Ilustração das 101 aventuras.
© Rosa Friend
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As 101 melhores experiências de viagem do mundo

Passaportes nas mãos. Aqui tens toda a inspiração de que precisas. De montanhas enormes a sanduíches gigantes, caminhos de ferro milenares a infernos brilhantes, está tudo aqui. Só faltas TU!
Escrito por Adaptado Equipa Redbull.pt
76 min readPublished on
Queres ir até ao Titanic num submarino? É uma certeza. Guarda de rebanhos na Sibéria? Sem problemas. Surfar num vulcão na Nicaragua? É por aqui. Aqui estão as 101 das melhores experiências de viagem de 2019.

- América do Norte -

1. Prova uma verdadeira Reuben na Katz's Delicatessen, Nova Iorque

A sanduíche Reuben é uma sanduíche quente americana composta por carne, queijo suíço, repolho fermentado e molho russo, grelhado entre fatias de pão de centeio.

Katz's Reuben é a melhor Reuben

© Brando

Já deves ter ouvido falar da sandes Reuben, a mais famosa exportação culinária de Nova Iorque - camadas de fatias de carne de milho ou pastrami, couve, queijo suíço grelhado, pão de centeio e picles - mas talvez não saibas onde comer. Para a verdadeira experiência, deves ir ao Katz's Delicatessen, o restaurante icónico de When Harry Met Sally e a auto-proclamada casa da "maior sandes de pastrami do mundo".

O Red Bull Original

Red Bull Energy Drink

Red Bull Energy Drink
Onde: Nova Iorque. Vai para East Houston St., no Lower East Side, e segue a multidão faminta.
Como: Basta abrir bem e mergulhar a fundo. Sugestão para acompanhar: um refrigerante de cereja e um bom comprimido para a digestão.
Quando: A Reuben é deliciosa o ano todo, mas o Katz está sempre cheio. Chega o mais cedo possível para seres dos primeiros da fila.

2. Explora o épico Upper Antelope Canyon no Arizona

Arizona, Estados Unidos.

Upper Antelope Canyon

© Jean Marc Linder

Quando pensas no 'American Canyon', geralmente existe apenas um que te vem à mente e rima com Shmand Shmanyon. Mas, para algo completamente diferente, o Upper Antelope Canyon é o teu lugar. É um estreito desfiladeiro, uma duna de areia petrificada no Arizona, que foi esculpida pelo vento e pela água ao longo de milénios, transformando-se numa verdadeira maravilha natural. Faz uma excursão guiada pelos navajos de manhã e as rochas ganham vida com brilhantes raios de luz.
Onde: Arizona. Vais encontrar o Upper Antelope Canyon numa reserva navajo a alguns quilómetros a leste de Page.
Quando: Os guias navajos realizam passeios cerca de sete vezes ao dia, mas a luz é melhor nas sessões da manhã.
Como: Traz a tua melhor câmera - o Upper Antelope é o sonho de qualquer fotógrafo.

3. Conduz na ridiculamente estrada cinematográfica de Beartooth de Montana e Wyoming

Mota à beira da estrada de Beartooth, EUA.

Beartooth: a estrada mais bonita da América

© Ben Townsend

Foi apelidada de "a viagem mais bonita da América", mas a maioria dos turistas nem sabe que existe. Beartooth é uma estrada americana que traça uma série de curvas íngremes ao longo da fronteira entre Montana e Wyoming. É o tipo de percurso em que não podes percorrer mais de 300 metros sem parar e contemplar a paisagem montanhosa que pertence ao filme Senhor dos Anéis. Para aqueles que desejam viajar até Yellowstone, faz um favor a ti mesmo: vai pela rota panorâmica.
Onde: Beartooth é a zona da Rota 212 dos EUA entre Red Lodge e Cook City, Montana.
Quando: Devido às grandes altitudes e queda de neve, a Beartooth está aberta apenas alguns meses do ano, geralmente de meados de Maio a meados de Outubro.
Como: Não tenhas pressa, conduz com segurança e pára regularmente para tirar algumas fotografias (e beliscar-te).

4. Dança debaixo do maior ecrã de vídeo do mundo em Las Vegas

Teto de ecrã de vídeo de Las Vegas com a multidão em baixo.

Deixa para Las Vegas a tarefa de criar o maior ecrã de vídeo do mundo

© Joey Lax Salinas

Só Las Vegas para criar o maior ecrã de vídeo do mundo e depois transformá-lo num túnel/discoteca gigante. O Fremont Light Tunnel tem 1.500 pés de comprimento - são cerca de cinco campos de futebol para quem joga em casa - e todas as noites às 18h ganha vida com um som alucinante e um espetáculo de luzes. O programa muda diariamente, mas há uma boa hipotese de te encontrares na festa mais incrível de LED do mundo.
Onde: O Light Tunnel fica no centro de Las Vegas, estendendo-se pelos quarteirões mais a oeste da Fremont Street.
Quando: A festa começa às 18:00 diariamente e funciona a cada hora até à meia-noite. Vai na véspera de Ano Novo para a maior exibição de fogos de artifício em LED do mundo.
Como: Traz os teus sapatos de dança. Espetáculos temáticos (pensa em Queen ou KISS) são comuns. E muita diversão.

5. Bebe cervejas e atira machados em Louisville, Kentucky

Tiro ao alvo com machado.

A concentrar-se no alvo em Flying Axes, Louisville

© Flying Axes

Enquanto a maioria dos estabelecimentos se contentam com dardos, o Flying Axes de Louisville não. Localizado dentro de um grande e velho armazém, a instalação tem um bar totalmente abastecido e um monte de gaiolas nas quais os apostadores atiram machados numa placa semelhante a um alvo de dardos (embora maiores e feitos de madeira).
A segurança, por razões óbvias, é uma prioridade; portanto, os atiradores de machados são supervisionados e há uma política rigorosa de 'não alcoolizado'. Ainda assim, é uma maneira incrivelmente invulgar (e divertida) de passar algumas horas. E como estás em Louisville, também podes visitar o Muhammad Ali Centre, beber um Old Fashioned acompanhado de frango frito e, em seguida, aposta numa corrida em Churchill Downs.
Onde: 146 N. Clay Street, Louisville. A uma curta distância do centro da cidade.
Quando: Qualquer hora é uma boa hora para atirar um machado.
Como: Junta um grupo e participa em equipa, em casal, ou disputa individualmente.

6. Mergulha até ao verdadeiro naufragado Titanic num submarino na Terra Nova

Podes ver o Titanic no fundo do mar

Podes ver o Titanic no fundo do mar

© Blue Marble Private

Ok, então esta é uma das viagens mais aspiracionais. Entrar num submarino e mergulhar 12.000 pés (3,7 km aprox.) para ver o que resta do Titanic agora é algo possível graças a um “uber” de luxo - o operador turístico do Reino Unido, Blue Marble Private. As viagens de 2018 e 2019 esgotaram, apesar de os bilhetes custarem mais de 100.000 $. Também é sensível ao tempo: especialistas acreditam que as bactérias extremófilas vão destruir completamente o que resta do grande transatlântico nos próximos 15 anos.
Onde: Os passageiros partem de Newfoundland, no Canadá, e passam oito dias a ajudar cientistas e a mergulhar nos destroços.
Quando: A viagem de 2019 já aconteceu, mas se tiveres 100 mil dólares de parte, faz a reserva para 2020.
Como: A Blue Marble Private é a única operadora que oferece o passeio atualmente. Podes obter mais informações aqui.

7. Canta com o reverendo Al Green em Memphis

Al Green atua em Memphis.

Al Green atua no Memphis Beale Street Music Festival

© Lindsey Turner

Se sempre amaste a ideia de assistir a uma celebração gospel no qual o pregador espiritual deita a baixo a casa (do Senhor) com a sua poderosa voz, esta é a tua oportunidade de ver o melhor do mundo. Na maioria dos domingos, Al Green (agora bispo AL Green) - o cantor de soul dos anos 70 conhecido por hits como 'Let's Stay Together', 'Take me to the River' e 'Love and Happiness' - partilha a boa palavra (do Senhor) no seu Full Gospel Tabernacle em Memphis. Os visitantes são bem-vindos, apenas devem respeitar o facto de se tratar de uma celebração, e não de uma encenação para turistas.
Onde: 787 Hale Road, Memphis, Tennessee.
Quando: Green está presente na grande maioria dos domingos. Confirma no site todos os detalhes.
Como: Lembra-te que este é uma celebração verdadeira, não é um espetaculo de cabaré.

8. Helicóptero pela costa de Na Pali, no Havai

Na Pali Coast no Havai

Tens de ver para crer

© Alex-Schwab

Em havaiano, Na Pali significa simplesmente 'The Cliffs', ou seja penhascos. É um nome bastante discreto para quilómetros de montanhas vulcânicas que mergulham milhares de pés nas águas azul-marinhas do Pacífico, mas os habitantes locais sabem que a paisagem aqui se vende. Na Pali pode ser encontrado na costa noroeste de Kauai, The Garden Island, e é praticamente inacessível para qualquer pessoa sem um caiaque ou um helicóptero (vais perceber porquê quando vires as fotografias). Voa agora, agradece depois.
Onde: Na costa norte da ilha de Kauai, no Havai.
Quando: As excursões Heli acontecem o ano todo, mas estão sujeitas às condições climatéricas.
Como: Existem algumas operadoras locais a organizar passeios e podes facilmente reservar online. Ah, e não te esqueças da câmara. A sério.

9. Absorve os arredores do Bruneau Dunes State Park, Idaho

Dunas de areia no Bruneau Dunes State Park.

Bruneau Dunes State Park tem 120m de dunas a rivalizar com o Saara

© Wayne Stadler

Enquanto os campistas que conduzem uma autocaravana, que dormem em tendas e que tomam banho ocasionalmente, visitam os locais mais famosos dos EUA, como Jackson's Hole, Yosemite e Yellowstone, ninguém parece ter ouvido falar do Bruneau Dunes State Park em Idaho. Não sabemos ao certo o motivo: há dunas com mais de 200 metros que rivalizam com o Saara, um lago deslumbrante para pesca e natação, além de observares estrelas no maior observatório público do estado.
Onde: Bruneau está escondido no canto sudoeste de Idaho, a sul de Mountain Home.
Quando: Acampar em Bruneau é possível praticamente o ano todo, mas consegues os melhores momentos para observação de estrelas nas noites claras de verão.
Como: Andar a cavalo, nadar, pescar, esquiar (no inverno) ou alugar uma prancha de areia no centro do visitante e experimentar surf nas dunas (sim, isto é incrivel).

10. Faz um passeio no caminho de ferro Durango e Silverton Narrow Gauge, no Colorado

Caminho de ferro à beira do penhasco.

Aprecia as vistas impressionantes do caminho de ferro Durango e Silverton

© Jerry and Pat Donaho

Todos a bordo para uma aula de história! Durante mais de 120 anos, um pequeno motor podia encurtar o teu caminho através dos desfiladeiros do Colorado através da chuva, do granizo ou da invenção da eletricidade. Não precisas de ser um observador de comboios apaixonado para sentires a nostalgia fumegante ou as vistas impressionantes da Durango & Silverton Narrow Gauge Railroad. É um dos últimos motores a vapor na América e ainda vai de Durango até a cidade de Silverton, nas montanhas de San Juan, como em 1882.
Onde: A linha começa em Durango, perto da fronteira Colorado-Novo México, no sul da Floresta Nacional de San Juan.
Quando: O comboio funciona o ano todo, geralmente com uma ou duas partidas de Durango por dia. Confirma no site para horários específicos.
Como: Existem várias opções de transporte disponíveis, dependendo de quanto podes gastar. O passeio demora cerca de 3,5 horas em cada sentido.

11. Come as melhores costelas dos EUA no Pappy's Smokehouse, St. Louis

Prato de costelas do pappy Smokehouse

Costelas, peru, frango, peito e carne de porco no Smokehouse do Pappy

© Oliver Pelling

Eleitas as melhores costelas da América pela Food Network, a Pappy's Smokehouse em St. Louis, Missouri, é a prova de que nem todos os churrascos são iguais. O proprietário e mestre competitivo Skip Steele criou uma receita tão maravilhosa que vende quase 3.000 kg todos os dias.
Existem dois tipos principais de costeletas nos EUA: secas ou molhadas. E Pappys é especialista no primeiro, acreditando que qualquer churrasqueira que afoga as costeletas em molho está a tentar esconder alguma coisa. As costeletas, calcula, devem ser macias e saborosas sem necessidade de as vestir. Tendo já provado as costeletas de Papys, não podemos deixar de concordar.
Onde: 3106 Olive St, St. Louis, Missouri.
Quando: Qualquer dia é um bom dia para um churrasco. E o Pappy's Smokehouse está aberto quase todo o ano.
Como: Com as mãos. E uma grande quantidade de papel de cozinha.

12. Caiaque com orcas no estreito de Johnstone, no Canadá

Caiaque com baleias assassinas em Vancouver.

Encontra baleias livres no canadiano Estreito de Johnstone

© Justin Liew

Se a baleia Willy tivesse realmentado saltado e fugido em liberdade, o mais provável é que tivesse ido para Johnstone Straight na ilha de Vancouver, no Canadá. É o melhor lugar do mundo para ver orcas no seu habitat natural. Foi até construido um centro de pesquisa de baleias assassinas neste local. E andar de caiaque é a melhor maneira de explorar este deserto: remas lentamente ao longo da costa, acompanhado por um bando de orcas, golfinhos, focas e baleias minke (se tiveres sorte).
Onde: O estreito de Johnstone é um canal de 110 km ao longo da costa norte da ilha de Vancouver, na Columbia Britânica.
Quando: A época alta de observação de orcas ocorre a meio do ano, quando o clima é mais ameno, geralmente de maio a setembro.
Como: Há uma variedade de passeios de caiaque disponíveis, (de um a quatro dias), além de vários parques de campismo ao longo da costa.

