Como Pavel se sentiu após ver um Polymorph na mão
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As 10 cartas de HS mais jogadas na BlizzCon 2016

Que cartas mais usaram os pros nos World Championships deste ano?
Escrito por James Pickard
7 min readPublished on
Pavel, campeão do mundo de Hearthstone em 2016

Pavel, campeão do mundo de Hearthstone em 2016

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Seguindo as pisadas de James “Firebat” Kostesich e Sebastian “Ostkaka” Engwell, Pavel “Pavel” Beltukov, de apenas 18 anos, foi coroado campeão do mundo de Hearthstone na BlizzCon deste ano. Ao longo do fim-de-semana, o jovem russo mostrou uma incrível resiliência perante cenário recheado de fortes oponentes e várias partidas onde esteve muito perto de ser eliminado. No entanto, manteve-se forte e garantiu a vitória no jogo final: gerou um enorme Edwin VanCleef que o seu oponente foi incapaz de remover e levou para casa 250.000$.
A lendária de Rogue provou ser a estrela desse jogo, mas que outras cartas deram na vista ao longo do torneio? Fomos buscar as 10 mais usadas ao longo do último fim-de-semana e ver o impacto que tiveram no grande palco da Blizzard.
10. Raven Idol
Jogada 17 vezes
Raven Idol serve para nos tirar de uma situação de aperto. Por vezes, quando o que temos no baralho não nos consegue dar o que precisamos, a opção de procurar por uma carta nova pode fazer toda a diferença. Nos Worlds Championships, os jogadores usaram Raven Idol quase exclusivamente para procurar spells, algo que não é de estranhar dado o poder de recuperação da carta e o desconto que dá aos Arcanes Giants (já lá vamos). Como é barata, também nos permite jogar a carta escolhida no mesmo turno.
9. Living Roots
Jogada 17 vezes
E vão duas cartas para Druid. Por si só, Living Roots nunca será responsável por grandes momentos, mas o seu baixo custo e potencial de combo tanto com decks Malygos Druid quanto Token Druid garantem-lhe um lugar nesta lista. O primeiro provou ser uma escolha popular nos World Championships, com 7 dos 8 decks de Druid escolhidos pelos finalistas. Com Malygos a dar 5 de spell damage, cartas como Living Roots depressa se tornam uma ameaça séria, especialmente em combinação com Moonfire que custa 0.
8. Babbling Book
Jogada 17 vezes
Como Pavel se sentiu após ver um Polymorph na mão

Como Pavel se sentiu após ver um Polymorph na mão.

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Quem diria que um livro tão sorridente seria capaz de causar tanto desespero nos World Championships? Se há jogador que sentiu todo o potencial de geração de cartas aleatórias deste livrinho é William “Amnesiac” Barton. Com um Malygos na board, o seu oponente Pavel foi salvo não uma mas duas vezes pelo Babbling Book. Na primeira, o livro meteu-lhe nas mãos um Polymorph que serviu para neutralizar o minion de Amnesiac. Um turno depois, Pavel topdeckou o seu segundo Babbling Book e sacou dele um Fireland’s Portal. Isto deu-lhe a oportunidade de limpar a board de Amnesiac e mudar o jogo a seu favor. Tudo o que Amnesiac conseguiu fazer foi conceder e jamais esquecer aquele sorriso.
7. Acolyte of Pain
Jogada 17 vezes
Acolyte of Pain é o prova viva (mais ou menos) de que card draw é vital em Hearthstone. Este minion raramente serve como ameaça, mas com o Hero Power de Mage ou cartas de Warrior como Blood to Ichor pode ser imensamente valioso ao comprar múltiplas cartas.
Sem surpresas, ambas as classes foram escolhas populares no torneio e vários Acolytes foram usados como fonte de card advantage. Com a queda de Priest na cena competitiva (apenas um baralho foi levado aos Championships) e com um uso mínimo de efeitos de Silence, poucas eram as coisas capazes de parar o Acolyte, garantindo, no mínimo, uma carta sempre que era jogado.
6. Bloodmage Thalnos
Jogada 18 vezes
Bloodmage Thanos é uma lendária matreira: sozinho, não é minimamente imponente, mas é uma estrela em decks carregados de spells que causem dano. Rogues, Mages e, especialmente, Shamans deram-lhe bastante uso ao longo do fim-de-semana quando o combinaram com Lightning Bolt, Maelstrom Portal e Fan of Knives. O baixo custo dá a Bloodmage Thalnos um potencial para combo e, mesmo quando o oponente faz o pequeno esforço de se livrar desta 1/1, o jogador compra uma carta quando ele morre. É muito valor para um custo tão baixo e é fácil de ver porque teve sucesso e figura nesta lista das cartas mais jogadas.
5. Wrath
Jogada 20 vezes
O uso inteligente de Wrath manteve Pavel vivo.

