Loïc Bruni
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MTB
Tudo o que precisas de saber sobre a Taça do Mundo de Downhill na Lousã
Está tudo a postos em Portugal para as últimas rondas da UCI MTB World Cup. Eis o guia essencial para a Lousã e o que esperar das corridas.
Escrito por Equipa Redbull.pt
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Mercedes Benz UCI MTB World Cup

Mercedes-Benz UCI Mountain Bike World Cup 2020

Portugal
A UCI gosta de botar uma ou duas localizações surpresa por ano no calendário da Taça do Mundo e o palco da última ronda deste ano é uma delas. A 29 de outubro, a elite do downhill mundial correrá numa dessas localizações: a Lousã, em Portugal, um dos grandes palcos de MTB na Europa, que agora se estreia na competição.
Esta é a segunda e última competição da Taça do Mundo deste ano. Como Maribor, há uma semana atrás, esta será uma ronda dupla de corridas que irão decorrer na sexta-feira, dia 30 de outubro, e no domingo, dia 1. A qualificação para a primeira corrida da ronda dupla será na quinta-feira e a qualificação para a segunda corrida no sábado. Vê o horário das finais abaixo:

Horário

Taça do Mundo #3
Taça do Mundo #4

Onde estamos?

Bem, a Lousã situa-se no centro de Portugal, a cerca de 27km de Coimbra. A pista de downhill e os trilhos de montanha da Lousã encontram-se na Serra da Lousã. A cidade, em si, é bastante pequena, mas são bastantes as aldeias de xisto que existem nas encostas da serra.
Além da montanha, a principal atração para visitantes é o Castelo da Lousã, que data do século XI.
A Serra da Lousã é o lar do Louzan Park, um centro de mountain bike que serve de 'meeting point' para explorar os 25 trilhos de montanha, entre os quais se contam três pistas de downhill de elevada dificuldade.
Andreu Lacondeguy e Francisco Pardal no Louzan Park, Portugal, a 26 de março de 2017
Não falta material para aventuras de mountain bike na Lousã

Como é a pista?

A pista da Taça do Mundo tem 2.1km. É rápida, mas conta com secções super técnicas. O topo da pista é aberta e fluida, mas leva para uma série de curvas apertadas e raízes à medida que vai entrando em áreas mais densas da floresta. Há também uma ponte de madeira neste percurso. Os riders vão ter de medir a sua velocidade em certos pontos do percurso.
Dado que esta última paragem na Lousã contará com duas rondas, a pista será alterada em certas partes para a ronda número 4 da Taça do Mundo. Isto oferecerá variações e novas linhas que os atletas terão de aprender. Podes esperar também que muitas do percurso das fitas mude de uma corrida para a outra.
Andreu Lacondeguy no Lousã Bike Park, Portugal a 25 de maio de 2017.
Andreu Lacondeguy nos trilhos de downhill da Lousã

A Lousã vai ser uma surpresa para a elite de DH?

Essa é uma questão interessante. Será, definitivamente, algo de novo para pessoas como Aaron Gwin e outros riders que não estejam baseados na Europa. Durante a pre-época, a Lousã é um sítio popular para testes ou para escapar o tempo mais agreste de outras partes da Europa.
A marca de suspensões Fox vai à Lousã regularmente para testar os seus produtos e algumas equipas de downhill acompanham-los. O Campeonato Europeu de Mountain Bike Downhill de 2018 decorreu lá e as corridas nacionais também são frequentes. A pista da Taça do Mundo será mais ou menos a mesma que foi usada nesses eventos.