13. Experimenta uma bebida orgânica em Mendocino, São Francisco

Vinhas na Califórnia.

Mendocino produz alguns dos melhores (e mais verdes) vinhos do país

© Steve McClanahan

Existem várias regiões vinícolas de renome para visitar nos Estados Unidos, mas, para algo um pouco diferente, segue cerca de 150 quilómetros a norte de São Francisco até à região de Mendocino. Situado entre as Montanhas Mayacamas e a Cordilheira Costeira, produz alguns dos melhores (e mais verdes) vinhos do país. Muitos agricultores desta zona cultivam todas as uvas de forma orgânica, assim sabes que cada gota é tão boa para a terra quanto para ti.
Onde: Conduz para norte a partir de São Francisco, na Shoreline Highway. Quando chegares ao Van Damme State Park, estás quase lá.
Quando: O outono é uma época maravilhosa para visitar Mendocino, especialmente na época da colheita, em Setembro/Outubro.
Como: Experimenta as Adegas Parducci se estiveres à procura de um bom Chardonnay. Foram a primeira vinícola neutra em carbono da América.

14. Atravessa a Ponte New River Gorge na Virgínia Ocidental

A ponte New River Gorge em West Virginia.

Atravessa a ponte New River Gorge na Virgínia Ocidental

© bobistraveling

Quando foi inaugurada em 1977, a ponte New River Gorge era a travessia mais alta do mundo. Mas o tempo avança e as pontes aumentam. Pode já não ser a mais mais alta, mas ainda tem uma vista impressionante. As enormes vigas de aço ficam a quase 300 m acima do rio New, mas é difícil apreciar a escala de construção até que estejas diretamente por baixo.
Onde: New River Gorge é um dos lugares mais bonitos dos Apalaches. Podes encontrar a ponte perto de Fayatteville, West Virginia.
Quando: A ponte tem tráfego o dia todo todos os dias, mas tenta visitar ao amanhecer para conseguires ótimas oportunidades de fotografias das falésias mais próximas.
Como: Depois de atravessares, desce até ao leito do rio. Terás uma melhor noção da escala por baixo da ponte.

15. Bicicleta de montanha em Crested Butte, Colorado

Ciclistas de montanha em Crested Butte.

Crested Butte transforma-se na Meca do ciclismo de montanha no verão

© Trailsource.com

No inverno, o Crested Butte (além de ser alvo de algumas piadas) é um paraíso em pó branco como a neve. Mas no verão, quando o gelo derrete, as flores silvestres rosa e amarelas tomam conta das encostas, os esquiadores saem e as montanhas transformam-se numa das melhores mecas de mountain bike dos Estados Unidos. De fato, o Crested Butte afirma ter inventado o desporto. Há uma série de percursos pelas montanhas para iniciados e especialistas. BYO GoPro.
Onde: Encontras a cidade de Crested Butte no condado de Gunnison, norte do Colorado.
Quando: Tecnicamente podes andar o ano todo, mas muitos dos percursos estarão cobertos de neve no inverno. Visita no verão/primavera nos dias longos e quentes com lindas flores silvestres.
Como: Não te preocupes com equipamentos. A Crested Butte tem lojas de aluguer de bicicletas suficientes para manter um exército de aventureiros felizes durante meses.

- Eurásia -

16. Visita a "Porta do Inferno" do Turquemenistão

A porta do Inferno no Turquemenistão

A porta do Inferno no Turquemenistão é um pouco de loucos, TBH

© Martha de Jong Lantick

Com um nome como este, sabes que ninguém está a brincar. Eis o que aconteceu: em 1971, uma equipa de cientistas soviéticos perfurou acidentalmente uma enorme crateras de gás natural. Decidiram atear fogo. Afinal, quanto tempo levaria a queimar? Bem, isto foi há 46 anos, e o buraco não dá sinais de estar em desaceleração. Podes visitá-lo no meio do vasto deserto de Karakum do Turquemenistão. Este é outro local que não aparece em muitos itinerários turísticos.
Onde: A porta do Inferno está perto de Derweze, no deserto de Karakum, Turquemenistão.
Quando: A cratera arde durante o dia todo (este é o ponto), mas fica melhor no crepúsculo.
Como: Provavelmente não precisamos de mencionar isto, mas não espreites demasiado perto do precipício...

17. Acampa com os pastores de renas de Nenet na Sibéria

Rena e tendas.

Acampar com pastores de renas da Sibéria é realmente 'uma vez na vida'

© Intrepid Travel

Muito acima do Círculo Polar Ártico, na península de Yamal, varrida pelo vento da Sibéria, vais encontrar Nenet - uma tribo nómada de pastores de renas que vive aqui há séculos. A operadora de turismo sediada no Reino Unido,Secret Compass, oferece viagens para viver com os Nenets desde 2015. O itinerário ainda oferece aos viajantes a oportunidade de participar na migração anual de renas. Mas não é fácil lá chegar. Precisas de apanhar um comboio, um autocarro e um Trekol para chegar até à vila de Labrovaya em Tundra. Se existir um sitio com uma definição melhor para "Fim do mundo", gostaríamos de saber qual é.
Onde: Os Nenet vivem uma vida nómada perto do lago Horomdo, nas profundezas do deserto da Sibéria.
Quando: Não há uma "época alta" na Sibéria, por si só. Viaja na altura menos fria (agosto é bom).
Como: A Secret Compass pode ajudar-te a lá chegar.

18. Dorme com os habitantes locais num yurt nas planícies do Quirguistão

Queres ficar num yurt no Quirguistão

Queres ficar num yurt no Quirguistão

© Revolution_Ferg

Se és como um dos membros da tribo semi-nomada do Quirguistão que ainda gosta do estranho jogo de polo (que utiliza o corpo de uma cabra sem cabeça como bola), não faz sentido teres uma autocaravana. O yurt ainda é o rei do alojamento por aqui. É leve, forte, resistente às intempéries e, mais importante ainda, portátil. Na Mongólia, são conhecidos como gers e são bastante comuns na Ásia central. Muitas empresas de turismo oferecem alojamentos noturnos, mas tenta encontrar um lugar perto das planícies em cima do Lago Sun Kul.
Onde: Altura de partir o atlas. O Quirguistão fica entre a China, o Cazaquistão e o Tajiquistão.
Quando: O Quirguistão é bastante sazonal. Deves escolher os meses mais quentes entre Maio e Outubro.
Como: A Intrepid Travel realiza várias viagens pelo Quirguistão e todas incluem, pelo menos, algumas noites num yurt.

19. Aventura-te por baixo de Istambul na Cisterna da Basílica

Cisterna da Basílica iluminada.

Entra no dramático subsolo da Cisterna da Basílica

© Ralf Steinberger

Foi encomendada e construída pelo imperador Justiniano em 532 (ou melhor, foi mandada construir), e é a maior cisterna bizantina ainda existente em Istambul: 336 colunas em perfeita simetria, capaz de armazenar até 80.000 metros cúbicos de água . Enquanto que a Mesquita Azul e o Grande Bazar são as atrações mais óbvias da cidade, nenhuma delas tem o impacto do mundo subterrâneo como a Cisterna da Basílica.
Onde: Podes encontrá-la ao lado do Palácio Topkapi, na costa oeste da cidade.
Quando: O horário de funcionamento é das 9:00 às 18:00 durante todo o ano.
Como: A entrada custa cerca de TL20. Podes caminhar pela cisterna em plataformas elevadas de madeira, passando entre as colunas e piscinas escuras cheias de imagens fantasmagóricas.

20. Aprende a fazer bolinhos de khinkali na Geórgia

Bolinhos de massa georgianos no prato.

Os bolos da Geórgia sabem tão bem quanto parece? Só há uma maneira de saber

© Shankar S.

O excesso de turismo na Europa significa que as pessoas estão à procura de algo um pouco diferente este ano. E que tal rumar à Geórgia. Sabemos a melhor maneira de viajar pela Caucasia? No estômago. Aprecia os bolinhos de khinkali, faz o teu próprio tolma envolto em vinho, prova o lendário vinho georgiano e junta queijo numa vinícola local. Confia em nós - esta não será uma típica aula de culinária.
Onde: Não podes perder pontos de interesse gastronómicos como Tblisi, Yerevan e Sighnaghi (Google it).
Quando: Os agradáveis meses de setembro e outubro são o momento ideal para visitar.
Como:Taste Georgia faz uma série de passeios na região.

- Ásia -

21. Lancha bolos de abacaxi grátis em Tóquio

Bolos de abacaxi em Tóquio.

Há bolos de abacaxi gratuitos para comer em Tóquio

© SunnyHills

Escondido numa rua secundária do elegante bairro de Aoyama, em Tóquio, está um prédio muito estranho. Do lado de fora, parece um jogo gigante de palitos, ou talvez uma montanha de paus de madeira, construída por insetos monstruosos. Na verdade, é a SunnyHills cake shop – um destino gastronómico que a maioria dos guias túristicos nunca menciona. Este sitio produz apenas um certo tipo de bolo de abacaxi e distribui amostras grátis a quem entra. Se és fã de arquitetura contemporânea de ponta (ou bolo grátis), adiciona-o ao teu itinerário em Tóquio.
Onde: Não podes perder. Basta ires para Chome-10-20 Minamiaoyama em Aoyama.
Quando: O SunnyHills está aberto sete dias por semana, das 11h às 19h.
Como: Entra e senta-te. Os funcionários trazem-te bolo e chá de abacaxi. Se gostares do bolo, podes comprar alguns para levar para casa.

22. Desafia-te com a Matt Prior's Adventure Academy

Um aventureiro sentado na montanha na Indonésia.

A Matt Prior's Adventure Academy vai tirar-te da tua zona de conforto

© Matt Prior

Matt Prior é aventureiro, piloto, fotógrafo e detentor do recorde mundial. Esteve em mais de 100 países em inúmeras expedições e subiu vários picos famosos nos cinco continentes. Começou a Adventure Academy em 2015, numa tentativa de conseguir viajantes regulares fora da sua zona de conforto e ajudá-los a planear e enfrentar grandes expedições por conta própria.
A ideia é a seguinte: pagas o valor acordado, apareces na Indonésia e Matt leva-te com mais três pessoas numa aventura de uma semana que envolve uma variedade de transportes, desafios (mentais e físicos) e interação local. Lembra-te: o objetivo é tirar-te da tua zona de conforto, portanto, espera o inesperado. Isto é metade da diversão.
Onde: Algures na Indonésia - Matt mantém o local exato em sigilo.
Quando: A viagem dura sete dias entre maio e outubro.
Como:Visita o website e reserva a coisa do “flippin”.

23. Faz um passeio matinal pelo cemitério de Koya San em Okunoin, no Japão

Túmulos antigos no Japão.

Koya San é o lar de 200.000 túmulos antigos

© Mukashi Mukashi

Não são muitos os turistas que chegam a Koya San, uma pequena vila montanhosa perto de Osaka. Provavelmente porque são necessários quatro comboios, um teleférico e um autocarro para lá chegar. Mas um dos motivos pelo qual as pessoas fazem esta caminhada é o cemitério de Okunoin: uma coleção de 200.000 túmulos antigos e lápides cobertas de musgo, espalhadas por uma floresta de cedro gigante. Acorda cedo e caminha até ao mausoléu de Kobo-Daishi - o sol brilha entre as árvores como algo saído de um filme de Kill Bill. Simplesmente incrível.
Onde: Koya San é uma cidade montanhosa a sudeste de Osaka, Japão.
Quando: O ano todo é bom. No Outono pela folhagem de âmbar, na Primavera pelas flores de cerejeira ou no Inverno pelos túmulos cobertos de neve.
Como: A caminhada até ao mausoléu é de cerca de 30 minutos. Podes fazê-lo à tarde, mas o ângulo do sol é menos impressionante.

24. Passeia de camelo pelo vale do Nubra, no Nepal

Passeio de camelo nesta paisagem montanhosa.

Passeia de camelo pelo Vale de Nubra

© Andrea Cavallini

Ninguém tem grandes expectativas quando visita Ladakh, um pequeno reino nos Himalaias, o que provavelmente até combina bem com Ladakh. E é por isso que o vale de Nubra se torna ainda mais impressionante quando o vês: uma vasta extensão de areia, rodeada por pedras e picos de montanhas irregulares. Existem algumas empresas que oferecem passeios de camelo pelo vale, levando-te por pequenos miradouros e riachos de montanhas cristalinas. Em suma, vais precisar de uma câmara maior.
Onde: Nubra fica nas passagens altas de Ladakh, ao norte de Leh.
Quando: Provavelmente é melhor visitar Ladakh durante o verão ameno, que é de junho a setembro.
Como: Andar de camelo é como andar de bicicleta.

25. Participa na maratona da Grande Muralha na China

Grande Muralha da China no meio do nevoeiro.

Eras capaz de fazer uma maratona na Grande Muralha da China?

© Oliver Pelling

Foi para isto que foram criadas as bucket lists (e massagens desportivas): uma maratona ao longo da Grande Muralha da China. Os principiantes podem começar com um percurso de 10 km ou uma maratona completa e meia, se fores um pouco mais exigente. Esta é a única maratona apoiada pela China no país e atrai alguns dos principais talentos internacionais. No entanto, tens de manter o foco e inteligência: o percurso percorre trilhos e degraus antigos e em ruínas. Pode valer a pena reservar algumas noites extra em Pequim para recuperares. Massagem reflexologia nos pés alinhas?
Onde: A maratona faz-se ao longo da seção Huangyaguan ou Huangya Pass Tianjin da Grande Muralha.
Quando: A corrida ocorre durante todo o mês de abril e geralmente vale a pena reservar com antecedência.
Como: Podes reservar o teu lugar de forma particular ou participar através de um grupo de turismo como o Travelling Fit.

