Dezasseis anos depois, Portugal volta a ser Campeão do Mundo de Hóquei em Patins. Depois de um nulo no tempo regulamentar e prolongamento, a Seleção Nacional e Helder Nunes bateram a Argentina nas grandes penalidades da final do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins por 2-1, garantindo um troféu que fugia desde 2003.
Ambas as equipas se apresentaram com uma elevada consistência defensiva na primeira parte, mas a Argentina conseguiu sempre ser mais perigosa do que a formação portuguesa. A maior oportunidade foi mesmo dos argentinos, com Lucas Ordoñez a apontar uma grande penalidade defendida por ngelo Girão, que acabou mesmo por ser a figura da Seleção Nacional na primeira metade do encontro.
A Argentina regressou forte para a segunda parte, beneficiando de um livre indireto nos instantes iniciais. Carlos Nicolia foi incapaz de colocar os argentinos na frente do marcador, sendo negado por Girão. Aos sete minutos da segunda parte, Lucas Ordoñez fez falta sobre Helder Nunes, viu cartão azul e deixou Portugal com uma grande oportunidade de se adiantar na partida. Nunes bateu o livre direto sem sucesso, mas a Seleção Nacional continuou em busca do resultado em Power Play.
Helder Nunes e amigos atravessaram Portugal antes de conquistar o Mundial. Vê como se preparam:
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Helder Nunes: 'Crossing Portugal'
Helder Nunes, craque da Seleção Nacional de Hóquei em Patins, levou a modalidade para as ruas e encontrou alguns companheiros pelo caminho.
O golo não surgiu e a Argentina voltou a criar perigo assim que se reestabeleceu a igualdade no rinque, com Matías Pascual e Carlos Nicolia a enviar bolas para o poste da baliza Ângelo Girão aos 10 minutos da segunda parte. A sete minutos do fim do tempo regulamentar, Portugal cometeu a 10ª falta e a Argentina voltou a beneficiar de livre direto. Girão, mais uma vez, manteve Portugal vivo no jogo, levando Pablo Álvarez a falhar o golo com um grande trabalho de posicionamento entre os postes. A igualdade permaneceu intacta e a partida seguiu para prolongamento.
O tempo extra abriu com nova grande penalidade da Argentina, por falta de Henrique Magalhães. Nicolia cobrou, Girão voltou a defender mas o árbitro marcou outra grande penalidade por falta do guarda-redes português. Pela quinta vez na partida, Girão defendeu uma bola parada e alimentou as esperanças portuguesas. Portugal ainda teve uma boa oportunidade no final da primeira parte do prolongamento, mas ninguém conseguiu abrir o marcador até final dos 10 minutos de prolongamento.
Nas grandes penalidades, Girão voltou a ser monumental. Nicolia converteu a primeira das grandes penalidades, Gonçalo Alves reestabeleceu a igualdade para Portugal e Pascual viu a sua tentativa ser defendida com a perna pelo guardião português. João Rodrigues falhou o segundo penalti português, mas Álvarez também foi incapaz de concretizar. Helder Nunes, melhor marcador português na competição, com oito golos, não vacilou na terceira tentativa e fez o 2-1 para Portugal.
Com a Seleção na frente, Girão voltou a crescer na baliza e defendeu a quarta tentativa argentina. Rafa não conseguiu fechar o jogo de seguida, deixando o cargo para Girão. Figura do jogo e, possivelmente, de todo o torneio, Girão não defraudou e defendeu a última grande penalidade argentina, garantindo a vitória de Portugal no Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins.
Desde 2003 que Portugal não vencia um título mundial de hóquei em patins, com o último a ter sido levantado em Oliveira de Azeméis. Com a conquista do Mundial de 2019, Portugal soma agora 17 títulos na história da competição.
