para fazer com que você tenha vontade de sair correndo daquele lugar o mais rápido possível.
Lucas é o filho da família Baker

Lucas é o filho da família Baker

© Capcom

As referências aos jogos mais antigos da série estão por toda parte: na hora de salvar o jogo, gerenciar o (minúsculo) inventário, criar itens usando outros itens, lugares apertados. As fitas VHS encontradas durante a jornada mostram fragmentos do passado e, apesar de opcionais, são momentos chave para compreender melhor a história e até mesmo facilitar alguns dos quebra-cabeças que o jogo coloca no seu caminho - recomendamos jogar todas.
Os inimigos são brutais, apesar de serem todos parentes: e não estamos falando dos Bakers. Ainda que a variedade de monstros não seja muito grande, o impacto de cada um no momento em que eles aparecem é bem grande. As lutas contra os chefões são excelentes e memoráveis, e você provavelmente vai lembrar delas quando estiver tentando dormir.
Com uma história convincente e cheia de reviravoltas inesperadas, Resident Evil 7 é um ótimo jeito de começar o ano, mesmo que você não seja lá muito fã de games de terror.