26. Come fugu cru em Osaka, Japão

Prato de sushi.

Procura fugu em Osaka para uma experiência de sushi que desafia a morte

© Peter Kaminski

Não é difícil encontrar um restaurante fugu no distrito de Shinsekai em Osaka - basta procurar o peixe gigante de papel machê pendurado na porta. Fugu é um tipo de peixe com uma dose letal de tetrodotoxina no interior. Não é o que esperas no menu, mas tornou-se numa espécie de iguaria de Osaka. A carne de Fugu é cinzenta e a textura é vagamente mastigável, o que, combinado com toda a possibilidade de morte, provavelmente explica a falta de apelo internacional.
Onde: Segue diretamente para o distrito de Shinsekai em Osaka (aliás, a inspiração para Blade Runner)
Quando: Podes comer fugu praticamente o ano todo.
Como: Fugu é geralmente servido como sashimi (cru) ou chirinabe (uma panela quente japonesa). Apenas certifica-te que removes o fígado, ovários e olhos. São as partes tóxicas.

27. Conduz pela estrada Karakoram no Paquistão

Movimentações do veículo ao longo da estrada de Karakoram.

Hoje, Karakoram é uma das melhores estradas do mundo

© lukexmartin

Nos anos 60 e 70, os trabalhadores destruíram uma estrada de 1200 km do país mais acidentado e inóspito do mundo: a alta montanha passa entre o Paquistão e a China. Hoje, é um dos melhores passeios do mundo e é considerado, por alguns, a oitava maravilha. A estrada Karakoram é basicamente a versão asfáltica de uma máquina do tempo. Enquanto conduzes, estás realmente a refazer a viagem do budismo até à China, os vestigios dos caminhos de cabras gastos pelas antigas caravanas e o caminho da antiga Rota da Seda.
Onde: Segue para o norte a partir de Islamabad e vai pela estrada em Hasan Abdal.
Quando: Como a estrada pavimentada mais alta do mundo, a Rodovia Karakoram depende do clima. Visita na primavera ou no verão, quando o clima é mais ameno.
Como: A estrada é pavimentada, por isso é uma viagem relativamente tranquila. O destaque da rota é o Khunjerab Pass de 4730m.

28. Visita as ruas abandonadas da ilha Hashima no Japão

Edifícios abandonados na ilha de Hashima, Japão.

Ilha Hashima no Japão contribui para um dia sinistro

© Ajari

No filme de James Bond, Skyfall, a Ilha Hashima é um excelente esconderijo para vilões, mas a maioria das pessoas não sabe que é um lugar verdadeiro na Baía de Nagasaki que podes visitar. A ilha era basicamente a ponta de uma enorme mina de carvão submarina, que fechou em 1974. Agora, nada resta a não ser os prédios fantasmagóricos e as calçadas cheias de ervas daninhas. Assustador, mas culturalmente significativo.
Onde: Baía de Nagasaki, na ponta sudoeste do Japão.
Quando: As excursões acontecem quase todos os dias e custam cerca de 4000 ienes.
Como: Os turistas não podem andar por toda a cidade (provavelmente por razões de SSO). Há uma passagem especial nos arredores da ilha.

29. Passa através do arco-íris danxia em Zhangye, China

Camadas multicoloridas no Danxia National Geological Park.

O Danxia National Geological Park é um lugar espetacular para um passeio

© Eric Pheterson

O que é uma danxia? Boa pergunta. Danxia é basicamente um tipo de geomorfologia petrográfica (arenito bipolar) que pode ser encontrada em declives tecnicolores e planaltos rochosos. No que diz respeito a fenómenos como erosão e estratos, são muito apelativos. Para vê-los, precisas de ir até à China. Uma peculiaridade estranha da geologia significa que a grande maioria destas formações terrestres só são encontradas por lá. Existem alguns locais por onde escolher, mas o Parque Geológico Nacional Zhangye Danxia é provavelmente o mais popular (basta pesquisar no Google).
Onde: O Parque Geológico Nacional de Danxia fica nos arredores da cidade de Zhangye, na província de Gansu, no noroeste da China.
Quando: O início do outono (Setembro a Outubro) é um ótimo momento para viajar na China. O clima é relativamente quente e a chuva é rara.
Como: Uma passadeira de madeira atravessa o Parque Danxia. É um lugar bastante espetacular para um passeio.

30. Assiste a um espetaculo de hip hop em Ulaanbaatar, Mongólia

Artista canta com a banda em segundo plano.

Novo Mass Club em Ulaanbaatar lança promessas do hip-hop

© Al Jazeera English

Hip hop na Mongólia? Sim, é um fenómeno. Escondido entre as ruas de cimento pós-soviéticas de Ulaanbaatar, encontras uma subcultura urbana próspera, impulsionada pela história cultural, pelo radicalismo político e por breakbeats. Os artistas costumam fazer rap em Khalkha, o dialeto tradicional mongol, e usam as letras como veículo para a mudança social, ou para lembrar as histórias folclóricas tradicionais da Mongólia. É um mundo longe das ruas de Nova York, mas não podes negar que parece ótima ideia.
Onde: O New Mass Club em Ulaanbaatar costuma apresentar ótimas performances ao vivo de artistas locais como Gennie e Quiza.
Quando: Confirma os horários dos clubes para as próximas apresentações ou (se estiveres numa excursão em grupo) pergunta ao guia sobre o que há de bom na cidade.
Como: Não falas mongol? Aproveita apenas a batida.

31. Pedala ao redor do lago Sun Moon em Taiwan

O lago Sun Moon em Taiwan ao pôr do sol.

Lago Sun Moon em Taiwan

© Mark Kao

O desfiladeiro de Taroko é provavelmente a maravilha natural mais famosa de Taiwan, mas muito próximo está o deslumbrante lago Sun Moon. A localização é épica - situada no alto da cordilheira central de Taiwan, cercado por encostas cobertas de selva. Mas a verdadeira magia acontece ao amanhecer. O sol transforma as águas de azul em ouro, e os pescadores emergem para lançar redes em silhueta. Não é de admirar que a CNN tenha classificado a ciclovia à volta do lago como uma das melhores do mundo.
Onde: Sun Moon Lake fica no meio do condado de Nantou. Basta seguir a estrada do Taroko Gorge.
Quando: Tenta de setembro a novembro. As noites são amenas, e consegues preços fora da época alta.
Como: Existem vários hotéis à volta do lago, principalmente na vila Shueishe. Podes alugar bicicletas o ano todo.

32. Navega pelo Myeik Archipelago

Ilha com praia branca vazia e mar azul.

Mergui estava fora dos rádares dos turistas desde o final da década de 1940

© James Kirk

Mergui (ou Myeik, como também é conhecido) é o tipo de lugar que sonhas em encontrar. Isolado do mundo exterior, literalmente fora dos limites do turismo desde o final da década de 1940, um arquipélago idílico povoado por semi-nómadas. O turismo aqui ainda está por desbravar, mas há algumas empresas que fazem viagens de barco sustentáveis pelas ilhas. Ainda não há infra-estruturas aqui (e ainda vai demorar), apenas a população Moken, a água azul e algumas centenas de ilhas desconhecidas com selvas no topo.
Onde: Tens de pesquisar um pouco mais sobre este destino. Mergui fica na costa do sul da Birmânia, ao sul da cidade de Myeik.
Quando: Evita a estação chuvosa, viaja durante a estação seca. Linguagem equatorial. Visita de outubro a fevereiro e estarás bem.
Como: A Burma Boating realiza passeios de barco por Mergui.

33. Faz parte da tripulação de um paraw nas Filipinas

Marinheiro ajusta a vela nos exóticos mares límpidos.

Navega pelas ilhas remotas no Philippines Sailing Challenge

© Oliver Pelling

Se ficaste relaxado com a taxonomia dos barcos filipinos, um paraw é um tri-maran tradicional que cruza as águas Filipinas há centenas de anos. E nós sabemos onde podes velejar num deles. Sim, tu e o teu grupo podem juntar-se a uma tripulação de marinheiros locais para competir com outros viajantes de ilha para ilha. As habilidades de navegação não são necessárias, apenas o gosto pela aventura (e talvez um estômago forte). Podes conhecer moradores locais, adquirir um pouco da sabedoria náutica, completar desafios e relaxar em algumas das melhores praias que já vimos. É como Castaway, mas sem o terror e a solidão.
Onde: O Philippines Sailing Challenge acontece em Boracay, sul de Manila.
Quando: O clima é crucial (um paraw não é o sítio em que queres estar quando começa uma tempestade), então estas viagens acontecem em abril e novembro, quando o mar está calmo.
Como: A grande questão. ALarge Minority é quem organiza esta aventura épica e ainda há vagas abertas para 2019.

34. Leva a tua melhor pistola de água para o Festival da Água Songkran

As pessoas que lutam com água na rua.

Traz a tua pistola de água para o festival Songkran

© John Shedrick

Oficialmente, esta é uma celebração do Ano Novo Tailandês. Não oficialmente, é a maior guerra de água do mundo. Na verdade, começou por ser uma cerimónia pacífica, onde os jovens tailandeses pediam a bênção dos seus anciãos derramando água suavemente sobre as mãos. Num dado momento ao longo desta história, alguém decidiu trazer uma super pistola de àgua, e o resto é história. Milhares de pessoas saem às ruas e os turistas são definitivamente um alvo fácil. Leva um impermiável.
Onde: Chiang Mai tem provavelmente o Festival Songkran mais selvagem, mas se procuras uma versão um pouco mais leve, tenta Lamphun.
Quando: Songkran geralmente acontece de 13 a 15 de abril.
Como: Não há como evitar o caos se estiveres nas ruas. O melhor é mesmo agarrar em algumas bombas de água e participar.

35. Navega pelas praias do sul do Sri Lanka

Catamarã visto de cima em mares azuis.

Navegua no Sri Lanka com uma pequena ajuda da G Adventures

© G Adventures

A maioria das excursões pelo Sri Lanka percorre a Spice Island, geralmente com um passeio pelo interior dos enevoados campos de chá de Kandy. Mas terás uma visão diferente do topo do teu próprio catamarã, se atravessares as ondas na costa de Galle e Kudawella. O budismo Theravada é mais profundo nesta zona, entre palmeiras, areias brancas e pequenas vilas de pescadores. Mergulha e faz snorkeling nas águas próximas a Welipatanvila durante o dia e depois relaxa na praia com um churrasco de frutos do mar ao pôr do sol. Reza por caranguejo. O caranguejo aqui é divinal.
Onde: A costa sul do Sri Lanka é preenchida por praias de areia branca. A melhor corrida que podes fazer é de Galle até Welipatanvila.
Quando: Evita apenas a época das monções. Uma boa opção é ires de Fevereiro a Abril e de Novembro a Dezembro.
Como: Não te preocupes, não é um catamarã BYO. Os operadores turísticos como oG Adventures organizam partidas regulares durante a época alta.

36. Sobe ao ninho do tigre no Butão

Templo à beira de um penhasco no Butão

O Ninho do Tigre no Butão desafia a crença e a gravidade.

© Aditya Karnad

Chama por ti: Taktshang, ou Ninho do Tigre, é o templo mais bonito do mundo. E fica situado num dos nossos países favoritos: o reino montanhoso do Butão, uma terra que definitivamente marcha ao ritmo do seu próprio tambor. As paredes brancas do ninho do tigre foram destruídas por um incêndio em 1998 e reconstruídas com elevadas quantias de dinheiro. Hoje está mais bonito do que nunca. E confia em nós: as fotografias não fazem justiça a este sítio.
Onde: Nas profundezas do vale de Paro, no oeste do Butão.
Quando: A primavera é uma época linda para visitar o Butão, mas se estiveres à procura de silêncio, evita o início de abril: o festival Paro Tshechu atrai grandes multidões.
Como: A única maneira de chegares ao ninho do tigre é a caminhar. Fala-se em construir uma estrada adequada através das montanhas, mas o local não seria o mesmo sem a peregrinação.

37. Conduz um riquixá pelo Camboja

Motoristas de riquixá no Camboja.

Passeia pelo Camboja de riquexó com a Large Minority

© Large Minority

Viajar pelo Camboja já é uma alegria, mas atravessá-lo no teu próprio riquixá de três rodas, com motor japonês e design do Camboja é ainda melhor. Tu e o teu grupo devem começar em Siem Reap e passar por pontos de verificação no caminho até Phonm Penh, evitando buracos e completando desafios ao longo do caminho. É uma nova forma de viagem em grupo organizada pela operadora turística Large Minority.
Onde: O desafio do riquixá passa por Beng Mealea, Preah Vihear e Koh Trong, no centro do Camboja.
Quando: O próximo Cambo Challenge começa em Outubro, o que é uma ótima época, se quiseres evitar algumas multidões.
Como: Não é necessária experiência com riquixás - a viagem inclui um dia completo de treino para motoristas em Siem Reap, cortesia da Large Minority.

38. Aventura-te por baixo da terra na Caverna Hang Son Doong, Vietnam

Silhueta de visitante da caverna Hang Son Doong.

Hang Son Doong é a maior caverna do mundo

© Nguyen Tan Tin

É difícil colocar em perspectiva o tamanho da caverna Hang Son Doong, mas vamos tentar. É a maior caverna do mundo: com mais de 8,5 quilómetros de comprimento, casa da sua própria selva e rio, e onde no seu interior poderia caber um arranha-céus de 40 andares sem ficar demasiado apertado. O estranho: ninguém sabia disto até 2009, quando os espeleólogos britânicos tropeçaram por mero acaso nesta caverna e tiveram de utilizar lentes de ângulo amplo para explorar tudo.
Onde: Encontras a caverna no meio da província de Quảng Bình, no centro do Vietnam.
Quando: As excursões pela caverna reservam-se com bastante antecedência e são sensíveis à data. Tens de planear esta aventura com cerca de um ano de antecedência.
Como: Podes não só explorar esta gigantesca estrutura subterrânea, como também podes acampar nela. Basta perguntares ao guia da OxalisBYO de capacete com lanterna na parte superior.

