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10 fatos incríveis sobre a série Persona
Com o lançamento de Persona 5 se aproximando, selecionamos alguns fatos sobre a franquia
Se o seu conhecimento sobre RPGs japoneses começa e termina em Final Fantasy, então o nome Persona pode não significar muito para você, mas é uma das franquias mais populares do gênero, com quase 7 milhões de cópias vendidas. Ela teve diversas sequências, spin-offs (tecnicamente spin-offs de spin-offs), merchandise e até mesmo peças de teatro no Japão, e logo menos a franquia vai receber o que parece ser o maior lançamento até hoje na forma de Persona 5 para PS4 e PS3. Se você quer tirar o atraso e conhecer mais sobre essa consagrada série de JRPG, você veio ao lugar certo.
Na verdade Persona é um spin-off
Enquanto a Atlus prefere estilizar o nome da série apenas como Persona, seu nome real é Shin Megami Tensei: Persona. A franquia Megami Tensei começou com a Digital Devil Story: Megami Tensei no Nintendo Famicon (a versão japonesa do NES) em 1987 e continua até hoje; um novo jogo para a série foi confirmado para o Nintendo Switch e para o 3DS.
Porém, em 1996 a Atlus decidiu criar o spin-off Revelations: Persona para o PlayStation, continuando o tema de batalha entre bem e mal mas mudando os protagonistas para estudantes de colegial. Desde então, 6.9 milhões de cópias foram vendidas, totalizando boa parte dos 14 milhões de vendas da série Megami Tensei.
Tem uma forte conexão com um psiquiatra suíço
Um tema central recorrente na série Persona é a ideia de psicologia analítica, que foca na importância da psique do indivíduo e inclui conceitos como o id, super-ego, anima, animus e o “self”. Frequentemente referido como Psiquiatria Junguiana devido ao fato de várias dessas ideias terem sido originadas pelo psiquiatra suíço Carl Jung, noções desse tipo de psicologia podem ser encontradas em todos os títulos da série Persona; a conexão fica ainda mais óbvia quando você procura por referências colocadas pelos desenvolvedores. Por exemplo, a placa do carro de Persona 4 é CH8700, uma referência à cidade natal de Jung, Küsnacht; CH é o código de país da Suíça e 8700 é o código postal da cidade.
Koromaru foi inspirado num cão real
O adorável felpudo Koromaru foi baseado em um cão de verdade chamado Hachikō, um Akita que morreu em 1935 depois de se tornar um tipo de celebridade no Japão. Dono de Hachikō, o professor Hidesaburō Ueno ia para o trabalho e seu leal companheiro o encontrava na estação de Shibuya ao final de cada dia. Quando Ueno sofreu uma hemorragia durante uma aula e não voltou, Hachikō continuou visitando a estação no mesmo horário por boa parte da década seguinte, esperando seu dono voltar. Hachikō morreu no dia 8 de março de 1935 e foi imortalizado em uma estátua de bronze na estação. Sob certas condições no Persona Q, um dos personagens exclama que o Koromaru “parece que devia estar na frente de uma estação de trem” - uma referência clara à estátua de Hachikō.
Tiveram várias apresentações de Persona no Japão
Os japoneses amam peças teatrais baseadas em animes e videogames populares e Persona não é uma exceção. Persona 3 teve três adaptações exibidas por tempo limitado - Ao no Kakusei, Gunjō no Meikyū, e Sōen Kesshō - enquanto Persona 4 foi adaptado em duas peças em 2012, chamadas Visualive e Visualive the Evolution. Persona 4 e Persona 4 Arena Ultimax também foram agraciados com produções em 2014 e 2016 respectivamente, fazendo com que eles fossem os primeiros spin-offs de luta de um spin-off a ser adaptado para o teatro.
Teve sua própria versão para TV
Adaptar um videogame para o formato de anime também é algo muito popular no Japão, e em 2008 Persona ganhou o tratamento da animação na forma de Persona: Trinity Soul. Passando-se 10 anos após os acontecimentos de Persona 3, a animação gira em torno de uma série de assassinatos em que as vítimas foram essencialmente “viradas do avesso”. Uma localização norte-americana foi lançada em 2010, mas agora é muito difícil encontrar essa versão.
A versão ocidental do primeiro Persona teve muitas alterações
Recentemente os títulos da série Persona são famosas por sua excelente localização do ocidente, com poucas alterações da versão japonesa e todos os esforços para que a tradução seja o mais fiel possível. Porém, isso nem sempre foi assim: o primeiro Persona para PlayStation tinha mudanças imensas quando chegou na América do Norte, incluindo a mudança de moeda de ienes para dólares e o nome da cidade principal alterado para Lunarvale. Um dos personagens principais - Masao Inaba - teve sua etnia alterada e seu nome mudou para Mark. Essas alterações tinham como objetivo tornar o jogo mais atrativo para jogadores americanos.
Parte do plot é inspirado numa lenda urbana japonesa
Nos dois primeiros títulos da série, os personagens participam de um ritual para invocar seus alter-egos, ficando em um dos quatro cantos de uma sala e circulando até voltar a sua posição original. Isso é baseado num mito japonês chamado Square - ou quadrado. Esse mito é de que cinco alpinistas ficaram presos no meio de uma tempestade. Um deles morre e é enterrado, e os quatro sobreviventes eventualmente chegam numa casa antiga. Sem uma fogueira para mantê-los aquecidos ou iluminar a sala, os quatro ficam cada um em um canto da sala e andam até o próximo amigo, tocando-o no ombro. Em certo momento, eles descobrem que os quatro cantos da sala estão sempre ocupados, mesmo quando um deles sai para encostar no próximo amigo… o que indica que o companheiro falecido também está na sala com eles. Eita.
Referências a Nintendo são comuns
Poucos desenvolvedores podem dizer que nunca foram influenciados pela Nintendo, e como resultado existem muitas referências aos jogos da companhia nos JPRGs - e Persona não é uma exceção. No Persona 4, um dos personagens fala “É perigoso ir sozinho”, enquanto outro diz “Nossa princesa está em outro castelo” - comentários vindos de The Legend of Zelda e Super Mario Bros. respectivamente.
Persona 4 dá uma zoada em Crepúsculo
Persona 4 tem referências a outros jogos como Zelda e Mario, mas ele não pára por aí - ele também faz referências a outras mídias e nem sempre de maneira positiva. No Persona 4 há um livro chamado Detetive Bruxa, que é descrito como “uma comédia romântica” que fala sobre uma garota que, em seu primeiro dia de aula, se envolve com vampiros. O livro é dito como “quase fisicamente doloroso de se ler”, uma referência clara à série popular de livros da saga Crepúsculo.
Seus spin-offs incluem jogos online e de luta 1 contra 1
Persona é um spin-off de Shin Megami Tensei mas a série também tem um bom número de títulos associados. Entre eles, jogos online gratuitos na forma de Persona 3: The Night Before e Persona Ain Soph, ambos offline no momento. Alguns títulos foram lançados para o mercado mobile do Japão e em 2012 um jogo de luta chamado Persona 4 Arena chegou aos arcades, sendo adaptado para consoles depois. Uma sequência foi lançada em 2014, enquanto o Persona 4: Dancing All Night, lançado em 2015, levou os personagens desse jogo específico para uma... sequência bem animada.
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