Desde 1976 o Brasil está no roteiro dos melhores surfistas do mundo. Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo já receberam as etapas do circuito mundial. Desde 2017, Saquarema é a sede da disputa brasileira do WSL World Championship Tour. Nesse ano, o Vivo Rio Pro acontece de 21 a 19 de junho.
Durante todo esse tempo, a torcida brasileira assistiu a momentos inesquecíveis, com quebras de tabus, duelos épicos, manobras alucinantes e até títulos mundiais. Veja aqui dez deles, que estão marcados na história.
01
Final 100% brasileira em 2024
A última etapa do Brasil do Circuito Mundial ainda ecoa na cabeça dos fãs do surfe. Na disputa de 2024, Italo Ferreira e Yago Dora protagonizaram uma final de altíssimo nível na praia de Itaúna superlotada. Yago defendia o título, mas foi Italo quem começou com tudo tirando 7,00. Yago deu o troco com duas ondas, 5,67 e 4,93, pra assumir a liderança. Mas Italo não ia deixar sua primeira vitória em casa escapar e, com um 6,67, levou o troféu.
02
Pepê, o primeiro campeão
O Brasil recebeu a elite do surfe mundial pela primeira vez em 1976, no Arpoador, no Rio de Janeiro. O campeonato da então IPS (International of Professionals Surfers) tinha pouco mais de dez anos. Pepê, um ícone do esporte nacional, levou o primeiro título em casa. O evento era chamado Waimea 5000, em referência aos 5 mil dólares distribuídos em premiação. Naquele ano, Pepê recebeu o convite pras etapas do Havaí e acabou sendo finalista do Pipe Masters.
03
O Brasil é 10!
Só brasileiros conseguiram arrancar notas 10 dos juízes em Saquarema. Filipe Toledo abriu a contagem em 2018, quando ganhou seu primeiro título da etapa. No round 4, ele acertou um aéreo de backside com rotação completa e encantou. Em 2022, na repescagem, foi a vez de Caio Ibelli pegar um tubo e ganhar seu primeiro 10 na elite mundial. Na final daquele mesmo ano, Filipinho brilhou de novo, marcou outro 10 e ainda saiu com a taça. Em 2023, foi a vez de Yago Dora deixar sua maior cartada pra decisão, tirou 10 em um aéreo e foi campeão.
04
Não tem pra ninguém em Saquarema
Apelidada de "Brazilian Storm", a geração de surfistas do país que passou a incendiar o circuito em 2010 domina em casa desde que a praia de Itaúna, em Saquarema, passou a receber a etapa, em 2017. Só a pandemia parou o domínio brasileiro, já que nem teve competição. Quem abriu a sequência foi Adriano de Souza. Depois dele, Filipe Toledo (2018, 2019 e 2022), Yago Dora (2023) e Italo Ferreira (2024) ganharam o evento.
05
Única brasileira a levantar a taça
Andrea Lopes é uma das pioneiras do surfe brasileiro. Ela começou a correr o Circuito Mundial em 1991, numa época ainda com ares amadores. A brasileira deixou a competição uns anos depois pra tratar uma anorexia. Recuperada, recebeu convite em 1999 pra disputar a etapa da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Saiu com o troféu na mão. É até hoje a única brasileira a vencer em casa.
06
Adriano de Souza lidera o ranking
A primeira liderança de ranking mundial a gente nunca esquece. Principalmente se ela acontecer em casa. Em maio de 2011, Adriano de Souza dominou as disputas na Barra da Tijuca e pela primeira vez assumiu a ponta. "Posso morrer feliz da vida, pois venci esse campeonato. Entrei para a história do surfe brasileiro", disse ele após a vitória.
07
Peterson Rosa, o pioneiro
Um dos surfistas mais emblemáticos da geração dos anos 1990, Peterson Rosa foi o primeiro a vencer a etapa do Brasil, na Barra da Tijuca, depois de o Circuito Mundial ganhar o formato que vigora até hoje, com duas divisões e o WCT definindo o melhor do mundo. A mudança aconteceu em 1992, e Peterson venceu a etapa brasileira em 1998.
08
Fim do jejum
Depois da vitória de Peterson Rosa, o Brasil ficou longos 11 anos sem ver um surfista da casa subir no topo do pódio. O jejum foi quebrado por Jadson André, na praia da Vila, em Imbituba (SC), em 2010.
09
Um novato contra o Goat
Em 2009, a praia da Vila, em Imbituba, recebeu uma final histórica. Adriano de Souza chegava pela segunda vez à disputa de uma decisão de etapa do Circuito Mundial, dessa vez contra o norte-americano Kelly Slater, já dono de nove títulos, que precisou passar pela repescagem e tentava sair de uma situação complicada, o 25º lugar no ranking. O Goat acabou levando a melhor sobre o brasileiro, venceu seu primeiro evento naquela temporada e ganhou fôlego. Ele não foi campeão em 2009, mas completou sua coleção de 11 títulos mundiais nas temporadas seguintes.
10
Kelly Slater faz história (de novo)
Damien Hobgood levou o título da etapa do Brasil de 2005, mas quem ficou marcado na história foi mesmo Kelly Slater. Ele foi eliminado da disputa e perdeu a chance de ser campeão mundial na água, mas ficou na praia secando os adversários. E graças ao tropeço de seu principal rival, Andy Irons, Slater saiu da Praia da Vila, em Imbituba (SC), com o heptacampeonato. Aos 33 anos, o mais jovem atleta a erguer o troféu, aos 20, tornou-se também o mais velho. Marca que ele mesmo tratou de quebrar depois no caminho pros seus 11 títulos.
Slater já tinha passado por situação parecida em 1992, na Barra da Tijuca, no Rio. Naquele evento, ele ficou tão bravo por ter sido eliminado que saiu da praia. Ficou sabendo depois que havia conquistado seu primeiro título mundial.
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