39. Diverte-te no Festival de Lama Boryeong na Coreia do Sul

Grupo de pessoas cobertas de lama.

Diverte-te e suja-te neste festival de lama coreano

© Jirka Matousek

Todos os anos, a pacata cidade costeira de Boryeong aumenta de uma população de cerca de 100.000 pessoas para vários milhões. Porquê? Lama. Lama milagrosa. Lama cinzenta, pegajosa e cosmeticamente útil. As planícies de lama perto de Daecheon estão cheias de coisas boas, como germânio e bentonita, e o festival apresenta uma variedade de massagens de lama, enormes escorregas de lama insufláveis, música ao vivo, luta com lama, fogos de artifício na lama (!!) e treino de combate na lama ao estilo do exército. Se é lama e é loucura, então está aqui.
Onde: Praia de Daecheon em Boryeong, Coreia do Sul
Quando: Julho.
Como: Provavelmente é óbvio, mas guarda as roupas boas, relógios e óculos em casa. Vais ficar cheio de lama.

40. Visita o novo Skypark de Seul, Coreia do Sul

Visitantes no prado do Skypark de Seul.

O Skypark de Seul é um oásis no centro da cidade

© One Day Korea

Já deves ter ouvido falar da High Line de Nova York – uma antiga linha férrea desativada que se transformou num parque que passa acima do nível das ruas. Desde 2017, Seul tem sua própria versão - o Seoullo 7017 ou 'Skypark'. Tem cerca de um quilómetro de comprimento, mais de 24,00 plantas, sem mencionar cafés, exposições de arte, playgrounds infantis, música ao vivo e galerias. Podes até ficar em cima de buracos gigantes de vidro, que proporcionam uma excelente vista para o chão ... 17 vertiginosos metros abaixo.
Onde: Seoullo 7017 vai de Myeong-dong a Jung-gu em Seul. Basta procurar a linha gigante coberta pelo parque.
Quando: O parque está aberto todos os dias e a cidade ainda oferece passeios gratuitos aos turístas. Melhor época para visitar? Março a maio ou setembro a novembro.
Como: Tenta passear aos fins de semana. Músicos invadem o Skypark e transforma-se numa grande festa. One Day Korea pode ajudar-te a planear.

- África e Médio Oriente -

41. Debaixo das Cataratas Maletsunyane, no Lesoto

Grande cascata e falésias rodeadas por um vale verdejante.

Maletsunyane é uma daquelas vistas saída diretamente do National Geographic

© Visit Lesotho

Toda a gente tem uma cascata favorita, mas agora vamos atirar mais um dado para cima da mesa. Provavelmente nunca ouviste falar, mas dá uma vista de olhos à fotografia e vais querer reservar o teu bilhete para a pequena nação africana do Lesoto. Maletsunyane é uma daquelas paisagens saídas diretamente do National Geographic: uma cascata de 192m de queda livre, presa entre duas falésias de basalto e cercada por um vale verdejante. Como a Angel Falls na Venezuela, a queda é tão alta que a água evapora antes de atingir o solo, subindo como uma névoa e dando ao local o nome de: Semonkong, O Lugar da Fumaça.
Onde: Maletsunyane fica nos arredores da cidade de Semonkong, no Lesoto.
Quando: O fim do verão é a época perfeita para visitar o Lesoto. Em março, Maletsunyane deve estar cheio das grandes chuvas de fevereiro.
Como: Participa num passeio a pé e fica até ao pôr do sol. A luz agonizante e as quedas maciças contribuem para uma combinação bastante mágica.

42. Navega um dhow pela Ilha Swahili de Lamu

A navegar num dhow em Lamu.

Aluga um dhow tradicional e navegua pelos velhos ventos alísios em Lamu

© Justin Clements

Algumas centenas de cliques a norte de Mombasa, na costa do Quénia, vais encontrar o Arquipélago de Lamu. A cidade de Lamu é uma mistura fascinante de mesquitas e casas, construídas em coral e pedra, mulheres em bui-bui e grupos de crianças sorridentes. Mas as pessoas vêm aqui por um motivo: a água. Aluga um dhow tradicional (há muita coisa a flutuar na baía) e navega pelos velhos ventos alísios.
Onde: Lamu é uma ilha no arquipélago de Lamu, na costa do Quénia.
Quando: Tenta visitar durante os meses de inverno um pouco mais frios (Julho e Agosto).
Como: A maioria dos hotéis em Lamu pode organizar viagens de dhow às ruínas próximas de Takwa.

43. Caminha pelas regiões norte do Kruger National Park na África do Sul

Elefante africano.

Um elefante africano é visto no Pafuri Walking Trail

© Derek Keats

O Kruger National Park é uma das jóias da coroa do safári em África. Mas apenas uma pequena parte dos 1,5 milhões de visitantes anuais consegue ver as regiões a norte do parque, isoladas dos principais trilhos. A única maneira de ver este deserto é a pé: caminhar pelos trilhos de caminhada Pafuri passando pelo vale do rio Limpopo, Crooks Corner, Hutwini e floresta de Luvuvhu. Fica atento às chitas, elefantes e antílopes, além das espécies icónicas de pássaros do Kruger. Se conseguires encontrar a ave Rabo-espinhoso-malhado.
Onde: O Kruger National Park fica a cerca de cinco horas a nordeste de Joanesburgo, na África do Sul.
Quando: A meio do ano geralmente é o melhor momento para assistir aos melhores avistamentos, de Julho a Setembro.
Como: Não há muitos safaris a pé no norte do Kruger, mas conseguimos encontrar um.

44. Esquia nas montanhas Alborz do Irão

Neve nas encostas das montanhas em Alborz, Irão.

Alborz - a melhor pista de neve do Médio Oriente?

© Ninara

Descrever Alborz como o melhor da neve do Médio Oriente pode ser um bocado a mesma coisa que afirmar que o deserto do Atacama no Chile é o melhor local de mergulho, mas este é o lado do Irão que a maioria dos turistas nunca consegue ver. Alborz tem tudo a ver com brilho e glamour - os iranianos prósperos descem e desfrutam das encostas das montanhas, livres das restrições da teocracia, mesmo que por pouco tempo. O brilho ocasional do telhado de um santuário xiita é a única pista de que não estás nos Alpes Suíços. E os turistas? Esquece isso.
Onde: Os campos de ski de Alborz ficam ao nordeste da capital do Irão, Teerão.
Quando: Queres provavelmente evitar um inverno iraniano (podem ser bastante severos). Vai em setembro ou outubro para conseguires céu limpo e boa neve.
Como: Existem algumas estações de ski na montanha. Dizen e Shemshak são provavelmente os mais populares.

45. Observa tartarugas marinhas em vias de extinção em Ras al-Jinz, Omã

Uma tartaruga marinha faz um ninho na areia em Ras al-Jinz, Omã

Passeia com tartarugas em Ras al-Jinz, Omã

© G Adventures

As dunas de Omã são um dos últimos lugares do mundo onde podes ver centenas de tartarugas marinhas, e entre julho e outubro é exatamente isso que vais ver. Tartarugas verdes, tartarugas-de-pente, tartarugas cabeçudas - todas elas se arrastam sobre a areia em praias como Ras al-Jinz e Daymaniyat Island, cavando buracos na areia e pondo ovos. O santuário de tartarugas Ras al-Jinz é um dos melhores para ver toda a ação. Ainda têm cientistas disponiveis para orientar os esforços locais de conservação.
Onde: As tartarugas migram todos os anos das margens do golfo da Arábia para pôr os ovos nas praias de Omã.
Quando: Julho a Outubro é a época alta das tartarugas, mas podes ver os sites locais para obter informações mais atualizadas.
Como: A G Adventures inclui uma paragem em Ras al-Jinz na sua excursão em grupo “O melhor de Omã”.

46. Escala as dunas de areia de Sossusvlei, Namíbia

As dunas de areia de Sossusvlei, na parte sul do deserto do Namibe.

As fotografias de Sossusvlei são de outro mundo

© David Nunn

Além de ser uma ótima maneira de usar todos os S que sobram no Scrabble, Sossusvlei é o local mais fotogénico da Namíbia, uma série de dunas de yin-yang esculpidas pelo vento em montanhas imponentes a ouro e preto. A tradução de Sossusvlei é aproximadamente "pântano sem saída", o que não é um fato que aparece em muitas brochuras de turismo da Namíbia. As areias daqui têm mais de cinco milhões de anos, varridas do deserto de Kalahari durante milénios pelo rio Orange.
Onde: Sossusvlei fica na parte sul do deserto do Namibe, no Parque Nacional Namib-Naukluft da Namíbia.
Quando: O Outono é o momento ideal para visitar Sossusvlei, de março a maio. O céu claro e os ventos amenos proporcionam as melhores condições para fotografar.
Como: Se queres as melhores fotografias, vai ao entardecer quando o sol transforma as dunas em maravilhas de vermelho e preto nos dois lados.

47. Observa leopardos num safari a pé no Parque Nacional Luangwa da Zâmbia

Um leopardo afasta-se na vegetação.

O Parque Nacional South Luangwa é um ótimo local para avistar leopardos

© Alex Berger

Quando se trata de parques nacionais africanos, Luangwa não pertence ao top 10 da maioria das pessoas. O que é realmente uma pena, porque é aqui que tens a melhor hipótese de encontrar o mais esquivo dos cinco grandes: o leopardo. Luangwa, na Zâmbia, também é um dos poucos parques que oferece verdadeiros safaris a pé. É a melhor maneira de te aproximares e ver a vida selvagem local, e os guias aqui são conhecidos como alguns dos melhores do mundo. Estás em muito boas mãos e em segurança.
Onde: Luangwa estende-se pelo leste da Zâmbia, perto da cidade de Mfuwe.
Quando: Os melhores avistamentos aqui são sazonais, como a maioria dos parques nacionais. Geralmente, o ideal é chegares no final de junho, quando as condições de seca forçam os animais a encontrarem poços de água de confiança.
Como: A pé. Não há melhor maneira. A Track and Trail River Camp pode ajudar.

48. Mergulha com tubarões-baleia no Djibuti

Mergulhador debaixo do tubarão-baleia.

Mergulha com estes simpáticos gigantes no Djibuti

© Marcel Ekkel

O pequeno Djibuti no Chifre de África não está propriamente cheio de turistas, mas é assim que gostamos. Podes caminhar pelo Parque Nacional Day Forest, dormir belles étoiles (sob as estrelas) em Allouli e relaxar nas areias brancas da Plage des Sables Blancs sem nunca encontrares um companheiro de viagem. É na costa que encontras outro segredo do Djibuti: tubarões-baleia. As flores de plâncton cobrem a Baía de Ghoubbet de outubro a fevereiro, que atraem tubarões-baleia às dezenas. A Costa de Ningaloo, vai roubar-te o coração.
Onde: Ghoubbet al-Kharab (também conhecida como Baía de Ghoubbet) é cercada por falésias e vulcões, na costa do Djibuti.
Quando: A época do tubarão-baleia dura enquanto o plâncton continua a florescer - geralmente de Outubro a Fevereiro.
Como: Existem muitoslocal operators prontos para te fazer mergulhar com um tubarão-baleia.

49. Conhece as águas cor-de-rosa do lago Retba no Senegal

Vista aérea de barcos no lago vermelho.

Imagens surreais do Lago Retba no Senegal

© Jeff Attaway

"Os lagos devem parecer milkshakes." Presumivelmente, este deve ter sido o pensamento divino por trás da criação do lago Retba no Senegal. Ao contrário dos milkshakes normais este tem um teor de sal de cerca de 40% e está cheio de algas cor de rosa de Dunaliella salina (yum). Os trabalhadores recolhem o sal do lago, protegendo a pele com manteiga de karité, mas também existem peixes que vivem aqui. São muito mais pequenos que os peixes comuns, mas pelo menos são pré-temperados.
Onde: Península de Cap Vert, a nordeste de Dakar, no Senegal. Curiosidade: era aqui que costumava ser o fim do famoso Rally Dakar.
Quando: O lago fica mais rosado durante a estação seca, de Novembro a Junho.
Como: Várias empresas realizam passeios à volta do lago, incluindo passeios de quadriciclo pelo interior circundante.

50. De jangada sob as Cataratas Victoria na Zâmbia

Victoria Falls vista através da vegetação.

Vais ficar apaixonado pelas Victoria Falls. Percebes? Ahem

© Ninara

Como as Cataratas do Iguaçu, as Victoria ficam numa fronteira, então há sempre duas maneiras de as visitar. O lado do Zimbábue costuma ser o mais popular dos dois, mas se preferes ficar longe da multidão, tenta uma abordagem pela Zâmbia. Para ver de perto a Catarata Oriental, sobe na passadeira encharcada de neblina e caminha até ao apropriadamente chamado Knife's Edge. Mas, para os verdadeiros viciados em adrenalina, nada supera saltar numa balsa e remar pelas correntes na base das cataratas.
Onde: Na ponta oeste do Zimbábue, na fronteira com Zâmbia.
Quando: A melhor época para visitar é entre fevereiro e maio, logo após as grandes chuvas de verão.
Como: Faz a tua escolha: jangada, rapel, bungee, jet boat ou sobrevoar as cataratas de helicóptero.

51. Observar as estrelas no Observatório do Saara em Marrocos

Céu cheio de estrelas sobre o deserto.

