O voador Ítalo Ferreira© Buxexa
Surf
Campeão, Ítalo Ferreira começou numa prancha emprestada
Estrela das ondas, brasileiro ainda tem muito pra sonhar e conquistar
Escrito por Maíra Pabst
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Parte desta história

Ítalo Ferreira

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Quem vê Ítalo Ferreira, campeão mundial de surfe, viajando o mundo e vencendo gigantes das águas, mal pode imaginar onde é que tudo isso começou. Pois foi na pequena comunidade de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte. Foi lá que nasceu o menino que se apaixonou pelas ondas, ganhou o mundo e certamente um dia será chamado de lenda. E qual foi esse caminho, quer saber?
Ítalo Ferreira tem asas, sim
Ítalo Ferreira tem asas, sim
O pai do Ítalo era pescador e a mãe trabalhava na pousada onde a família morava. Ele só podia surfar quando os primos emprestavam as pranchas. Com elas, Ítalo começou a desenvolver uma habilidade absurda. E não demorou a chamar a atenção: aos 12 anos, foi descoberto por Luiz “Pinga”, então diretor de marketing de um das principais marcas de surfe do mundo. E começava ali a história de uma grande carreira.
Ítalo logo venceu duas etapas do mundial Pro Júnior em 2011, foi campeão brasileiro e, em 2014, se classificou pra integrar o WCT (World Championship Tour), a elite do circuito. De estilo agressivo em cima da prancha, ele chegou derrubando a porta e em seu ano de estreia no tour, 2015, foi o melhor novato, terminando em um impressionante sétimo lugar.
Ítalo Ferreira aos 17 anos disputando o Red Bull Tube & Air
Ítalo Ferreira aos 17 anos disputando o Red Bull Tube & Air
Sétimo no WCT aos 21 anos? Ok, nada mau. Mas pra Ítalo ainda era pouco. Remou, remou e em 2019 começou o ano com performance impressionante nas ondas da Gold Coast, na Austrália. Ficou com o troféu da etapa e também do Red Bull Airborne, campeonatos de aéros que rolou na sequência. Ali já dava pra sacar que seria difícil parar o cabra naquele ano. Quem observava atentamente já sabia: Ítalo era um futuro campeão mundial.
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Surf · 3 min
Melhores momentos do Red Bull Airborne Gold Coast
Ainda em 2019, venceu a etapa portuguesa, em Peniche, foi finalista em Jeffreys Bay, na África do Sul, e Hossegor, na França, e chegou à final do lendário Pipe Masters contra Gabriel Medina. Quem vencesse, seria campeão mundial. E deu Ítalo, terceiro brasileiro a levar o título, depois do Gabriel e do Adriano de Souza.
E se você acha que essa trajetória já é suficientemente perfeita, se enganou. Ítalo não para. Ele segue viajando, treinando e produzindo conteúdo numa intensidade maluca. É muito energia, muito fôlego e garra pra vencer. E aguardando julho para embarcar para Tóquio, no evento que vai marcar a história do surfe.
Quando não está surfando ondas perfeitas em algum lugar do mundo, está encarando ondas gigantes em Nazaré (isso mesmo, olha aí embaixo). Ou aprimorando o backside nas marolinhas na frente de casa. Não importa, o tamanho da onda, Ítalo está sempre em ação. É uma relação de amor que explica a formação desse campeão.
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