Surfe
Molly Picklum e Yago Dora: surfe tem dois campeões mundiais inéditos
Donos da lycra amarela nas Finais da WSL, em Fiji, surfistas impõem seu estilo arrojado e levam o título inédito
O surfe tem dois novos campeões mundiais: nas incríveis esquerdas de Cloudbreak, em Fiji, Molly Picklum e Yago Dora escreveram seus nomes na história pela primeira vez.
O fenômeno australiano de 22 anos, que se manteve na briga pelo título durante toda a temporada e entrou nas Finais do World Championship Tour com a lycra amarela, mostrou controle emocional e muito talento pra buscar o resultado após perder a primeira bateria pra Caroline Marks.
“Não acredito! Não facilitei as coisas pra mim mesma. Estava muito ansiosa e entusiasmada e tornei as coisas mais difíceis. Mas me concentrei e consegui fazer o que fiz o ano todo”, disse Molly após a vitória.
Yago também tinha vantagem nas Finais, precisando vencer apenas uma bateria pra ser campeão. E fez a lição de casa com perfeição.
O brasileiro pegou as melhores ondas e trabalhou bem suas prioridades contra Griffin Colapinto –que já tinha eliminado Italo Ferreira e Jordy Smith– e levou seu primeiro título.
“É inacreditável! Senti uma energia em Fiji desde que cheguei. Os sinais estavam todos ali. Não importava contra quem eu fosse surfar", afirmou.
Consistência o ano todo
Molly Picklum foi a surfista mais consistente durante todo o tour de 2025. Campeã no Taiti e no Rio de Janeiro, ela só não ficou entre as cinco melhores na etapa de Bells Beach, quando terminou em nono lugar.
A surfista entrou na água em Fiji depois de assistir a Caroline Marks, que terminou a temporada regular em quarto lugar, derrubar uma a uma suas adversárias.
Primeiro, derrotou Bettylou Sakura Johnson, quinta do ranking, por 9,66 a 5,00. Na sequência, despachou Caitlin Simmers (14,60 a 11,33) e Gabriela Bryan (13,67 a 9,47).
Molly precisava apenas vencer a primeira bateria contra Carolina pra levantar a taça, mas o nervosismo atrapalhou seu desempenho: vitória da norte-americana por 12,50 (7,33 a 5,17) a 10,50 (5,33 e 5,17).
A australiana conseguiu colocar a cabeça no lugar e após assistir à vitória de Yago Dora, voltou melhor e deu show no mar do Pacífico Sul, que brindou os surfistas e o público com ondas de mais de 2 metros nas baterias decisivas das disputas masculinas e femininas.
Molly venceu a segunda bateria por 15,83 (8,83 e 7,00) a 8,03 (5,53 e 2,50) e a terceira por 16,93 (8,83 e 8,10) a 6,24 (3,17 e 3,07).
ATLETA
PAÍS
Molly Picklum
Austrália
Caroline Marks
EUA
Gabriela Bryan
Havaí
Caitlin Simmers
EUA
Bettylou Sakura Johnson
Havaí
Domínio brasileiro
Yago Dora manteve o domínio brasileiro no World Championship Tour. Desde 2014, o país já conquistou oito títulos mundiais.
O surfista de Curitiba, criado em Florianópolis, entrou pra sua bateria decisiva depois de ver Griffin Colapinto passar por Italo (16,33 e 13,67) e Jordy Smith (15,43 e 13,50). Yago soube escolher as melhores ondas e chegou aos minutos finais com o rival norte-americano precisando de uma nota maior do que 9,00 pra virar.
Griffin ainda pegou uma boa onda nos segundos finais da bateria, mas não conseguiu completar o tubo e tirou apenas 6,00. Yago fechou em 15,66 (7,33 a 8,33) a 12,33 (6,33 e 6,00).
Yago chegou ao título em uma temporada em que fez mudanças na carreira. Ele deixou de ser treinado pelo pai, Leandro Dora, que passou a trabalhar com Jack Robinson. Em Fiji, eles não continuaram a parceria pra evitar que a emoção do pai torcedor atrapalhasse o trabalho dos dois.
ATLETA
PAÍS
Yago Dora
Brasil
Griffin Colapinto
EUA
Jordy Smith
África do Sul
Italo Ferreira
Brasil
Jack Robinson
Austrália
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