O uso inteligente de Wrath manteve Pavel vivo.

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Sim, é a terceira carta de Druid nesta lista, o que só demonstra a popularidade e o domínio dos decks movidos a natureza nos World Championships deste ano. Wrath é outra carta sólida, nada do outro mundo, cujo poder vem da opção entre dar mais dano ou comprar uma carta adicional. Pavel tomou a decisão inteligente de escolher a segunda numa jogada pouco ortodoxa em que deu 1 de dano a um dos seus minions de forma a comprar uma carta para a sua mão vazia. O que comprou? Um Arcane Giant com desconto para dar a Jason Zhou algo grande com que se preocupar.
4. Ragnaros, the Firelord
Jogada 23 vezes
O Firelord chega em grande.

O Firelord chega em grande.

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Haverá algo mais entusiasmante do que um duelo entre Ragnaros? O icónico raid boss e em breve champion do Heroes of the Storm fez sentir a sua presença nos Championships deste ano, com inúmeras tiros certeiros e outros ao lado. A mais memorável foi a troca entre Kim “Che0nsu” Cheonsu e Artem “DrHippi” Kravets, que começou com o sul-coreano a precisar que o seu Ragnaros atingisse o oponente na cara para vencer. Em vez disso, Ragnaros matou um minion de DrHippi e deu-lhe a oportunidade de jogar o seu próprio Ragnaros. No 50-50, DrHippi eliminou o Ragnaros adversário. Um turno depois, precisou novamente dos skills de tiro ao alvo do seu monstro 8/8 para atingir o Drakanoid Crusher do oponente. Tinha 33% de hipóteses. A bola de fogo foi para o local certo e colocou DrHippi no caminho da vitória.
3. Arcane Giant
Jogada 23 vezes
Raven Idol, Living Roots, Wrath. Três cartas mencionadas antes nesta lista, todas elas decentes por si só, mas também ao serviço de uma entidade maior: Arcane Giant.
Recentemente adicionado com a aventura One Night in Karazhan, Arcane Giant tem uma grande sinergia com spells (de forma a reduzir o seu custo de mana) criando tempo swings devastadores. O poder destas cartas em uníssono foi melhor demonstrado no terceiro jogo entre Jason Zhou e Pavel. O chinês jogou Azure Drake, Wrath e Raven Idol, comprando os dois Arcane Giants que tinha no deck de seguida e jogando-os por 0 de mana, colocando na board 21/21 de stats num só turno. Pavel não teve resposta para a imponente presença na board e foi obrigado a conceder.
2. Fiery War Axe
Jogada 25 vezes
DrHippi evita o Fiery War Axe do adversário.

DrHippi evita o Fiery War Axe do adversário.

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Uma das primeiras lições que um jogador aprende quando joga Hearthstone (ou qualquer outro jogo de cartas), é que a saúde é um recurso que deve ser usado ou sacrificado em favor de uma vantagem. No momento da vitória, não importa ter 30 pontos de saúde ou apenas 1; o que importa é ganhar. É aqui que as armas de Hearthstone entram em cena. Um staple que remonta a expansão base, Fiery War Axe ainda é presença obrigatória em todos os decks de Warrior. Embora não seja a mais glamorosa e entusiasmante carta no jogo, dá ao jogador um bom valor na remoção de minions mais pequenos, permitindo a Warrior ganhar alguma vantagem inicial. Com a prevalência de decks Zoo e Midrange mais rápidos, é quase necessário ter o War Axe na mão inicial para que os decks de Warrior, mais lentos, consigam ter alguma hipótese. Comprá-lo no turno 8, como Che0nsu fez no 4º jogo da meia-final contra o Zoolock de DrHippi, mostrou ser tarde demais para parar a parede de minions baratos do ucraniano.
1. Azure Drake
Jogado 50 vezes
Azure Drake foi a carta mais jogada na Blizzcon deste ano graças à sua utilidade inigualável.Para Jason Zhou foi um excelente top-deck no late game quando comprou um Nourish depois de jogar um e voltou a encher a mão.
Reafirmando o domínio de Druid mais uma vez, a combo de Azure Drake com Swipe deu cabo de Zoos e Totem Shamans, com destaque para o jogo em que Che0nsu estava a um turno de jogar Bloodlust numa board com 6 minions. Seja pela carta que compra, pelo spell damage ou pela sinergia com outros dragões, os jogadores sempre encontraram um uso para a carta mais versátil de Hearthstone e continuarão a fazê-lo durante algum tempo.
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