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Social Innovation

Red Bull Basement: por onde andam os vencedores portugueses

De projetos universitários a carreiras internacionais, três antigos vencedores partilham como a experiência do Red Bull Basement moldou o percurso e abriu novas oportunidades.
Escrito por Marco Teixeira
4 min readPublished on
O Red Bull Basement é uma incubadora global que capacita estudantes e fundadores a transformar ideias em produtos, através de mentoria e ferramentas potenciadas por inteligência artificial. A Red Bull junta-se à Microsoft e à AMD para te disponibilizar ferramentas de IA, a mentoria e uma plataforma global que te permitem dar vida à tua ideia, e as aaasas para fazeres o teu Pitch em Silicon Valley e a oportunidade de ganhares 100.000 USD em financiamento equity-free.
Neste artigo, damos a conhecer o percurso de três antigos vencedores portugueses do Red Bull Basement e o impacto que a experiência teve nas suas vidas. Frederico Cerqueira, Sebastião Perestrelo e Edgar Alves partilham como o programa influenciou as suas decisões, abriu novas oportunidades e moldou o seu caminho dentro e fora da área da tecnologia.

Frederico Cerqueira

Frederico Cerqueira Red Bull Basement 2024

Frederico Cerqueira Red Bull Basement 2024

© João Ferreira

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Uma experiência incrível que me abriu muitas portas.
Frederico Cerqueira, em dupla com Manuel Santos, foi finalista nacional do Red Bull Basement 2024 com o projeto “Binbot”: um robô alimentado por energia solar que propõe uma nova abordagem para a limpeza urbana.
O Red Bull Basement serviu como um impulso fundamental para o desenvolvimento do projeto e para o percurso académico e profissional de Frederico. “A partir daí, todas as comunicações foram mais fáceis, porque já tínhamos uma prova de que o projeto era algo real. A universidade agora está a ajudar-me muito”. Atualmente, Frederico está a concluir um mestrado em Engenharia Informática com especialização em Inteligência Artificial na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A experiência internacional no Japão marcou-o especialmente. “A viagem para o Japão, toda a experiência marcou-me muito. Foi uma grande conquista apresentar o projeto para pessoas internacionais, num país bastante envolvido na robótica”. Mais do que a tecnologia, o Red Bull Basement contribuiu para o crescimento pessoal: “Antes não era muito comunicativo, mas depois de estar lá a apresentar o projeto numa língua que não domino, ganhei confiança e competências de comunicação que ainda hoje utilizo”.
Para futuros participantes, Frederico deixa um conselho direto: “Prepararem bem a ideia e o business model antes de irem para a fase final mundial. Estruturarem bem a ideia e a forma como vão desenvolvê-la, para não chegarem lá a fazer tudo de uma vez só. E aproveitarem a experiência, porque há muito poucas como esta”.

Sebastião Perestrelo

Sebastião Perestrelo

Sebastião Perestrelo

© Hugo Silva

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Arrisquem. Não tenham medo.
Sebastião Perestrelo
Vencedor nacional do Red Bull Basement 2021, Sebastião Perestrelo participou em dupla com Diogo Ramos, numa edição que marcou o início do seu percurso internacional. Atualmente a viver em Sydney, na Austrália, trabalha na área de gestão e recrutamento, depois de já ter passado por diferentes mercados, “vim para cá o ano passado… agora já estou a trabalhar na minha área e com perspetivas de ficar”.
Sobre o Red Bull Basement, não tem dúvidas: “Foi das melhores coisas que eu já tive até agora”.A participação levou-o até à Turquia para a final mundial e abriu portas a uma rede internacional que ainda hoje mantém ativa. “o networking foi muito forte”.
Apesar de o projeto com que participou não ter avançado, devido à sua complexidade técnica e necessidade de investimento, o impacto foi claro. “Era uma coisa demasiado técnica… para fazer um Minimum Viable Product (MVP) era caro”, explica. Ainda assim, o Red Bull Basement funcionou como um desbloqueador mental, reforçando o seu espírito empreendedor. “Foi como uma catapulta mental… fez-me perceber que é preciso fazer outras coisas”.
Hoje, continua a desenvolver novos projetos, mais ligados à área de marketing e conteúdo, enquanto constrói o seu percurso profissional fora de Portugal. “Mantenho esse espírito, mas agora estou a começar algo mais pessoal”.
Para quem está a pensar participar, deixa um conselho direto: “Arrisquem. Não tenham medo.” E reforça: “Em Portugal há muito medo de falhar, mas o risco compensa. O importante é pensar fora da caixa”.

Edgar Alves

Edgar Alves Red Bull Basement 2019

Edgar Alves Red Bull Basement 2019

© Hugo Silva

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Eu acho que é uma experiência incrível!
Edgar Alves
Vencedor nacional do Red Bull Basement 2019, Edgar Alves participou ao lado de Vasco Antunes com a ShareAcademy, o projeto que pretende melhorar a vida dos estudantes universitários através da partilha de apontamentos.
“Tanto eu como o Vasco não tínhamos formação em tecnologia… e depois do Red Bull Basement percebemos que era isso que queríamos explorar.” Hoje, Edgar trabalha na área de tecnologia aplicada a smart cities e Vasco seguiu o caminho da automação de aplicações.
O Red Bull Basement funcionou como um acelerador, ajudando-os a estruturar a ideia e a entrar num novo universo. “Nem sabíamos o que era um MVP quando começámos” e “Havia vários conceitos do mundo tecnológico que não conhecíamos. A Red Bull ajudou-nos nisso”.
A quem está a pensar participar, deixa uma recomendação clara: “não têm nada a perder”. Destaca ainda a importância de tirar partido das ferramentas atuais: “existe um conjunto de tecnologias de AI ao vosso dispor. Testem, desenvolvam e levem um produto o mais maduro possível”.