Para de olhar para o umbigo, olha para as estrelas no Observatório do Saara

© Gustaw Jot

Traz o teu roupão e o telescópio, vamos ver as estrelas. Nos limites do Saara marroquino, cercado por mais nada a não ser dunas e um pequeno acampamento de tendas, fica um observatório do deserto, pertence ao hotel e é uma verdadeira fortaleza de Kasbah. O céu limpo, a ausência de poluição luminosa e o isolamento completo tornam as estrelas aqui algumas das melhores do mundo. A latitude a sul de Marrocos significa que podes apanhar constelações nos dois hemisférios. Já dissemos que se fazem aulas de astronomia no telhado?
Onde: Perto da fronteira sul de Marrocos, no limite do deserto do Saara.
Quando: Confirma o calendário celestial para grandes eventos, mas normalmente os meses mais frios de outubro a abril são um ótimo momento para visitar Marrocos.
Como: Fácil. A Morocco Desert Stargazing organiza viagens no Erg Chebbi em Marrocos.

52. Experimenta kitesurf em Essaouira, Marrocos

Essaouira pela costa em Marrocos.

Espuma branca, brisa do mar e vento sempre presente: bem-vindo a Essaouira

© Tanel Teemusk

Essaouira (pronuncia-se essa-weera, se estiveres interessado) não é propriamente uma praia "veraniana". Não há pessoas a apanhar sol e a beber cocktails com pequenos chapéus a enfeitar. A localização da cidade na costa atlântica, combinada com as ondas e ventos que sopram do norte, significa espuma branca (carneirinhos), brisa do mar e um vento sempre presente. Basicamente, condições perfeitas para os kitesurfistas. É verdade, os profissionais de kitesurf vêm de toda a África (e do mundo) para aproveitar esta brisa. Há motivos para ser chamada de Windy City (desculpa, Chicago - não és única).
Onde: Essaouira fica na costa atlântica de Marrocos, a cerca de duas horas de Marrakech.
Quando: Para chuvas baixas, tenta visitar entre março e outubro. O vento é bastante constante durante todo o ano.
Como: As condições são adequadas para surfistas experientes, mas existem muitas empresas que dão aulas para iniciados nas amplas praias do sul da cidade.

53. Joga uma partida de Awari no Gana

Duas pessoas jogam Awari.

Awari é um dos mais antigos jogos conhecidos de habilidade intelectual

© Oware

Vamos apostar uma boa quantia de dinheiro em como nunca ouviste falar do Awari. É um dos mais antigos jogos de habilidade intelectual e um favorito dos moradores locais nas ruas de Accra. Oware (Awari é o nome em inglês) tem dezenas de variantes, mas a maioria envolve uma série de 12 buracos numa placa de madeira e 48 sementes que são movidas de casa em casa. Derrotar um local no Gana é um tiro no escuro (a menos que sejas algum tipo de prodígio Awari não conhecido), mas é muito divertido, mesmo quando não conheces as regras.
Onde: Awari é jogado por toda a África, mas no Gana chamam-no de jogo nacional.
Quando: Geralmente é melhor visitar o Gana por volta de Julho/Agosto, mas é claro que podes encontrar um jogo de Awari o ano todo.
Como: A melhor parte do Awari? A participação é incentivada! É um jogo social, por isso, se encontrares alguns locais a jogar, aproxima-te e apresenta-te.

54. Nada nas águas rasas de Bazaruto, Moçambique

Praia de areia clara e mar azul-turquesa.

Considerando tudo, Bazaruto é um lugar super agradável

© yeowatzup

Bazaruto é uma daquelas ilhas que pode estar submersa na maré alta. As franjas arenosas são uma linda rede de águas azul-céu profundas - um país das maravilhas varrido pelo vento por kitesurfistas e parapentes que captam o ar sério dos vendavais que sopram do Oceano Índico. E para os amantes da natureza? Os golfinhos aparecem nas águas rasas da costa, as tartarugas-de-couro e cabeçudas descansam nas dunas e até dugongos cruzam os prados de plantas marinhas.
Onde: Bazaruto é uma fina faixa de areia a cerca de 80 km a sudeste da foz do rio Save, em Moçambique.
Quando: Para uma experiência perfeita na praia, vai a Bazaruto entre Maio e Novembro.
Como: Vilanculos e Inhassoro, na costa, são as portas de entrada de Bazaruto, e existem alguns hotéis de luxo na própria ilha.

55. Viaja pela rota panorâmica da África do Sul

Paisagem acidentada da África do Sul.

Os Três Rondavels, a Rota Panorâmica da África do Sul

© yeowatzup

Qualquer estrada confiante o suficiente para espingardar o nome de Panorama Route deve ser bonita, certo? Felizmente, a estrada mais famosa da África do Sul tem a vista para justificar o título. Esculpindo as nuvens acima do espetacular Blyde River Canyon, é um desfile interminável de vistas de montanhas com nomes como 'Janela de Deus' e 'Vista da maravilha'. O que falta em modéstia compensa no drama, com cascatas a passar perto da estrada e águias a sobrevoar em cima. Uma Roadtrip alguém alinha?
Onde: A Panorama Route passa pela província de Mpumalanga, a leste de Joanesburgo.
Quando: De Maio a Setembro é um ótimo momento para visitar a África do Sul, com excelentes avistamentos no Kruger National Park, nas proximidades.
Como: Vai para a pequena cidade de Graskop, também conhecida como a porta de entrada para a Panorama Route, depois segue em direção a Blyde River Canyon.

56. Conhece as tribos do Vale do Omo, na Etiópia

Membro da tribo do Vale do Omo na Etiópia.

Conhece um estilo de vida totalmente diferente no Vale do Omo

© Richard Mortel

Enquanto o mundo moderno invade um pouco mais a cada ano, muitas das dezenas de tribos étnicas do Vale do Omo ainda se prendem aos modos de vida tradicionais. As aldeias de Daasanach ainda pastam cabras no mato seco da savana, o povo de Hamer ainda realiza a famosa cerimónia Jumping of the Bulls e o guerreiro Mursi ainda estica a mandíbula com enormes placas labiais. As tribos reúnem-se nos dias de mercado para negociar e trocar mercadorias. Para qualquer antropólogo principiante, é uma oportunidade a não perder.
Onde: O vale do Omo está escondido no sul da Etiópia, nas margens do rio Omo.
Quando: Para uma visita cultural verdadeira, a melhor época para visitar é de janeiro a abril, quando muitas tribos realizam celebrações e cerimónias de iniciação.
Como: AOmo Valley Tours organiza passeios pelo Vale do Omo, o que é engraçado.

57. Passeia pelo Fish River Canyon da Namíbia

Fish River Canyon na Namibia.

Trekkers viajam de todo o mundo para fazer caminhadas no Fish River Canyon

© Sonse

Trekkers viajam de todas as partes do mundo para caminhar nesta rota. Provavelmente é o melhor trilho do sul de África e, certamente, terás as melhores fotografias. Fish River Canon é uma cicatriz de 160 km na paisagem árida e rochosa do sul da Namíbia. Em alguns pontos, tem mais de 500m de profundidade, e a caminhada através das ravinas sinuosas leva cerca de cinco dias de trabalho árduo. Mas as recompensas valem a pena: vistas brutais e indomáveis, fontes termais sulfúricas e a certeza de que conquistas-te uma das verdadeiras maravilhas naturais de África.
Onde: O rio Fish flui pela região de Karas, no sul da Namíbia, perto da fronteira sul-africana.
Quando: Abril e Maio são bons momentos para visitar a Namíbia, com ar limpo e pouca poeira ao vento.
Como: O trilho começa no estacionamento a oeste de Hobas e desce até a algumas fontes termais de enxofre.

58. Caiaque no lago Malawi

Kayaker no lago no Malawi, África.

Bem-vindo ao Malawi, o coração quente de África

© Neville Nel

O Malawi é frequentemente considerado a África para iniciantes, mas preferimos o outro apelido: o coração quente de África. É o lar do Lago Malawi, um dos maiores, mais profundos e mais bonitos lagos do mundo: 570 km de água limpa, ilhas desertas e peixes coloridos de ciclídeos. Existem mais espécies de peixes aqui do que em qualquer outro lago do mundo, e podes vê-los de um caiaque.
Onde: O lago Malawi fica num vale no início da fenda da África Oriental, nas fronteiras do Malawi e Moçambique.
Quando: O inverno é a época perfeita para visitar o lago Malawi. Entre maio e final de outubro para dias ensolarados e céu limpo.
Como: Muitos operadores turisticos alugam caiaques para passeios de um dia. Rema até uma das ilhas desertas do lago, lê um bom livro e relaxa o dia inteiro.

59. Visita um mercado de vodu no Togo

Crânios num mercado no Togo.

Há muitos crânios no mercado de Lomé

© Julius Cruickshank

No popular mercado de Akodessewa, podes encontrar desde crânios humanos, cabeças de leopardo e jacarés, até curas e maldições. Vodun (ou vodu) é um ritual religioso de tribos locais, então vai preparado para o maravilhoso e o estranho.
Onde: Podes encontrar o Mercado de Akodessewa na cidade de Lome no Togo.
Quando: Pergunta ao teu guia local a próxima data do mercado.
Como: Embora o vodun seja uma tradição espiritual no Togo, não apoies ou pagues práticas crueis que violam o bem-estar animal. Opta pelas curas de vodu mais sustentáveis.

60. Acampa durante a noite no sagrado eremitério de Assekrem, Argélia

Paisagem rochosa de Asskerem, Argélia.

O que se parece mais com Marte do que com a Terra: bem-vindo ao Asskerem

© Guillaume-Lecoquierre

Não existem muitos lugares como este no mundo: solitário, intocado, remoto, com uma imagem que se parece mais com Marte do que com a Terra. Bem-vindo a Asskerem, nas montanhas deformadas da península de Atakor, na Argélia. Em 1911, o padre francês Charles de Foucauld construiu um pequeno eremitério no pico mais alto, Assekrem, e ainda hoje está de pé. Significa "O Fim do Mundo" no idioma tuaregue local, o que é bastante apropriado. Poucas empresas fazem passeios em Assekrem, mas ainda é possível acampar perto do eremitério.
Onde: Assekrem fica nas montanhas Hoggar, no sudeste da Argélia.
Quando: Meses como março ou setembro, são perfeitos - o clima é ameno e os turistas são poucos.
Como: As comodidades são escassas aqui em cima, por isso é obrigatório acampar. Levanta-te cedo para um dos verdadeiramente espetaculares amanheceres.

- América Latina -

61. Festa a noite toda na discoteca da caverna Ayala em Trinidade

Os festeiros dançam numa caverna.

Disco Ayala é uma das noites mais incríveis da América Central

© James Emery

Sabes aquela malta que conhece tudo o que é clube underground? Prepara-te para superá-los. A Discoteca Ayala em Trinidade é uma das noites mais incriveis da América Central: cinco pistas de dança (feitas de mármore verdadeiro), três bares, milhares de foliões, apresentações de cabaré e toda a grandiosidade de estar num sistema de cavernas subterrâneas da vida real. É como aquela cena de dança no segundo filme de Matrix, mas sem os robôs e a vibe apocalíptica.
Onde: Procura a entrada subterrânea da igreja Ermita Popa (ou apenas segue as estranhas vibrações subterrâneas da base)
Quando: A discoteca abre a...entrada da caverna todas as noites às 22:00 e vai até as 03:00.
Como: A entrada geralmente custa cerca de CUC $ 10. Além disso, tenta ficar até a 1 da manhã, é quando chegam os artistas de fogo, encantadores de cobras e os que comem vidro.

62. Deixa o tempo passar em Jericoacoara, Brasil

Redes no mar no Brasil.

Pendura-te em 10 redes em Jericoacoara, Brasil

© Rosanteur

Esquece o Rio, Jericoacoara (ou Jeri, para abreviar) é o paraíso costeiro secreto do Brasil. As ruas são pavimentadas com areia, as águas são rasas e quentes, e tem algumas das dunas de areia mais incriveis que existem por aí. O ritual mais popular da cidade acontece todas as noites no 'Sunset Dune' (Pôr do Sol) a oeste da cidade para uma cerveja (geralmente de algum local empreendedor com um carrinho), algumas batidas afro/brasileiras e um glorioso pôr do sol no Atlântico.
Onde: No extremo norte do Brasil, a oeste da cidade de Fortaleza.
Quando: O clima é bastante consistente durante todo o ano em Jeri, mas entre julho e fevereiro é considerado ideal.
Como: Segue a multidão até ao Pôr do Sol, bebe uma cerveja e relaxa na areia.

63. Parapente em Iquique, no Chile

Vista do deserto de Atacama através de montanhas.

Deserto do Atacama no Chile

© Danielle Pereira

Poucos turistas chegam a Iquique, a noroeste do Chile, entre o azul infinito do Pacífico e as enormes dunas vermelhas do Atacama. Mas é um dos melhores pontos de parapente do planeta. Também tens garantidas boas condições: Iquique recebe cerca de um dia de chuva por ano. Encontra um operador local, escolhe uma das cem dunas que cercam a cidade e faz-te à vida.
Onde: Iquique fica junto à costa do norte do Chile, na região de Tarapacá.
Quando: A verdade, é que não importa. Este lugar é quente e seco 99% do tempo.
Como: Operadores locais como Antofaya organizam alguns passeios épicos. Estás em boas mãos.

