Em 2018, Ricardo Chahini, o Ricardinho, esperou até o último instante para participar da seletiva brasileira do Red Bull Street Style. Com uma lesão no tornozelo, ele corria contra o tempo para tentar uma vaga na final mundial.
Mesmo longe da melhor forma, disputou o torneio nacional e levou o título. No Mundial, que rolou em Varsóvia, na Polônia, ficou com o vice-campeonato. Dois resultados espetaculares para quem mal conseguia executar as manobras preferidas.
Dessa vez a história vai ser diferente, sobretudo porque Ricardinho está livre de lesões e com os treinos em dia. Assim, afiado, é impossível descartar o favoritismo desse paraense.
"Venho treinando bastante e sem lesão. Ano passado eu estava com dificuldades pra andar até dois meses antes da final, e mesmo assim fui bem. Acredito que eu esteja em vantagem em relação aos outros concorrentes porque tenho mais experiência internacional, e isso faz diferença", diz Ricardinho, que não disputa uma competição oficial desde a final mundial do ano passado.
Para 2019, o segredo para o bicampeonato nacional é não inventar demais. Fazer o arroz com feijão deve ser o suficiente para chegar longe. "Quero ganhar fazendo o que já venho fazendo. Não terá nada novo. Espero deixar alguma nova manobra para o mundial."
Mais do Red Bull Street Style
Organizado pela Associação Mundial de Futebol Freestyle (WFFA), o Red Bull Street Style reúne os melhores jogadores de freestyle do mundo para duelos frente a frente num formato muito simples: 3 minutos, dois jogadores - e uma única bola! Para critério de avaliação, será levado em conta grau de dificuldade dos movimentos, originalidade, variação e domínio do "all around", que engloba os quatro estilos do freestyle. O vencedor da seletiva viajará para a final mundial do campeonato, marcada para 15 de novembro, em Miami.
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