A energia do público faz-se sentir durante o Sunny Hill Festival, em Pristina, no Kosovo, em agosto de 2025.
© Bleron Llugiqi/Red Bull Content Pool
Music

6 artistas que estão a redefinir a música eletrónica

Do hard techno ao afro house e ao drift phonk, estes seis artistas estão a redefinir a música eletrónica à escala global.
Escrito por Tom Ward
4 min readPublished on
Algumas figuras dominam os palcos dos maiores festivais do mundo, enquanto outras estão a construir novas cenas a partir do zero. Em comum, todas estão a expandir os limites da música eletrónica e a influenciar a próxima geração de artistas e fãs.
Alguns destes nomes serão familiares. Outros poderão levar-te diretamente ao Spotify para descobrir mais. Seja a recuperar sonoridades clássicas, a criar novos movimentos ou a dar visibilidade à música de regiões muitas vezes ignoradas pela indústria, todos merecem um lugar na tua playlist.
01

Fred Again..

Aos 32 anos, Frederick John Philip Gibson tornou-se um dos nomes mais influentes da música eletrónica contemporânea. Para muitos jovens, Fred again.. foi a porta de entrada para o género e um dos principais responsáveis pelo renovado entusiasmo em torno dos festivais. Muito mais do que um fenómeno momentâneo, é um multi-instrumentista, compositor, produtor e DJ de enorme versatilidade. Essa capacidade levou-o a colaborar com nomes como Skrillex, Anderson .Paak ou Lil Yachty. Depois de se tornar viral através das atuações na Boiler Room, alcançou dois marcos importantes: venceu o GRAMMY de Melhor Álbum Dance/Eletrónico em 2024 e foi cabeça de cartaz no Glastonbury em 2023. Independentemente das opiniões que divide, a influência de Fred again.. parece destinada a perdurar.
02

Sara Landry

É impossível falar de música eletrónica sem mencionar a autoproclamada "High Priestess of Hard Techno". A DJ mexicano-americana Sara Landry tornou-se uma das principais responsáveis pelo ressurgimento do hard techno na Europa e na América do Norte. Com mais de 1,4 milhões de seguidores no Instagram, ajudou a popularizar não só o som, mas também toda a estética associada ao género. Eleita a DJ de hard music número um pela DJ Magazine em 2025, temas como GIRLBOSS, Heaven ou Because They Want Our Seat tornaram-se presenças habituais em sets de todo o mundo. Além dos palcos, Landry dedica-se também ao desenvolvimento da cena através da editora Hekate Records, dando visibilidade a novos talentos como CARV e SIKOTI.
03

Black Coffee

Black Coffee sobe ao palco do Ultra Music Festival, na Cidade do Cabo, África do Sul, em fevereiro de 2017.

Black Coffee é uma das grandes referências do afro house

© Jonathan Ferreira/Red Bull Content Pool

O afro house vive atualmente um dos momentos mais fortes da história recente, e poucos nomes simbolizam esse crescimento tão bem como Black Coffee. O DJ e produtor sul-africano, vencedor de oito South African Music Awards e de um GRAMMY, ajudou a transformar o género num fenómeno global. O impacto foi tão grande que chegou até Travis Barker, dos blink-182, que se inspirou nestas sonoridades no mais recente álbum da banda. O mais interessante é que o sucesso do afro house está também a abrir portas para outros géneros africanos, como o amapiano ou o gqom, oferecendo um contraponto importante ao domínio tradicionalmente eurocêntrico da música eletrónica.
04

Sammy Virji

Com apenas 29 anos, Sammy Virji é uma das figuras centrais do renascimento do UK Garage. O produtor britânico está a apresentar o género a uma nova geração de ouvintes, recuperando um som que marcou profundamente a cultura rave britânica no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. O regresso do UK Garage está também a impulsionar outros estilos associados, como jungle, speed garage, bassline e breakbeat, todos novamente presentes nas tabelas de música de dança. Parece que chegou a altura de voltar a pegar no bucket hat e no apito.
05

Polygonia

Segundo a Clash Magazine, Lindsey Wang é uma das melhores artistas de música eletrónica ao vivo da atualidade. A artista multidisciplinar de Munique, conhecida como Polygonia, combina techno, ambient e downtempo para criar paisagens sonoras profundamente influenciadas pela natureza e pelo misticismo. Além do trabalho enquanto DJ e produtora, é também fundadora da QEONE Records e responsável por experiências imersivas que transformam os concertos em verdadeiros cenários oníricos. Mais do que seguir tendências, Polygonia está a criar um universo próprio e a oferecer uma visão fascinante sobre o futuro da música eletrónica.
06

Kordhell, INTERWORLD, DXRK ダーク

O drift phonk tornou-se um dos fenómenos mais surpreendentes da música eletrónica atual. Com mais de 11,5 milhões de seguidores no Spotify, este subgénero inspirado no rap de Memphis dos anos 1990 evoluiu para um movimento global marcado por ritmos desacelerados, samples melódicos e uma forte estética DIY. A influência da cultura automóvel, dos videojogos e do anime ajudou a transformar o drift phonk num fenómeno transnacional, com cenas emergentes na Argentina, Brasil, Índia e muitos outros países. Se procuras uma porta de entrada para este universo, Kordhell, INTERWORLD e DXRK ダーク são três nomes essenciais.