64. Anda de buggy pelo Atacama

Vista aérea do Deserto do Atacama

A Travessia do Atacama está entre uma das corridas mais difíceis do mundo

© 4 Deserts Limited / www.4deserts.com

Mesmo para os padrões do deserto, o Atacama do Chile é um pouco estranho: é o deserto mais seco do mundo (se não contares com a Antártica); a paisagem é composta por lagos salinos vulcânicos, salinas vazias e flamingos cor de rosa; Diz-se que um alto volume de quartzo e cobre no solo envia energia positiva aos habitantes locais; é o lar do conjunto de telescópios mais caro do mundo; e é um ponto crucial para andar de buggy na areia. Não é um mau currículo para aquilo que é essencialmente um terreno baldio e árido.
Onde: O Atacama fica no alto do norte do Chile, entre a Cordilheira dos Andes e a costa do Pacífico.
Quando: EntreSetembro e Março.
How: Os operadores locais organizam passeios de quadriciclo em São Pedro de Atacama, base de todas as aventuras no deserto.

65. Procura espíritos perdidos em Chiloé, Chile

As pessoas andam nas passadeiras em penhascos.

Comparado à Patagónia nas proximidades, quase ninguém de fora visita Chiloé

© Caamila

Muitos lugares são descritos como "místicos", mas Chiloé é um lugar que realmente ganha o título. É uma ilha envolta em névoa na costa do sul do Chile, mas parece completamente isolada do resto do país. As manhãs começam com um denso nevoeiro, os pescadores vivem em casas multicoloridas chamadas palafitos e o campo está cheio de lendas, mitos, navios fantasmas e gnomos da floresta. Também não terás que lutar contra a multidão. Comparado com a Patagónia nas proximidades, quase ninguém de fora visita este local.
Onde: Chiloé fica na costa, a sul de Puerto Mont. Podes voar de Santiago ou atravessar de balsa.
Quando: A melhor época para visitar a ilha é de dezembro a março.
Como: Treina o teu espanhol antes de ir. Muitos chilotes não falam inglês. E não deixes de conhecer as igrejas património da UNESCO que pontilham a ilha.

66. Experimenta a fusão Nikkei em Lima, Peru

Prato de gastronomia japonesa e peruana.

"Nikkei" não é japonês por "insanamente delicioso", mas deve ser

© Cathrine Lindblom Gunasekara

Aquela coisa toda da 'cozinha de fusão' tornou-se um bocado ultrapassada, mas conhecemos uma tendência culinária que precisas de experimentar o mais rápido possível. Chama-se Nikkei, um híbrido de gastronomia japonesa e peruana (o que não faz sentido, até aprenderes sobre a grande imigração japonesa no Peru no final do século XIX). Pensa em bolinhos, na pele crocante de frango com molho de gengibre pachikay, senbei de arroz (bolachas) e banana assada. E o melhor lugar para experimentar? O famoso Maido, do chef Mitsuhara Tsumura. Recentemente, foi classificado como o oitavo melhor restaurante do mundo.
Onde: Encontras Maido em Miraflores, em Lima, a algumas ruas da praia.
Quando: Reserva com antecedência, é tudo o que te podemos dizer. Há uma lista de espera que pode durar meses.
Como: O menu de Mitsuhara muda com as estações, mas espera o inesperado.

67. Atravessa o Altiplano Boliviano

Montanhas no Altiplano boliviano

O Altiplano boliviano é o maior planalto fora do Tibete

© A. Davey

Aqui está como vai ser: passas um dia a tirar fotografias nas salinas do Salar de Uyuni; então, quando os outros turistas saltarem para os grandes autocarros de volta a casa, tu vais diretamente para o selvagem Altiplano boliviano. Este é o maior planalto do mundo para além do Tibete. Apenas algumas empresas de turismo fazem esta viagem, mas isso significa apenas que consegues milhares de quilómetros de lagos vulcânicos, flamingos, montanhas e paisagens lunares.
Onde: O Altiplano abrange uma grande área dos Andes Centrais, incluindo o norte do Chile e Argentina, o oeste da Bolívia e o sul do Peru.
Quando: Durante os meses quentes e amenos, geralmente de Dezembro a Março.
Como:Dragoman Overland é na verdade uma das poucas empresas que organiza esta viagem.

68. Passeia pelas encostas nevadas de um vulcão no Chile

Os caminhantes em subidas passam por nuvens produzidas pelo vulcão Villarrica.

Nem todos os vulcões são iguais. Caso em questão: Villarica

© Andy Hares

Vulcões ativos geralmente estão associados a pessoas que tentam fugir o mais depressa possível, e não até ao cume. Villarrica é a exceção. É um dos poucos pontos do mundo em que podes ver a verdadeira atividade de Stromboli de perto (muitas vezes há até um pequeno lago de lava à tua espera no topo). A caminhada até a encosta é desafiadora, mas de tirar o fôlego, com vistas panorâmicas sobre o lago e a Cordilheira dos Andes.
Onde: Villarrica paira sobre a cidade de mesmo nome, cerca de 750 km a sul de Santiago, Chile.
Quando: Obviamente, como sendo um dos vulcões mais ativos do mundo, a segurança é fundamental. Verifica com as operadoras locais a atividade vulcânica recente.
Como: Não vamos mentir - é uma caminhada difícil até o topo. Se procuras algo um pouco mais fácil (e dispendioso), existem alguns passeios de helicóptero que te levam diretamente ao topo.

69. Finge que fazes um documentário na Península Valdés da Argentina

Os pinguins amontoam-se na Península Valdés, na Argentina.

Passe algum tempo com os pinguins na Península Valdés

© dfaulder

Galápagos é a rainha legítima da vida selvagem da América do Sul, mas a Península Valdés da Argentina é pelo menos uma espécie de conde ou visconde. Tem todo o esplendor natural do seu primo mais famoso (pinguins de Magalhães, orcas, leões marinhos, baleias francas do sul etc.), mas menos multidões. É uma península árida da Patagónia - não vens até aqui por paisagens exuberantes - mas é um dos poucos lugares do mundo em que podes ver baleias assassinas a caçar focas na praia.
Onde: A Península Valdés fica na costa sul da Argentina, a nordeste da província de Chubut.
Quando: Se quiseres tentar assistir a um ataque de uma orca, a maré alta entre fevereiro e abril é a ideal. Mas não tenhas muitas esperanças; é uma visão super rara.
Como: A maior parte da vida marinha é tão comum que os avistamentos são quase garantidos durante todo o ano. Podes aproximar-te, mas lembra-tee: sem tocar.

70. Vê os surfistas no rio Amazonas

Surfista apanha onda do rio na Amazónia.

Pororoca - onde as águas do Atlântico crescem e surgem na Amazónia

© Lubasi

Chama-se Pororoca, um fenómeno que acontece duas vezes por ano em que as águas do Atlântico aumentam e surgem na Amazónia, criando um set perfeito de ondas. Só que, em vez de chegarem à praia ao fim de algumas centenas de metros, os surfistas chegam a apanha ondas de quilómetros e quilómetros, surfando em ondas que chegam aos 12m na Amazónia. A experiência é essencial: se achas que o desporto com pranchas é um desafio, talvez fiques de fora a ver. É uma vista e tanto.
Onde: O epicentro do Pororoca é São Domingos do Capim, no norte do Brasil.
Quando: O Pororoca geralmente acontece duas vezes por ano, entre fevereiro e março. Ouves um rugido distante - é a onda aproximar-se.
Como: Devemos dizer-te, Pororoca é perigoso. As enormes ondas podem arrastar árvores, detritos e até cobras venenosas pelo rio. O melhor é ficares apenas a apreciar o espetáculo.

71. Percorre os tepuis da Venezuela

Montanhas cobertas de árvores erguem-se das nuvens na Venezuela.

Os tepuis da Venezuela são a 'cena'

© 2il org

Se já viste o filme Up, viste um tepuis. Foram a inspiração para o Mundo Perdido de Sir Arthur Conan Doyle - enormes montanhas cobertas de rochas, a subir pelos bancos de nevoeiro, rodeados por cascatas. Cada tepuis é como um ecossistema perfeitamente isolado, lar de uma variedade de lagartos, sapos e aranhas que não encontras em mais nenhum outro lugar do planeta. Subir uma é complicado, mas há várias empresas que fazem caminhadas pela base.
Onde: Encontras tepuis nas terras altas da Guiana, no extremo leste da Venezuela.
Quando: A estação seca aqui ocorre de Outubro a Abril, mas os tepuis são notoriamente chuvosos. Leva um impermiável.
Como: A maioria dos tepuis está completamente fora do alcance de qualquer pessoa que não possua um helicóptero, mas há trilhos que levam ao cume do Auyan Tepui.

72. Senta-te no ringue de uma luta feminina na Bolívia

The Fighting Cholitas, um grupo de mulheres lutadoras bolivianas.

Conhece o Fighting Cholitas, um grupo de mulheres lutadoras bolivianas

© Funz

Faz todo o sentido: agarra nas roupas tradicionais do povo andino e combina-as com as batidas ao estilo da WWE. São conhecidas como as Fighting Cholitas, um grupo de lutadoras de luta livre do sexo feminino na Bolívia que realizam lutas de script para milhares de espectadores. Cada lutadora usa o traje indígena do povo aimará e quíchua: cabelos entrançados, chapéus-coco, saias longas e com várias camadas.
Onde: Embora visitem as cidades vizinhas, o melhor lugar para ver as Colónias de Combate é El Alto, na Bolívia.
Quando: As apresentações geralmente são realizadas nas noites de domingo no Centro Multicultural da cidade.
Como: Os bilhetes custam cerca de um dólar, mas a experiência não tem preço. Chega cedo para conseguir um bom lugar.

73. Navega num vulcão na Nicarágua

Pessoa desce uma ravina de cinzas na Nicarágua.

Ski em cinzas - o próximo grande desporte radical?

© Diz V

Estás de pé no topo de um vulcão ativo nos arredores de Leon. Em baixo (bem em baixo), uma gigantesca inclinação de cinzas vulcânicas negras. É isto que enfrentam os "exploradores de cinzas" de Cerro Negro na Nicarágua. O desporto do 'vulcão surf' foi criado em Vanuatu, mas Cerro Negro é o mais popular. Lembra-te, sempre: o que desce deve subir primeiro. Tens de subir cerca de 45 minutos até ao topo do vulcão, mas as vistas valem a pena. Aguenta-te firme!
Onde: Vulcão Cerro Negro, perto de Leon, na Nicarágua.
Quando: As sessões de embarque são realizadas todos os dias, mas dezembro-abril proporcionam as melhores condições.
Como: Não te preocupes, se não te consegues levantar na prancha, podes andar de tobogã. Usa os pés para controlar a velocidade. Vais receber óculos de proteção, luvas e um macacão.

74. Passeia pelo teto do Santuário de Las Lajas, Colômbia

Santuário de Las Lajas, igreja neogótica em cima de um desfiladeiro na Colômbia.

Santuário de Las Lajas tem uma bela vista

© Un Poco de Sur

A pequena vila colombiana de Las Lajas é o último sitio que esperas encontrar uma igreja branca e neogótica em cima de um desfiladeiro, mas a vida é cheia de surpresas como esta. Acredita-se que a Virgem Maria tenha aparecido na face vertical da rocha acima da capela em meados do século XVIII, e agora a igreja é uma meca para os peregrinos. Milagroso ou não, é uma visão incrivelmente bonita.
Onde: Las Lajas fica muito perto da fronteira entre a Colômbia e o Equador, a sudoeste da cidade de Pasto.
Quando: Nos fins de semana, a igreja está apinhada de peregrinos. Vai a meio da semana e podes tê-la especialmente só para ti.
Como: Definitivamente, explora a própria igreja e as exposições históricas nos pisos mais baixos. Mas, para a melhor vista, vai até à cascata que fica do outro lado do canyon.

75. Pesca com ossos em Los Roques, Venezuela

Los Roques, uma pequena praia de areia e mar azul-turquesa perto de Caracas.

Los Roques oferece acesso direto à melhor pesca de do mundo

© Alessandro Caproni

Muitos sítios têm a fama de serem aldeias de pescadores sonolentos, mas é um choque encontrar a verdadeira. Los Roques é uma pequena comunidade nos atóis a norte de Caracas. Possui um pequeno aeroporto à beira-mar, eletricidade limitada e acesso direto à melhor pesca óssea do mundo. Os espadartes são alguns dos animais mais rápidos do mar e nadam pela água rasa como pequenas balas cinzentas. Basta contratar um barco velho rachado e descascado, carregar as lanças e explorar.
Onde: Os espadartes são encontrados em todo o arquipélago de Los Roques. Basta colocar uma linha em qualquer uma das águas marinhas rasas e aguardar a ação.
Quando: A melhor época para o espadarte é de fevereiro a outubro, quando o clima é ameno e as águas quentes.
Como: Não te esqueças de preservar a pesca - pratica a captura e a libertação o máximo possível.

76. Navega pela costa do Equador em Montañita

Ondas ao pôr do sol em Montañita, na península de Santa Elena.

Montañita é o sonho dos surfistas

© davricko

Não é um dos destinos mais famosos do mundo, mas os locais sabem que as ondas do norte de Montañita são algumas das melhores do mundo. Este lugar era uma meca hippie do surf na década de 1960 e, embora a sua popularidade tenha aumentado ao longo dos anos, ainda é muito menos movimentado do que os outros pontos de acesso às praias do Equador, como Salinas. As ondas aqui são fortes e consistentes, com alturas de até dois metros registadas entre janeiro e março. A cidade é exatamente o que podes esperar: descontraída, muito divertida e cheia de expatriados que deixaram para trás o estilo de vida das 9h às 17h.
Onde: Encontras Montañita na península de Santa Elena, a mais de duas horas da cidade portuária de Guayaquil.
Quando: Espera pelo bom surf e sol de dezembro a maio, época alta na região. Chove mais de julho a agosto, mas também é um bom momento para aprenderes a surfar.
Como: Podes apanhar um autocarro para Montañita a partir de Quito (com várias paragens ao longo do caminho) ou simplesmente participar num passeio em grupo pela costa.

