O Red Bull Basement é uma incubadora global que capacita estudantes e fundadores a transformar ideias em produtos, através de mentoria e ferramentas potenciadas por inteligência artificial. A Red Bull junta-se à Microsoft e à AMD para te disponibilizar ferramentas de IA, a mentoria e uma plataforma global que te permitem dar vida à tua ideia, e as aaasas para fazeres o teu Pitch em Silicon Valley e a oportunidade de ganhares 100.000 USD em financiamento equity-free.
Neste artigo, damos a conhecer o percurso de três antigos vencedores portugueses do Red Bull Basement e o impacto que a experiência teve nas suas vidas. Frederico Cerqueira, Sebastião Perestrelo e Edgar Alves partilham como o programa influenciou as suas decisões, abriu novas oportunidades e moldou o seu caminho dentro e fora da área da tecnologia.
Frederico Cerqueira
Uma experiência incrível que me abriu muitas portas.
Frederico Cerqueira, em dupla com Manuel Santos, foi finalista nacional do Red Bull Basement 2024 com o projeto “Binbot”: um robô alimentado por energia solar que propõe uma nova abordagem para a limpeza urbana.
O Red Bull Basement serviu como um impulso fundamental para o desenvolvimento do projeto e para o percurso académico e profissional de Frederico. “A partir daí, todas as comunicações foram mais fáceis, porque já tínhamos uma prova de que o projeto era algo real. A universidade agora está a ajudar-me muito”. Atualmente, Frederico está a concluir um mestrado em Engenharia Informática com especialização em Inteligência Artificial na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A experiência internacional no Japão marcou-o especialmente. “A viagem para o Japão, toda a experiência marcou-me muito. Foi uma grande conquista apresentar o projeto para pessoas internacionais, num país bastante envolvido na robótica”. Mais do que a tecnologia, o Red Bull Basement contribuiu para o crescimento pessoal: “Antes não era muito comunicativo, mas depois de estar lá a apresentar o projeto numa língua que não domino, ganhei confiança e competências de comunicação que ainda hoje utilizo”.
Para futuros participantes, Frederico deixa um conselho direto: “Prepararem bem a ideia e o business model antes de irem para a fase final mundial. Estruturarem bem a ideia e a forma como vão desenvolvê-la, para não chegarem lá a fazer tudo de uma vez só. E aproveitarem a experiência, porque há muito poucas como esta”.
Sebastião Perestrelo
Arrisquem. Não tenham medo.
Vencedor nacional do Red Bull Basement 2021, Sebastião Perestrelo participou em dupla com Diogo Ramos, numa edição que marcou o início do seu percurso internacional. Atualmente a viver em Sydney, na Austrália, trabalha na área de gestão e recrutamento, depois de já ter passado por diferentes mercados, “vim para cá o ano passado… agora já estou a trabalhar na minha área e com perspetivas de ficar”.
Sobre o Red Bull Basement, não tem dúvidas: “Foi das melhores coisas que eu já tive até agora”.A participação levou-o até à Turquia para a final mundial e abriu portas a uma rede internacional que ainda hoje mantém ativa. “o networking foi muito forte”.
Apesar de o projeto com que participou não ter avançado, devido à sua complexidade técnica e necessidade de investimento, o impacto foi claro. “Era uma coisa demasiado técnica… para fazer um Minimum Viable Product (MVP) era caro”, explica. Ainda assim, o Red Bull Basement funcionou como um desbloqueador mental, reforçando o seu espírito empreendedor. “Foi como uma catapulta mental… fez-me perceber que é preciso fazer outras coisas”.
Hoje, continua a desenvolver novos projetos, mais ligados à área de marketing e conteúdo, enquanto constrói o seu percurso profissional fora de Portugal. “Mantenho esse espírito, mas agora estou a começar algo mais pessoal”.
Para quem está a pensar participar, deixa um conselho direto: “Arrisquem. Não tenham medo.” E reforça: “Em Portugal há muito medo de falhar, mas o risco compensa. O importante é pensar fora da caixa”.
Edgar Alves
Eu acho que é uma experiência incrível!
Vencedor nacional do Red Bull Basement 2019, Edgar Alves participou ao lado de Vasco Antunes com a ShareAcademy, o projeto que pretende melhorar a vida dos estudantes universitários através da partilha de apontamentos.
“Tanto eu como o Vasco não tínhamos formação em tecnologia… e depois do Red Bull Basement percebemos que era isso que queríamos explorar.” Hoje, Edgar trabalha na área de tecnologia aplicada a smart cities e Vasco seguiu o caminho da automação de aplicações.
O Red Bull Basement funcionou como um acelerador, ajudando-os a estruturar a ideia e a entrar num novo universo. “Nem sabíamos o que era um MVP quando começámos” e “Havia vários conceitos do mundo tecnológico que não conhecíamos. A Red Bull ajudou-nos nisso”.
A quem está a pensar participar, deixa uma recomendação clara: “não têm nada a perder”. Destaca ainda a importância de tirar partido das ferramentas atuais: “existe um conjunto de tecnologias de AI ao vosso dispor. Testem, desenvolvam e levem um produto o mais maduro possível”.