Surf

Voando alto com os cinco melhores nos aéreos

Escrito por Derek Rielly
Alguns nomes vão soar familiares: Julian Wilson, Filipe Toledo, John John... Mas, Kelly Slater?
JW em OTW
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Em 2014, o conceito do que é surf de alta performance mudou, evoluiu. Desde 1992, quando Kelly Slater tornou obsoleta toda uma geração de surfistas e sagrou-se campeão mundial pela primeira vez, não viamos uma transformação tão radical nos padrões do que é possível fazer sobre uma prancha.
Ano passado, o próximo nível não foi estabelecido somente por um surfista, mas sim por cinco referências do esporte, incluindo Slater. Eles contribuíram, à sua própria maneira, para que os limites fossem superados e levantaram a seguinte questão: será que já houve, em algum momento da história do surf, uma diversidade tão grande de atletas talentosos?
Do Havaí, temos o diamante bruto chamado John John Florence. A Califórnia oferece o prodígio Kolohe Andino. Vindo da Austrália, o especialista Julian Wilson. Diretamente dos beach breaks brasileiros, o fenômeno Filipe Toledo. E, para botar ordem na bagunça, temos o careca 11 vezes campeão do mundo.
Este é o Top 5 dos maiores aerialistas do mundo. Gabriel Medina entra como coringa na sexta posição, já que quando se está buscando um título mundial aéreos não devem ser o foco principal. Pergunte a Mick Fanning ou Joel Parkinson.
Agora, vamos colocá-los em um ranking do melhor ao "menos melhor", só para causar um pouco de polêmica.
1. Julian Wilson
É difícil escolher quem é melhor no ar entre Julian, John, Filipe e Kolohe. No entanto, o australiano possui uma habilidade fora do comum para completar qualquer manobra em qualquer seção de qualquer onda. De frontside ou de backside, em marolas de meio metro até paredes de 6 pés. Girando, voando reto ou trocando de base... Você escolhe. Seu repertório é vasto como nenhum outro, e isso o torna um dos principais concorrentes ao título mundial em 2015. Sim, ele teve uma temporada ruim, mas se redimiu em Haleiwa usando exatamente seu jogo aéreo. Uma Triple Crown conquistada, em grande parte, no ar? Sim, é possível.
2. John John FlorenceJohn é a grande besta adormecida do surf. Capaz de qualquer coisa, incluindo manobras que nem ao menos possuem um nome, nunca antes vistas. Por trás de um rosto que parece estar sendo engolido por sardas, por trás dos olhos da cor da água de Pipeline, está um surfista com capacidade para mandar backflips em Backdoor. No entanto, o Sr. Florence precisa começar a ter mais fome de vitória se quiser se tornar campeão mundial algum dia.
3. Filipe ToledoVamos falar de quem voa mais alto? Pergunte a Filipe. Dezoito anos de idade, dá pra acreditar? Aquele aéreo de backside full rotation seguido de uma rabetada no inside em Trestles teria garantido a qualquer outros atleta do Tour uma nota 10. No entanto, os juízes sabem do que Toledo é capaz e precisam ter espaço para subir mais a pontuação em sua próxima acrobacia sobrenatural.
Kolohe x Surfing Mag
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4. Kolohe Andino
Portugal. Kolohe anda por dentro de um longo tubo, sai com velocidade e manda um alley-oop muito alto. E completa a manobra com sucesso. Ele normalmente não arrisca alley-oops, mas aquela seção estava pedindo.
Kolohe tinha assistido a John John Florence mandando a mesma manobra no dia anterior e, ainda que de forma saudável, existe uma rivalidade entre os dois. Por isso, quando se lançou no ar naquela onda, que acabou sendo a melhor de sua vida, o garoto da Califórnia sabia que não podia errar. O campeão mundial de 2001 Cj Hobgood assitiu tudo do início ao fim e confirmou "Foi uma onda divisora de águas para o mundo do surf".
5. Kelly SlaterE Então, completando a lista, temos Kelly Slater. Aos quarenta e dois anos de idade, o careca completou o melhor aéreo do ano, um 540º - ou 720º para alguns - de frontside nunca antes visto na história do surf. "Eu estava tentando girar o máximo possível e vendo se conseguia aterrizar com sucesso", Slater disse quando saiu da água. "Kolohe estava comentando o quanto o vento estava colaborando para os aéreos nas direitas e eu dizia que sim, mas que também estava muito perigoso. Você podia tomar uma pranchada no rosto a qualquer momento se perdesse controle da manobra. Os melhores skatistas, snowboarders e surfistas do planeta debateram sobre aquele aéreo, então foi algo especial para mim como atleta."