- Polar -

77. Mergulha entre continentes na fenda de Silfra, na Islândia

Snorkelling no Þingvellir National Park na Islândia.

A fissura Silfra abre cerca de 2 cm por ano

© Shriram Rajagopalan

Se os recifes de corais, naufrágios e moluscos gigantes estiverem a começar a parecer-te um pouco básicos, tenta nadar diretamente entre duas placas tectónicas continentais na Islândia. O Silfra Rift é um dos únicos pontos do mundo em que podes fazer isto. A água aqui é cristalina, alimentada por um lago glacial próximo, e a visibilidade pode estender-se a incríveis 100m. Formações de lava subaquáticas brutais e a possibilidade de tocar dois continentes ao mesmo tempo? Agarra no teu equipamento de mergulho e vai.
Onde: Perto do lago Pingvellir, no Parque Nacional Pingvellir, na Islândia.
Quando: Junho a Agosto é a época alta na Islândia. Embora, uma vez que estás de baixo das ondas, o tempo não é um fator tão relevante.
Como: Os mestres de mergulho qualificados pela PADI realizam excursões de mergulho em Silfra regularmente. Vais precisar de autorização para participar.

78. Experimenta bacalhau seco ao ar nas ilhas Lofoten

Bacalhau que seca ao ar em Lofoten, Noruega.

Quando os habitantes de Lofoten pescam bacalhau, gostam de preservá-lo

© Ib Aarmo

Perto do arquipélago norueguês de Lofoten, encontras as ilhas Lofoten. Os produtos frescos não são exatamente abundantes por aqui, então, quando os locais apanham bacalhau, gostam de preservá-lo. É por isso que as margens das tendas são cobertas por estruturas de madeira, onde o 'bacalhau' pode curar ao ar gelado. Não parecem particularmente apetitosos, mas prometemos que não são assim tão maus.
Onde: Lofoten é um conjunto de ilhas na costa norte da Noruega.
Quando: O bacalhau depende necessariamente do clima. A melhor altura para visitar é entre Fevereiro e Maio.
Como: O ar frio e seco protege o peixe do crescimento de bactérias, mas muita geada apodrece a carne. Yum.

79. Segue ursos polares em Spitsbergen, Noruega

Ursos polares num bloco de gelo na Noruega.

Vê ursos polares em Spitsbergen

© Martha de Jong

O arquipélago de Svalbard não conseguiu recuperar-se muito nos últimos séculos - foi usado pela primeira vez como base baleeira, depois como mina de carvão - mas os tempos estão a mudar. Agora, o turismo é o rei da ilha de Spitsbergen, graças principalmente, à população de ursos polares residentes, que (se tiveres sorte) podem ser vislumbrados a passear ao longo da costa. Embora sejam obviamente uma espécie protegida, há tantos ursos polares em Spitsbergen que os moradores que se aventuram fora dos limites territoriais são obrigados a levar espingardas - apenas por precaução.
Onde: Spitsbergen é a maior ilha do arquipélago de Svalbard, no norte da Noruega.
Quando: De Novembro a Fevereiro é um ótimo momento para visitar, se quiseres marcar uma noite polar, mas para avistar ursos polares tenta um longo cruzeiro pela ilha em Julho e Agosto.
Como: Os ursos polares são dificeis de avistar. A tua melhor oportunidade é num cruzeiro pelo norte ou leste da ilha ou num passeio de barco para Pyramiden quando ainda há algum gelo marinho.

80. Anda com uma matilha de huskies em Lulea, Suécia

Husky na Suécia.

Cães de trenó são um modo tradicional de transporte no Ártico

© Oliver Pelling

Se já assististe ao filme da Disney, Balto, quando eras criança, provavelmente sonhas com isto há muito tempo. Lulea fica entre os lagos congelados e as florestas silenciosas da Lapónia sueca, e trenós puxados por cães são uma maneira muito prática de te moveres por aqui, especialmente quando a neve está espessa no chão. Há uma série de empresas a organizar passeios de trenó e tu nem precisas de te preocupar com isso.
Onde: Encontras Lulea na extremidade norte do Golfo de Bothnia. Provavelmente coberto de neve.
Quando: Trenó exige neve (duh), então visita durante o inverno para teres uma boa cobertura. Entre Novembro e Janeiro.
Como: Os mushers ensinam alguns truques básicos. O importante é relaxar e confiar na tua equipa de cães.

81. Raquetes de neve pelo Parque Nacional Þingvellir, Islândia

Paisagem coberta de neve na Islândia.

Þingvellir é um local primitivo para um pouco de caminhadas na neve

© Emil Kepko

Como a maioria dos nomes de sítios islandeses, nem tentes pronunciar. Senta-te e desfruta do esplendor natural. Num esforço para ultrapassar a superlotação na rota do Círculo Dourado da Islândia, alguns operadores turísticos começaram a organizar itinerários de inverno. Existem algumas vantagens nisto. Sim, vais apanhar muito frio, mas há menos turistas, paisagens épicas cobertas de neve e mais hipóteses de vislumbrar as luzes do norte. Þingvellir (ou Thingvellir, como às vezes é conhecido), fica num deslumbrante vale e, a melhor maneira de te deslocares no inverno, é usar raquetes de neve.
Onde: Þingvellir fica a cerca de 40 km a nordeste da capital, Reykjavik, no município de Bláskógabyggð (nem perguntes).
Quando: Os itinerários de inverno geralmente ocorrem entre Dezembro e Janeiro de cada ano.
Como: Podes alugar raquetes de neve no centro turístico de Velingvellir ou algumas excursões em grupo oferecem as próprias.

82. Apanha o táxi de karaoke na Finlândia

Autocarro amarelo com karaoke em Den Haag, Holanda.

Táxi com karaoke: a melhor viagem de um dia

© Roel Wijnants

Todos os barulhos horríveis de um karaoke combinados com a praticidade e conveniência de um táxi: este é o pensamento por trás deste empreendimento comercial na cidade finlandesa de Helsinquia. O táxi acomoda até 12 estrelas em ascenção e está totalmente equipado com todas as tuas necessidades de karaoke, incluindo microfones, televisão e luzes neon a piscar. A maioria das músicas é em finlandês, mas depois de alguns Sahti locais (e dada a estranha acústica do táxi), não vais ser capaz de notar a diferença. Se a Finlândia não está nos teus planos, os taxis karaoke estão também disponíveis em The Hague, Holanda (fotografia).
Onde: Helsinquia, Finlândia.
Quando: O táxi de karaoke está disponível o dia todo, mas é necessário reservar com antecedência durante os fins de semana.
Como: Escolhe Eminem. É diversão garantida para a multidão.

83. Passeia por Landmannalaugar na Islândia

Pessoa caminha sobre a suntuosa paisagem do parque natural de Landmannalaugar na Islândia

Landmannalaugar é uma das maravilhas naturais mais incríveis da Islândia

© Mariusz Kluzniak

Bem-vindo a Landmannalaugar, possivelmente a única maneira de saberes como seria passear numa banheira de gelado napolitano. É uma das principais maravilhas naturais da Islândia (o que diz muito) e foi cientificamente provado que é impossível pronunciar mesmo depois de vários vodkas. Alguns milénios atrás, a lava riólita arrefecia lentamente e solidificava nas montanhas multicoloridas, picos de caramelo e vales ondulados. Hoje, oferece alguns dos trilhos mais invulgares da Europa. Traz a tua própria colher.
Onde: Encontras Landmannalaugar na Reserva Natural de Fjallabak, nas terras altas da Islândia.
Quando: Landmannalaugar só é acessível no verão e as estradas abrem normalmente em meados de Junho.
Como: Há uma enorme variedade de percursos a cruzar as montanhas, basta escolher um que se adapte ao teu nível de experiência (e qualidade do casaco).

84. Atreve-te a comer Surströmming na Suécia

Lata de Surströmming - uma iguaria sueca feita de peixe salgado e fermentado.

Surströmming: avança com cuidado

© Thomas Angermann

Este provavelmente deve seguir com um pequeno aviso. Um estudo japonês recente descobriu que Surströmming - uma iguaria sueca feita com arenque salgado e fermentado - tem o pior cheiro já registado de qualquer outro alimento do mundo. É tão mau que não podes abrir uma lata dentro de casa (vai impestar-te a casa). Subaquático é preferível, ou pelo menos fora, bem longe da civilização. Os suecos defendem que tem um gosto muito melhor do que cheira, especialmente quando o espalhas numa fatia de pão crocante mergulhada em vinho tinto. Só nos resta de acreditar no que dizem...
Onde: Surströmming vem tradicionalmente do norte da Suécia, mas consegues encontrar estes enlatados em todo o país.
Quando: O arenque é geralmente capturado em Abril ou Maio, mas as latas fermentadas estão disponíveis o ano todo.
Como: Ao ar livre, por favor. Abre a lata e afasta-te bem. Come com batata e cebola e tunnbrod.

- Oceânia -

85. Conhece os anciãos da Terra do Leste Arnhem na Austrália

Turista observa mulheres aborígenes australianas a fazer artesanato.

Megan e Nancy a ensinar artes e ofícios tradicionais com a Intrepid Travel

© Intrepid Travel

Depois do pôr do sol o fogo arde no escuro. Estás sentado com os anciãos do povo Yolngu, a aprender as histórias da cultura mais antiga do mundo. Bem-vindo ao East Arnhem Land, nos confins mais longínquos do remoto norte da Austrália. O turismo aqui ainda está a começar a gatinhar, mas o Lirrwi Tourism realiza excursões de um dia, vários dias e até itinerários apenas para mulheres. Um pouco de cultura, um pouco de descanso numa rede, enquanto os filhotes de tartaruga dão encontrões nas areias. Esta dica é super especial.
Onde: East Arhnem Land é uma das últimas fortalezas da cultura aborígine australiana. Podes encontrá-los na costa nordeste do Território do Norte.
Quando: Um mês como Julho ou Setembro significa que escapas ao pior do calor.
Como: A Intrepid Travel realiza algumas das únicas visitas guiadas à Terra Leste de Arnhem.

86. Passeia pela travessia alpina de Tongariro, Nova Zelândia

Lago azul turquesa no topo de uma montanha na Nova Zelândia.

A travessia alpina de Tongariro, na Nova Zelândia, é um bocado assustadora

© Harry Lund

É conhecida como um dos melhores passeios de um dia na Nova Zelândia (o que basicamente significa um dos melhores passeios de um dia no mundo). Atenção, em boa verdade, aqui pratica-se tramping, não se passeia. A travessia alpina de Tongariro é Património Mundial que atravessa o terreno vulcânico e a vegetação alpina do vulcão ativo de Tongariro. No verão, milhares de trampers seguem para o trilho, passando pelas lagoas de paisagem lunar e por formações rochosas estranhas. Mas ainda consegues ter o trilho mais ou menos só para ti se planeares com antecedência.
Onde: O trilho passa pelo Parque Nacional Tongariro, na Ilha Norte da Nova Zelândia.
Quando: Logo depois do Natal e Ano Novo é a época alta, tenta fazê-lo na primavera. E sai cedo para evitares a multidão.
Como: O Tongariro Alpine Crossing pode ser desafiante. Escolhe um dia de sol com ventos fracos ou vais passar mais tempo a lutar contra as condições atmosféricas do que a apreciar as vistas.

87. Testa as tuas habilidades de sobrevivência no mato australiano (ou no deserto)

Homem sopra palha para potenciar o fogo.

Aprende a fazer fogo com a The Adventure Merchants

© Janna Bennett

Se já viste a Bear Grylls a beber a própria urina e pensaste: "que horror, acho que até consigo fazer isto", talvez seja preciso ires falar com alguém. Mas se já viste o Bear Grylls fazer todas as outras coisas, para além de beber a própria urina, e pensaste: "que horror, acho que até consigo fazer isto", então estás com sorte. Desde cursos de sobrevivência de fim de semana no mato vitoriano até simulações de sobrevivência de uma semana no oeste da Austrália, podes acrescentar todas estas capacidades de sobrevivência às tuas aprendizagens, se souberes a quem perguntar. E nós sabemos a quem perguntar.
Onde: Várias empresas realizam cursos por toda a Austrália.
Quando: A maioria dos cursos adapta-se dependendo da estação, a decisão é tua.
Como: AThe Adventure Merchants organizam uma variedade de itinerários com guias altamente qualificados.

88. Náufrago na ilha de Modriki, Fiji

Fiji

O paraíso da Ilha Modriki

© Alfredo

Se a ilha de Modriki, é perfeita para fotografias, e se te parece algo familiar, é porque Tom Hanks passou aqui um ano feliz como um náufrago. Não é surpreendente que Hollywood tenha escolhido este local para o abandonar: Modriki está à deriva nas águas azuis do Pacífico. Ninguém mora lá e a ilha mais próxima é a ilha de Mana, nas Ilhas Fiji, à distância de um passeio de barco. É raro encontrar uma praia onde não há outras pegadas para além das tuas, onde as florestas são virgens e a única companhia é uma bola de volley.
Onde: Encontras Modriki a nordeste da ilha de Mana, a oeste de Denarau.
Quando: A melhor época para visitar as Fiji é entre Abril e início de Outubro. É a estação seca, mas o sol não é tão intenso como nas outras estações do ano. Perfeito para fazer snorkelling.
Como: Várias empresas organizam viagens de um dia de vela da ilha de Mana ou da marina de Denarau para Modriki. Basta escolher um com o barco mais bonito.

89. Faz ski num trenó na floresta australiana

Trenó puxado por huskies na floresta.