Quem deves manter debaixo de olho em Portugal

Conforme leste acima, a pista será nova para muitos riders, mas, a este nível, os pros facilmente aprendem e se adaptam. Dito isso, é inteligente 'apostar' em pessoas que já correram contra o relógio aqui.
Os franceses têm dominado as corridas da Taça de Portugal na Lousã. Myriam Nicole venceu a corrida nas últimas três vezes em que esta foi disputada. Nos homens, Amaury Pierron vencem em 2018 e 2019, enquanto o colega de equipa da Commencal Remi Thirion levou a coroa em 2017. Com Pierron de fora esta temporada, outro potencial candidato à vitória poderá ser Danny Hart, que também correu em Portugal e usou a localização para treinar na pre-temporada.
Myriam Nicole na UCI DH World Cup em Snowshoe, EUA a 7 de setembro de 2019.
Myriam Nicole vai querer ter sucesso na Lousã
Nos Campeonatos Europeus de Mountain Bike Downhill de há dois anos, em abril de 2018, a corrida masculina foi ganha pelo português Francisco Pardal. Um regular na pista da Lousã, Pardal não poderá ser candidato à vitória este ano por estar a recuperar de lesão.
CompetiçãoAnoHomensMulheres
Taça de Portugal2019Amaury PierronMyriam Nicole
Campeonatos Europeus2018Francisco PardalMonika Hrastnik
Taça de Portugal2018Amaury PierronMyriam Nicole
Taça de Portugal2017Rémi ThirionMyriam Nicole
Depois das corridas de Maribor, é mais fácil indicar quais serão os riders que chegarão em forma a esta ronda. Posto isto, não dá para olhar para além de Loris Vergier, vencedor da ronda dupla de Maribor, como provável vencedor em Portugal. Loïc Bruni ficou a centésimos de vencer a segunda corrida, pelo que quererá vingar esta derrota contra o bom amigo Vergier em solo português.
Loïc Bruni durante as finais da Taça do Mundo de DH em Maribor, Eslovénia, a 16 de outubro de 2020.
Loïc Bruni em ação em Maribor
Greg Minnaar e Matt Walker também se apresentaram em bom nível em Maribor. Brook Macdonald vai regressar à Nova Zelândia para descansar depois de um regresso triunfante à competição após uma lesão na coluna.
Na Elite feminina, Monika Hrastnik e a nova Campeã do Mundo Camille Balanche correram ambas nos Campeonatos Europeus na Lousã em 2018. Hrastnik venceu a coroa feminina nos campeonatos, pelo que poderá ter a experiência necessária para vencer esta corrida. Nomes estabelecidos, como Nicole, Tahnée Seagrave ou Tracey Hannah já não são grandes favoritas. Marine Cabirou venceu quatro das últimas cinco corridas da Taça do Mundo e estava visivelmente aborrecida por ter sido segunda classificada, atrás de Nina Hoffman, na segunda corrida de Maribor.
Marina Cabirou durante as finais da Taça do Mundo de Maribor.
Cabirou é uma mulher em forma
Uma última palavra relativamente a Hannah. As corridas da Lousã serão as suas últimas na Taça do Mundo. A australiana anunciou que não vai competir em mais Taças do Mundo de 2021 em diante. Hannah não se vai retirar, no entanto, prometendo continuar a correr noutras competições. Depois de vencer o título feminino em 2019, não tem mais nada a provar.

Como está a corrida do título?

Apesar de terem existido apenas duas etapas da Taça do Mundo esta temporada, títulos vão ser atribuídos na elite masculina e feminina. Pontos estão em jogo nas qualificações e finais, o que significa que a ronda dupla se traduz em quatro eventos que pontuam para a Taça do Mundo. A batalha pelo título acrescenta tempero às corridas em Portugal, pois aqueles que terminaram no topo em Maribor terão igualmente de ter uma grande prestação em Portugal.
E como está o panorama? Nas mulheres, onde este ano competem menos atletas do que na categoria masculina, a corrida pelo título está bastante justa. Na liderança está Cabirou, com 390 pontos, pela vitória na primeira ronda e o segundo lugar na segunda. Segue-se Nicole, com 375, devido às prestações nas qualificações e os top 3 na Eslovénia. Hoffman é terceira classificada, com 334 pontos.
Competidoras celebram no pódio da UCI DH World Cup em Maribor, Eslovénia, a 18 de outubro de 2020.
As candidatas ao título
Com duas vitórias em Maribor, Vergier lidera a tabela masculina com 450 pontos. Em segundo lugar, com 317 pontos, está Matt Walker. Daí em diante, estão todos muito próximos.
PosiçãoGeral FemininaPontosGeral MasculinaPontos
1.Marine Cabirou390Loris Vergier450
2.Myriam Nicole375Matt Walker317
3.Nina Hoffman334Thibaut Dapréla295
4.Eleonora Farina320Loïc Bruni265
5.Tracey Hannah316Troy Brosnan243
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