Winning Eleven - 2002
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Uma saudade chamada Winning Eleven

O sucessor de International Superstar Soccer que marcou uma geração inteira de gamers apaixonados por futebol dos final dos anos 1990 e 2000
Escrito por Bruno Fonseca
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Não tem como ter outro sentimento em relação ao Winning Eleven senão o de saudade. Quem viveu a geração do primeiro console da Sony, vai sentir a nostalgia batendo no peito muito forte a partir de agora.
Estamos resgatando uma memória que até pode ser chamada de recente dependendo do ponto de vista. Winning Eleven para PSOne marcou uma geração de jogadores que passavam horas em frente ao televisor, tentando encontrar os melhores dribles, e estratégias para vencer os campeonatos e lotar a galeria de troféus. Inclusive nas versões em que era possível jogar a famosa Master League, as horas de jogatina quase que quadruplicava.

A história

Criado em 1996 pela Konami, Winning Eleven aos poucos foi ocupando o lugar consagrado do International Superstar Soccer que até hoje tem cadeira cativa nos consoles de 16 bits. Nos primeiros anos, foram lançados no mercado dois títulos de WE sendo o primeiro: World Soccer WE e depois o J-League Jikkyō Winning Eleven 97 - que trazia apenas os times da J-League, o campeonato japonês. No ocidente, os títulos sempre recebiam outros nomes como: Goal Storm nos EUA e International Superstar Soccer Pro na Europa. Mas foi em 1998 que a coisa toda explodiu e a franquia Winning Eleven passou a ser chamada assim pelos jogadores aqui no Brasil.
Estávamos diante do Winning Eleven 3 (que só foi chamado assim no Japão), nos lados de cá do mundo, o nome ainda era de International Superstar Soccer ’98. Mas a maioria na época só usava o nome original (do oriente). Nesta versão que aproveitava um dos momentos mais mágicos do futebol - a Copa do Mundo - contou apenas com seleções que não foram licenciadas e, por isso, o nome dos jogadores e estádios que, apesar de serem muito parecido com os que sediaram a Copa do Mundo da França, eram todos trocados. Logo depois desse sucesso, aportou por aqui o Winning Eleven 4 e esse fez historia de verdade. Mas a quem marcou de fato foi Winning Eleven 2002. A versão era licenciada, trazia o modo Master League, além de seleções e clubes da Europa.

Inicio dos "patch"

Foi nessa fase também que o Brasil deu o pontapé nos chamados "patch" - que eram as atualizações locais que os fãs faziam para o game. Inclusive um que teve até narração em português feita por um cara conhecido como "Neri, o Danado", além de uma com o Galvão Bueno também. Na época do PS2, por exemplo, o Bomba Patch foi eternizado.
Para amenizar um pouco a saudade que Winning Eleven deixou, vamos relembrar alguns fatos especiais e macetes que os gamers faziam na época. além  de outros coisas que marcaram o jogo de futebol.

Roberto Carlos no ataque

Quem nunca apelou com o lateral esquerdo no ataque jogou Winning Eleven de forma errada. Tínhamos os melhores atacantes da época com a dupla Ronaldo e Rivaldo, mas o Roberto Carlos tinha um speed máximo, portanto a vaga no ataque quando jogávamos com a seleção brasileira ou em algum time da Master League era sempre dele.

Babangida, o terror da Nigéria

A seleção da Nigéria tinha ótimos jogadores. Se o seu amigo pegava o Brasil pra jogar com o Roberto no ataque, você brigava de igual para igual com o Babangida, que também tinha speed no máximo e sempre fazia estrago se pegava a bola correndo do meio campo até a grande área.

Um time dos sonhos

Tinha gente que adorava tanto os atacantes e meia atacantes do Winning Eleven, que se duvidar montava um time na Master League só com eles. Em sua maioria, estes eram figurinhas carimbadas de um time:
Bergkamp , Davids , Batistuta , Veron , Seedorf, Ibrahimovic, Ronaldo, Roberto Carlos, Babandiga, Amokachi, Owen, Koller, Rivaldo, Shevchencko, Recoba, Didico, Nedved, David Beckham, Zidane e tantos outros.

Castolo, o mito!

Sem esse craque no seu clube você jamais teria ganhado um título da Master League. Ele era aquele tipo de jogador copeiro, que não tinha medo algum de fazer gol de canela ou de bico, podia ser até gol de joelho, o importante é que ele não tinha vergonha de meter a bola na rede. Era uma dificuldade enorme fazer a bola chegar nele, pois seus companheiros de clube não eram dos melhores. Mas ao lado de Ivarov; Valeny, Jaric, Stemer; Dodo, Youga, Espimas, Ximelez e Miranda; Ordaz, o brasileiro Castolo fez história.
Homenagem ao Castolo
Homenagem ao Castolo
Inclusive em 2016, o jogador recebeu uma homenagem de Papú Gomez - Capitão do Atalanta na época - o meia colocou uma braçadeira na época com o nome dos 11 jogadores da Master League.

Gol manjado

Uma das formas mais manjadas de fazer gol no Winning Eleven era tabelar na frente da área e, de cara com o goleiro, utilizar ou o famoso X+☐ pra cortar, ou encobrir. Também tinha aquele famoso ataque pelas laterais, subir na vertical pela grande área e chutar cruzado. 

Narrações

As versões dos jogos que chegavam no Brasil em sua maioria, era sempre a japonesa. Mas isso não era problema, pois sempre tinha alguém que fazia modificações e deixava o jogo em português, atualizava o nome e atributos dos jogadores e até colocavam uma narração personalizada como falamos no início desta matéria. As mais marcantes foram as narrações de Galvão Bueno e também a do Neri que trazia o famoso bordão "Vai chutar ovo na ilha". Veja como eram as duas:
Galvão Bueno
Neri, o Danado