Trenó de Huskies é a maneira infalível de assumir a criança que há em ti

© Oliver Pelling

Sim, neve e huskies são uma tendência na Austrália. Mas apenas no inverno. E nas montanhas. De facto, num bom dia de neve, seria difícil apontar as diferença entre trenós puxados por huskies na Austrália e trenós puxados por huskies no Ártico.
Onde: As empresas locais alugam trenós puxados por cães husky em Mount Buller, Mount Hotham, Mount Baw Baw e Dinner Plain.
Quando: Durante inverno australiano, entre Junho e Outubro, mais ou menos.
Como: A Howling Huskys opera em Hotham, Baw Baw e Dinner Plain.

90. Encontra arte rupestre com 20.000 anos nas grutas de Kakadu, Austrália

Arte rupestre aborígene na Austrália.

Algumas das obras de arte de Ubirr têm até 23.000 anos

© Benjamin Jakabek

Escondida entre os desfiladeiros vermelhos, lagos “billabongs” e pântanos do Parque Nacional Kakadu, considerado Património da Humanidade, há uma coleção de arte rupestre aborígine sem igual na terra. Cerca de 5.000 locais foram encontrados aqui, com obras de arte com 23.000 anos desde representações da Serpente Arco-Íris (Garranga'rrelito à tribo Gagudju local) até a chegada dos europeus nos séculos XVIII e XIX - uma enorme quantidade de tempo quando te sentas e pensas sobre o assunto.
Onde: Ubirr é um dos locais de arte rupestre mais famoso, nas profundezas do deserto de Kakadu, no nordeste.
Quando: A estação seca de Kakadu ocorre de Maio a Outubro de cada ano.
Como: Muitos dos passeios de Wayoutback percorrem o Ubirr e incluem uma visita às galerias de arte rupestre.

91. Absorve a cultura maori na Nova Zelândia

Árvore gigante do kauri na Nova Zelândia.

Tane Mahuta é uma árvore gigante de kauri na floresta de Waipoua

© Footprints Waipoua

Os Kiwis estão muito à frente quando se trata de celebrar a cultura indígena. O Haka, por exemplo – não perdem uma oportunidade para o promover. E assim gritam e bem como deve ser. Se já assististe ao Haka e pensas-te, "Caramba! Eu gostava de saber mais sobre esta incrível cultura antiga! ”, Então a ajuda que precisas está mesmo à tua frente: a Nova Zelândia está cheia de pessoas que querem ensinar tudo sobre esta incrível cultura antiga. Em Napier, há uma jovem família maori local que pode levar-te ao estuário de Ahuriri e ensinar-te tudo sobre a paisagem, os métodos tradicionais de pesca e a vila maori nas proximidades (a maior e a mais antiga do país). Em Northland, podes visitar a Floresta Waipoua (lar da maior árvore viva do país - Tana Mahuta) com um guia Maori. Um encanto, sem dúvida.
Onde: Os passeios culturais maoris estão disponíveis em toda a Nova Zelândia a partir de uma variedade de operadores turísticos. Pesquisa no Google.
Quando: Durante todo o ano.
Como: ANapier Maori Tours leva-te ao estuário de Ahuriri, enquanto a Footprints Waipoua te leva à floresta de Waipoua.

- Europa -

92. Bungee jump da barragem de Goldeneye na Suíça

Olhar por um desfiladeiro profundo até um rio.

O nome Bond, James Bon - na verdade, tens a certeza de que isto é seguro?

© Diriye Amey

É sempre bom quando a vida te proporciona algo assim. Aquela icónica cena de abertura em Goldeneye? Quando James Bond (ou pelo menos o duplo de James Bond) salta e enfrenta a barragem mais alta do mundo? E tu podes fazer isto na vida real. É conhecida como a barragem Contra - 220m de pura beleza a pairar sobre o rio Verzasca, na Suíça. Tornou-se um local popular para bungee jumping depois da cena Goldeneye, um truque chamado "o melhor de todos os tempos" numa pesquisa da Sky Movies de 2002.
Onde: No vale Verzasca de Ticino, na Suíça.
Quando: A época para praticar bungee jumping começa na Páscoa e termina em Outubro, com saltos entre as 13h e as 17h.
Como: Existem alguns métodos diferentes de bungee: The Classic 007, 007 Night Jump e 007 Backwards (!!!)

93. Pedala até ao Castelo d'Alaro em Maiorca, Espanha

Antiga fortaleza do Castell d'Alaró, Maiorca.

Castell d'Alaró, Maiorca

© Benjami Villoslada Gil

Maiorca, com os seus ziguezagues acidentados e laranjais costeiros, está rapidamente tornar-se numa espécie de meca mundial do ciclismo. Mas se quiseres evitar a brigada da lycra e tentar algo um pouco mais especial, sobe até ao castelo em ruínas de Castell d'Alaro. Esta antiga fortaleza foi construída nos tempos dos mouros e era tão impossível de conquistar que o comandante local conseguiu ficar por lá dois anos durante a conquista cristã. Hoje, é um local maravilhoso para um passeio ao pôr do sol. Há até um café nas proximidades para uma bebida no topo da falésia.
Onde: Castell d'Alaro fica em cima da cidade de Alaro, na costa oeste de Maiorca, com vista para as distantes montanhas Tramuntana.
Quando: Vai na primavera para veres as flores de laranjeira, frutas frescas e bom tempo.
Como: Existe um ótimo caminho a pé que sai do L´Hermitage Hotel bem abaixo, mas também uma estrada para o castelo, se preferires andar.

94. Sobe o Quirang na ilha de Skye, Escócia

Montanhas e cabras na ilha de Skye, na Escócia.

Tira a câmara, aponta-a em qualquer direção e carrega no botão

© Alex Berger

Skye é conhecido em todo o mundo como o lugar mais bonito da Escócia, e o lugar mais bonito de Skye (alguns dizem) é o Quirang. És fotógrafo? Aqui está o que deves fazer: vai para Staffin Bay, no extremo norte de Trotternish, tira a tua câmara, aponta literalmente em qualquer direção e aperta o botão de disparo. E para um lugar tão acidentado, até é bastante fácil de lá chegar - uma pista de caminhada vai diretamente de um estacionamento próximo.
Onde: Encontras o Quirang no extremo noroeste de Skye. A pista de caminhada começa entre Staffin e Uig.
Quando: A Hora Dourada é literal, tenta fazê-lo ao amanhecer ou ao pôr do sol para conseguires as melhores fotografias. Tem cuidado com os ventos fortes e nevoeiro, os trilhos nas montanhas podem ser um pouco traiçoeiros.
Como: O circuito de caminhada percorre cerca de 6,8 km, mas existem algumas subidas íngremes.

95. Visita os mestres holandeses na Mauritshuis, Holanda

Retratos pendurados num museu na Holanda.

Nem precisas de ser um amante de arte para apreciar Mauritshuis

© Patrick Rasenberg

Pede a alguém para apontar Mauritshuis num mapa e provavelmente vais ter uma longa pausa, seguida de um "... como é que isso se escreve?" Não é uma das galerias mais conhecidas, mas é o lar de clássicos como Vermeer (A rapariga com o brinco de pérola), Rembrandt (A lição de anatomia do Dr. Nicolaes Tulp), Rubens (Cena Noturna), para além de 841 outras obras, principalmente da Idade do Ouro holandesa. Não recebe os aplausos do Louvre ou da Tate Modern, mas achamos que é assim que os habitantes de Haia conseguem guardar tudo para si.
Onde: Encontras esta galeria perto do extremo sudeste de Haagse Bos, em Haia, Holanda.
Quando: Mauritshuis está aberto das 11:00 às 17:00, de terça a domingo.
Como: Nem precisas de ser um amante de arte para apreciar Mauritshuis - a arquitetura clássica vale a pena ser admirada por si só. The Hague, Netherlands.

96. Visita o castelo da Bela Adormecida em Füssen, Alemanha

Castelo de Neuschwanstein, com vista para a floresta e as montanhas.

Castelo de Neuschwanstein parece tirado de um conto de fadas

© Xlibber

É o castelo inspirado nas óperas de Wagner e aquele que inspirou a Bela Adormecida: Schloss Neuschwanstein. O rei Ludwig II construiu este castelo com a ajuda de um cenógrafo, não de um arquiteto. Imaginou-o como um palco no qual as grandes lendas alemãs poderiam acontecer. Infelizmente, Ludwig nunca seguiu os seus planos, e o castelo nunca foi terminado. O próprio Ludwig aguentou apenas 170 dias antes de ficar aborrecido.
Onde: Encontras Schloss Neuschwanstein em Fussen, perto da fronteira da Alemanha com a Áustria.
Quando: As portas do castelo de contos de fadas estão abertas das 9h às 18h de Abril a meados de Outubro e das 10h às 16h de meados de Outubro a Março.
Como: A entrada custa cerca de 12 euros.

97. Anda sobre a água no Lago Resia, Itália

Torre da Igreja, a espreitar para fora das águas azuis do Lago di Resia, nos Alpes italianos.

De certeza que o Lago di Resia nem é verdadeiro

© Sergio

É um sítio que parece saído do Photoshop. Não há outra maneira de dizer isto. O que dirias de uma torre de sino do século XIV, a espreitar das águas azuis de um lago nos Alpes Italianos? A história por trás do Lago Resia (ou Reschensee, como é conhecido) é bastante interessante: um projeto controverso de construção de uma barragem no final dos anos 40 inundou o vale, a igreja e tudo o resto. No inverno, o lago congela completamente e podes sair e explorar a torre de sino.
Onde: O Lago Resia fica a sul do Passo Reschen, perto da fronteira de Itália com a Áustria.
Quando: Os Kite-surfistas e pescadores reúnem-se no lago no verão mas, vai no inverno se quiseres visitar a igreja.
Como: De acordo com a lenda local, ainda podes ouvir os sinos da igreja a tocar numa noite de luar…

98. Procurar trufas ao amanhecer em Piemonte

Man and dog hunt for truffles in Italy.

Do the truffle shuffle in Piedmont

© Dana McMahan

Quase que não importa se encontras os fungos que colocam Piemonte no mapa: passear pelas florestas enevoadas de outono do norte de Itália ao amanhecer com um homem velho e o seu cão já é recompensa suficiente. Trufas brancas são ouro gourmet (custam cerca de 12.000 euros o quilo), o que torna a caça às trufas um sério negócio em Piemonte. Tenta chegar ao Alba International Truffle Festival & Market,realizado aos fins de semana do início de Outubro a meados de Novembro.
Onde: Alba é o epicentro da cultura de trufas em Piemonte. Durante o festival, toda a cidade acaba a comemorar o famoso fungo.
Quando: Normalmente, as trufas brancas só podem ser encontradas em Piemonte de Setembro a Janeiro.
Como: É difícil encontrar um verdadeiro caçador de trufas que permita que o acompanhes, mas o conselho de turismo de Alba organiza mais caçadas públicas durante a época do festival.

99. Experimenta a mozzarella de búfalo fresca na Campânia

Bolas de mozzarella com uma folha de manjericão por cima.

Almofada macia: mozzarella é uma das melhores experiências gastronómicas

© The Pizza Bike

A Mozzarella da Campânia é uma daquelas coisas, como champanhe ou presunto de Parma, que carrega uma fama oficial. Se não for da Campânia, não pode dizer as palavras mágicas 'Mozzarella di Bufala Campana' ao lado. É um queijo branco macio de (estranhamente) búfalo asiático. Existem muitas substituições no mundo, mas nada se compara ao verdadeiro: macio, suave, mas levemente azedo. É uma das melhores experiências gastronómicas em Itália.
Onde: Podes comprar Mozzarella verdadeira em toda a Itália, mas se quiseres o melhor dos melhores, vai para Paestum, perto de Salerno.
Quando: Mozzarella de búfalo é feita durante todo o ano.
Como: Antes de fatiá-lo numa pizza, experimenta sozinho com um pouco de azeite de oliva extra-virgem de boa qualidade.

100. Queima uma Viking galley em Up Helly Aa, na Escócia

Lanternas a queimar durante uma experiência viking na Escócia.

Up Helly Aa é uma verdadeira… experiência viking escocesa

© CaptainOates

Up Helly Aa soa a uma piada escocesa: então existem estes homens, que se vestem de vikings e desfilam pela cidade a segurar tochas a arder, que depois as atiram a um barco, queimando-o no chão. Depois disto, celebram com uma cerveja no pub mais próximo. Parece uma piada, mas Up Helly Aa é um festival. Vai até Shetland a meio do inverno e vê por ti mesmo.
Onde: Up Helly Aa acontece em todas as ilhas de Shetland, na Escócia, mas Lerwick é a capital não oficial.
Quando: Todos os anos, a meio do inverno, no final da época de Yule.
Como: Um guia chamado Jarl lidera os grupos de vikings pela cidade. Se não percebeste nada disto, não te preocupes.

101. Apanha o verdadeiro Hogwarts Express na Escócia

Comboio a vapor passa por viaduto na Escócia.

Todos a bordo do Jacobita: o Expresso de Hogwarts da vida real

© Heart of Scotland

Sete palavras para atingir a pura alegria nos corações de todos os verdadeiros fãs de Harry Potter. O Expresso de Hogwarts não só é uma realidade como, os muggles também podem subir a bordo! É chamado de comboio jacobita na Escócia e é conhecido como uma das viagens ferroviárias mais espetaculares do mundo. A rota estende-se por 135.18km, passando por lagos de água doce, montanhas e antigas pontes de pedra. Os fãs de Harry Potter vão reconhecer os pilares abobadados do viaduto de Glenfinnan: tudo isto te vai deixar espantado.
Onde: A rota vai de Glasgow a Mallaig via Fort William, passando por pequenas aldeias como Lochailort, Arisaig, Morar.
Quando: O comboio jacobita viaja de Maio a Outubro, geralmente com duas partidas por dia.
Como: Use roupas longas e pretas e diz ocasionalmente coisas como "Espero que cheguemos em breve" ou "Cala a boca. Malfoy!"