MotoGP

Intocável, Imparável, Impecável. Miguel Oliveira vence o GP de Portugal

© Gold & Goose/Red Bull Content Pool
Da pole position à meta, Miguel Oliveira nunca olhou para trás e nunca deixou que existisse oposição. Sempre na frente, sempre em primeiro, até à vitória no Autódromo Internacional de Portimão.
Escrito por Equipa Redbull.ptPublicado a
Foi quase como se existisse um magnetismo entre o primeiro lugar do pódio e Miguel Oliveira neste começo de tarde em Portimão.
Uma despedida em grande da Red Bull KTM Tech 3, que o recebeu e acolheu na categoria rainha do motociclismo nos últimos dois anos, e um prenúncio de mais sucessos em 2021, com a Red Bull KTM Factory Racing.
A partir da sua primeira pole position, o piloto português lançou-se para uma liderança inquestionável em todos os momentos da corrida e só baixou o ritmo quando a vitória estava certa. Foi o segundo triunfo da época para Miguel e o primeiro em solo português na categoria de MotoGP.
Miguel Oliveira partiu da pole position em Portimão
Miguel Oliveira partiu da pole position em Portimão
Desde o arranque que Miguel se colocou numa corrida à parte e deixou Franco Morbidelli e Jack Miller para disputar os últimos lugares do pódio. Volta a volta, o 88 aumentou a sua vantagem para os dois adversários diretos até se acolchoar com quatro segundos de intervalo para o segundo classificado, Morbidelli.
A batalha mais entusiasmante em Portimão seria mesmo entre Morbidelli e Miller, pelo segundo lugar do pódio, num 'remake' da batalha da corrida anterior, em Valência.
Se há uma semana foi Franky quem levou a melhor, esta tarde foi Miller quem sorriu no final, conseguindo a vingança sobre o italiano com uma passagem limpa na curva 9 que valeu à Ducatti o título de construtores. Uma despedida em grande de Miller à Pramac Ducatti e um cartão de visita de luxo para entregar quando se mudar para a equipa de fábrica, em 2021.
Por esta altura, já Miguel cruzava a linha de meta e dava à Red Bull KTM Tech3 a sua segunda vitória da temporada, algo que muitos considerariam impensável à entrada para 2020. Porém, se a vitória na Áustria foi improvável, esta não deixou dúvidas de que grandes coisas se avizinham para o piloto português em 2021.
Foi a segunda vitória da temporada para Miguel Oliveira
Foi a segunda vitória da temporada para Miguel Oliveira
"É surreal, sabes?", disse Miguel Oliveira no pós-corrida. "Sonhas com este tipo de corridas e conseguir finalmente fazê-lo é incrível, não tenho palavras para descrever a minha gratitude para com todas as pessoas, toda a multidão que está em casa a ver e que não pode estar aqui hoje. Agradeço-lhes."
"Para a minha equipa, esta foi a minha despedida da Tech3. É um grande dia e que eu tenha conseguido dar mais esta vitória à Tech 3 e à KTM é um grande feito para mim. É extra especial porque a minha família não conseguiu ver a minha primeira vitória ao vivo e agora puderam ver esta. Eles estão aqui, é um dia incrível para mim, muito emocional. Estou feliz por conseguir terminar a temporada num alto e com uma prestação tão forte como a de hoje", rematou Miguel Oliveira momentos antes de subir ao primeiro lugar do pódio e levantar o troféu de vencedor do GP de Portugal.
Miguel Oliveira e Jack Miller saudam-se no pódio
Miguel Oliveira e Jack Miller saudam-se no pódio
Pol Espargaró despediu-se da Red Bull KTM Factory Racing com um quarto lugar, seguido de Takaaki Nakagami em quinto. Andrea Dovizioso disse adeus à Ducatti e ao MotoGP com um sexto lugar, colocando uma pausa naquela que tem sido uma das mais entusiasmantes carreiras dos últimos anos. Stefan Bradl conseguiu um surpreendente sétimo lugar, à frente de Aleix Espargaró, Alex Márquez e Johann Zarco, em oitavo, nono e décimo, respetivamente.
Com o título de campeão já entregue a Joan Mir, pouco mudou na tabela classificativa de pilotos. Miguel Oliveira ascendeu à nona posição com a vitória e consolidou-se como um dos melhores pilotos do ano, sendo o terceiro piloto com mais vitórias esta temporada, atrás de Morbidelli e Quartararo, com três.
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Ancorada por grandes prestações de Mir e Alex Rins, a Suzuki levou para casa o título de equipas, mas não conseguiu assegurar o de construtores, que Miller entregou à Ducatti com o 2º lugar em Portimão.
A louca temporada de 2020 chega ao fim com aquele que será, sem dúvida, o maior alto da carreira de Miguel Oliveira. Em 2021, a luta por mais pódios, mais vitórias e títulos continua. Vamos, Miguel!
#dáteaaasas #VamosMiguel